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Gabigol vira e leva Santos a 41 pontos na corrida da Libertadores

Santos vence o São Paulo por 2 a 1 no Morumbis, em jogo atrasado da 21ª rodada do Brasileirão, chega a 41 pontos e se fortalece na briga por vaga na Libertadores de 2027.

03/10/2026 07:00 7 min de leitura
Gabigol vira e leva Santos a 41 pontos na corrida da Libertadores
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Brasileirão

Com a virada sobre o São Paulo, o Santos soma 41 pontos e avança na luta por uma vaga na Libertadores de 2027.

Gabigol comanda uma virada maiúscula no Morumbis e coloca o Santos de vez na rota da Libertadores. Em jogo atrasado da 21ª rodada do Campeonato Brasileiro, o atacante marca dois gols, derruba o São Paulo por 2 a 1 e transforma um clássico em manifesto da nova fase santista.

O resultado, conquistado durante a Data Fifa, empurra o time praiano a 41 pontos, cinco atrás do Bahia, quinto colocado e último na zona de classificação para a competição continental de 2027. O São Paulo vê a reação travar em casa, perde Luciano por lesão e sai do estádio com mais dúvidas do que respostas.

Clássico atrasado, clima de decisão

O confronto carrega peso de decisão, apesar de ser jogo de reposição de tabela. O calendário esburacado leva o clássico para uma Data Fifa, com atenções divididas entre seleção e reta final do Brasileirão, mas o que se vê em campo é clima de mata-mata pela vaga na Libertadores.

O São Paulo começa melhor, adianta as linhas e sufoca a saída de bola santista. A aposta do técnico Cuca em Lima como titular, após a baixa de Rollheiser momentos antes da partida, não encaixa. O Santos erra passes, perde segunda bola e permite que o rival controle o ritmo.

Aos poucos, o domínio tricolor se transforma em vantagem no placar. Em lance considerado infantil, o zagueiro Lucas Veríssimo chega atrasado e comete pênalti. Luciano assume a responsabilidade, desloca Diógenes e abre o marcador. Na narração do lance, ecoa a frase conhecida: “Bola para um lado, goleiro para o outro. Luciano abre o placar em cobrança de pênalti.”

O golpe poderia desmontar de vez o sistema santista, mas o empate vem quase como resposta automática. Everton Cebolinha acha Escobar na ponta esquerda, o lateral cruza com precisão e Gabigol aparece no tempo perfeito. A cabeçada sai no canto, sem defesa para Carlos Coronel, e o 1 a 1 recoloca o Santos no jogo ainda no primeiro tempo.

Cuca mexe, Coutinho entra e o jogo vira

O intervalo vira laboratório e divisor de águas. Cuca, alvo de críticas pelas dificuldades iniciais, ajusta o time com mão firme. “Cuca consertou os erros táticos no intervalo do jogo”, resumem integrantes da comissão técnica. Saem Lima e Barreal; entram Gustavo Henrique e Philippe Coutinho.

A mudança devolve equilíbrio ao meio-campo. Gustavo Henrique protege melhor a frente da zaga e libera os homens de criação. Coutinho, mesmo longe da forma ideal, ocupa espaços entre as linhas são-paulinas e oferece passe qualificado. Nas palavras de quem acompanha o dia a dia do elenco, “Coutinho, mesmo sem ritmo de jogo, ainda sobra na técnica”.

O gol da virada nasce justamente dessa combinação. Coutinho recebe no meio, gira, se livra da marcação e aciona Cebolinha na esquerda. O atacante olha para a área e encontra novamente Gabigol. O camisa 9 domina, deixa Tolói no chão e finaliza com frieza para fazer 2 a 1, virando o clássico e inflamando o setor visitante no Morumbis.

O São Paulo tenta reagir, mas perde fôlego e organização. Luciano sente lesão e, sem condições ideais, permanece em campo apenas para compor o time, enfraquecendo o poder de fogo tricolor no momento em que o Santos se fecha e escolhe sofrer com estratégia.

Diógenes segura tudo e sequência reacende o Santos

O roteiro da parte final do jogo tem o mesmo protagonista em todas as bolas decisivas: o goleiro Diógenes. O São Paulo pressiona, cruza, arrisca de longe e testa o camisa 1 santista, que responde com uma atuação para guardar. Cabeceios à queima-roupa, chutes cruzados, bola desviada no meio do caminho. Em todas, a mesma assinatura. “Diógenes faz oito defesas em clássico e é decisivo”, sintetiza o relatório interno da comissão técnica.

Cada intervenção mantém vivo o plano traçado no vestiário e protege uma série que transforma o ambiente na Vila Belmiro. O Santos chega à quinta vitória consecutiva no Brasileirão, marca que “não acontecia desde a era Sampaoli, em 2019”. Mais do que estatística, é um marco simbólico: o clube deixa de olhar para a parte de baixo da tabela e passa a enxergar a zona de classificação para a Libertadores como objetivo palpável.

Os números reforçam essa virada de chave. O time soma 20 pontos no returno e lidera a segunda metade do campeonato ao lado do Flamengo. Venceu todos os quatro jogos como visitante nesse período, prova de maturidade competitiva em cenário historicamente hostil. A vitória no Morumbis, fora de casa, encaixa-se nesse padrão.

Para o São Paulo, o recado é duro. A defesa, montada com três zagueiros, sofre com bolas aéreas e falha no acompanhamento de Gabigol, principal referência ofensiva do adversário. A lesão de Luciano acende alerta no departamento médico e reduz alternativas ofensivas em um momento em que o time precisava de respostas rápidas para não perder contato com o bloco de cima da tabela.

Libertadores no horizonte e disputa fora de campo

O impacto da noite no Morumbis vai além dos 90 minutos. Com 41 pontos, o Santos se coloca a apenas cinco do Bahia, quinto colocado, e mantém vivo o sonho de disputar a Libertadores de 2027. Dentro do elenco, a meta agora é clara: sustentar a liderança do returno, seguir pontuando fora de casa e transformar desempenho em vaga continental.

Nos bastidores, o clube se move em outra frente decisiva. A diretoria lidera uma articulação com times das Séries A e B para adiar punições ligadas ao Fair Play Financeiro, especialmente em relação a dívidas contraídas antes de 2026. A ideia é ganhar fôlego para equilibrar as contas sem comprometer o investimento em elenco competitivo.

Se a proposta avançar, o Santos ganha margem para planejar 2027 com outro apetite no mercado, o que inclui manter protagonistas, blindar jovens da base e buscar reforços pontuais. O próprio Coutinho, recém-integrado ao grupo, simboliza um projeto esportivo que depende diretamente da capacidade financeira do clube.

O São Paulo, por sua vez, encara sequência de rotina dura. A derrota em clássico, em casa, soma pressão sobre o trabalho atual e expõe lacunas táticas diante de adversários que se ajustam melhor no intervalo. O time precisa reagir rápido para não ver o bloco da frente se desgarrar enquanto lida com desfalques importantes.

O clássico disputado em plena Data Fifa ainda recoloca em debate o calendário brasileiro, que força equipes a alternar prioridades e lidar com desfalques e viagens em meio à reta final do nacional. A tabela se aperta, o desgaste aumenta, e decisões como a de ontem tendem a ser cada vez mais comuns.

Com a sequência de vitórias, a liderança do returno e um centroavante em alta, o Santos deixa o Morumbis com algo maior do que três pontos. Sai com a sensação de que o campeonato, para ele, começa agora. Para o São Paulo, resta reorganizar a casa e provar que a queda em casa é tropeço de percurso, não sintoma de algo mais profundo.

Como fica o Santos na briga pela vaga na Libertadores?

O Santos chega a 41 pontos com a vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo, fica a cinco do Bahia, quinto colocado, e se firma na disputa por vaga na Libertadores de 2027 ao liderar o returno com 20 pontos e engatar cinco vitórias seguidas, quatro delas como visitante neste segundo turno.

O que a derrota muda para o São Paulo no Brasileirão?

A derrota por 2 a 1 para o Santos em pleno Morumbis freia a reação do São Paulo no Brasileirão, expõe fragilidades defensivas na formação com três zagueiros, aumenta a pressão por ajustes táticos e ainda traz a preocupação com a lesão de Luciano, que reduz a força ofensiva para a sequência da competição.


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