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Quem ganhou em 2026? Edmundo e Luís Fabiano caem, Danrlei vence

Maioria dos ex-jogadores e famosos do esporte fracassa nas eleições legislativas de 2026. Edmundo, Luís Fabiano e Luxemburgo ficam fora, enquanto Danrlei renova mandato.

05/10/2026 10:00 6 min de leitura
Quem ganhou em 2026? Edmundo e Luís Fabiano caem, Danrlei vence
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Eleições 2026

Ex-jogadores e celebridades do esporte enfrentam resultados variados nas eleições legislativas deste ano.

A eleição legislativa de 2026 expõe um limite duro para a popularidade esportiva: ídolos como Edmundo, Luís Fabiano e Vanderlei Luxemburgo não conseguem transformar fama em mandato, enquanto o ex-goleiro Danrlei, com longa trajetória política, renova com folga seu assento em Brasília.

Ídolos em campo político, mas sem voto suficiente

O resultado divulgado na madrugada e na manhã desta segunda-feira mostra que o eleitor separa o craque do político. No Rio de Janeiro, Edmundo, ídolo do Vasco e com passagem pela Seleção, tenta a Câmara dos Deputados pelo PSDB e soma 35.725 votos, o equivalente a 0,40% dos votos válidos. Fica fora da lista de eleitos.

Em São Paulo, Luís Fabiano, um dos maiores artilheiros da história recente do clube do Morumbi, se lança a deputado federal pelo MDB. Fecha a apuração com pouco mais de 9 mil votos e também não obtém vaga. A votação modesta contrasta com os estádios lotados que acompanharam sua carreira.

No Tocantins, Vanderlei Luxemburgo estreia nas urnas com ambição alta: uma das duas cadeiras do estado no Senado. O ex-técnico e ex-jogador termina em sétimo lugar, com 67.987 votos. Em sua biografia oficial, a campanha faz questão de destacar que “em sua primeira disputa eleitoral, o ex-técnico concorreu a uma das duas vagas do Tocantins no Senado” e que ele “recebeu 67.987 votos e terminou a disputa em 7º lugar”. Os números, porém, não o aproximam da vitória.

Outros nomes ligados ao futebol repetem o enredo. Marcelinho Carioca tenta vaga de deputado distrital no Distrito Federal, pelo Republicanos, e registra 2.494 votos, apenas 0,15% do total. Washington Coração Valente, candidato a deputado federal pelo Distrito Federal, e os ex-atletas Cleo Hickmann, Marcone Amaral, Dani Pato, Sérgio, Donizete Pantera, Rodrigo Dinamite, Dinei da Fiel e Alexandre Finazzi também aparecem nas urnas, mas não alcançam coeficiente para entrar no Legislativo.

Experiência política pesa: Danrlei renova; Leila para no Senado

Enquanto boa parte dos novatos do esporte naufraga, um veterano da política confirma força nas urnas. No Rio Grande do Sul, o ex-goleiro Danrlei, deputado federal desde 2011, renova o mandato com 105 mil votos. Em material de campanha, ele faz questão de lembrar o histórico no Congresso: “Parlamentar desde 2011, Danrlei recebeu 105 mil votos e garantiu mais um mandato”. A mensagem cola em um eleitorado que demonstra valorizar continuidade.

No Distrito Federal, a ex-jogadora de vôlei Leila Barros tenta chegar ao Senado pelo PDT e se torna um dos casos emblemáticos da derrota de figuras do esporte. A apuração a coloca em terceiro lugar, com 21,28% dos votos válidos, o equivalente a cerca de 660 mil votos. Documentos da campanha registram que “a ex-jogadora de vôlei Leila Barros foi o primeiro nome do esporte a ter a derrota confirmada no pleito” e que, com esse percentual, “encerrou a disputa em 3º lugar e não obteve uma das duas vagas em jogo”.

A leitura imediata entre estrategistas partidários é que o sobrenome esportivo ajuda a abrir portas, mas não sustenta sozinho uma campanha proporcional ou majoritária. Danrlei surge como exceção justamente por acumular 15 anos de vida parlamentar, trânsito em comissões e presença constante em bases eleitorais do interior gaúcho.

Influenciadores avançam, celebridades tropeçam

Entre personalidades do entretenimento, o quadro é mais fragmentado. Alguns nomes surfam bem a onda das redes sociais. A influenciadora Ana Elisa, por exemplo, transforma engajamento digital em capital eleitoral robusto: é eleita deputada federal por Minas Gerais, com 524.216 votos, segunda maior votação do estado. No Rio de Janeiro, Thiago Gagliasso conquista mandato na Câmara com 67.700 votos.

Outros rostos conhecidos ficam pelo caminho. Manoel Gomes, o “Caneta Azul”, soma 7.239 votos e não chega perto da Câmara dos Deputados. Em São Paulo, Rachel Sheherazade, Luiz Datena, Geraldo Luís, Silvia Abravanel, Sikêra Jr, MC Gui e Lucas Penteado aparecem nas listas de apuração, mas não se elegem. Tiririca, que já figurou entre os campeões de voto do país, tenta novo mandato pela Câmara dos Deputados e fica em 5.523 votos, muito distante dos patamares anteriores.

Em diferentes estados, celebridades como Inês Brasil, Antônia Fontenelle, Vivian Amorim e outros influenciadores colecionam derrotas. Os resultados sugerem que o eleitorado cobra mais do que bordões virais ou audiência televisiva. Plano de governo, posicionamento claro e articulação partidária contam tanto quanto a visibilidade prévia.

Capital esportivo limitado nas urnas

Os números consolidados de domingo e desta segunda reforçam uma tendência: a popularidade de campo, quadra ou tela não garante, sozinha, cadeiras no Legislativo. A maioria dos ex-jogadores que estreia na política enfrenta a realidade de votações de quatro ou cinco dígitos, insuficientes diante de coeficientes eleitorais altos em estados populosos.

Setores do próprio esporte sentem o impacto. A aposta em uma bancada de ex-atletas forte, com potencial para influenciar políticas de base, financiamento e inclusão, não se realiza neste ciclo. No lugar disso, prevalece um Congresso ainda dominado por políticos profissionais, com carreiras longe das arquibancadas.

Para os partidos, o recado também é claro. A estratégia de inflar chapas com celebridades e ex-jogadores rende exposição, mas pouco resultado prático. Sem estrutura, discurso consistente e tempo de militância, a presença midiática não passa da fase de slogan. Em muitos casos, as legendas percebem que ceder números de legenda a famosos pode inclusive ofuscar quadros orgânicos com base consolidada.

Entre os derrotados, o dia é de balanço. Aliados falam em frustração, mas também em aprendizado. A avaliação predominante é que uma eventual nova tentativa exigirá formação política mais sólida, presença constante nas comunidades e atuação além de agendas nostálgicas ligadas ao futebol ou ao entretenimento.

O próximo ciclo eleitoral deve testar se esse freio à “onda celebridade” é passageiro ou marca um amadurecimento do eleitorado. A atuação de nomes que conseguiram se eleger, como Danrlei, Ana Elisa, Thiago Gagliasso e outros, será observada de perto. Se conseguirem entregar mandatos produtivos, podem redesenhar o papel de ex-atletas e influenciadores na política, sobretudo em temas como esporte, cultura e juventude. Se fracassarem, a mensagem de 2026 tende a ficar ainda mais dura com quem aposta apenas na fama.

Edmundo candidato foi eleito?

Edmundo, candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro em 2026, não foi eleito, ao somar 35.725 votos, o equivalente a 0,40% dos votos válidos, número insuficiente para atingir o coeficiente exigido para uma das vagas, o que encerra sua estreia eleitoral sem mandato e reforça o desafio dos ex-jogadores nas urnas.

Quantos votos teve Luís Fabiano na eleição de 2026?

Luís Fabiano, ex-atacante do São Paulo e da Seleção, recebeu pouco mais de 9 mil votos na disputa para deputado federal por São Paulo em 2026, desempenho considerado baixo para o tamanho de sua fama, que o deixou distante do grupo de eleitos e simbolizou o limite da transferência de popularidade esportiva para a política.

Quem ganhou entre os famosos ligados ao esporte?

Entre os famosos ligados ao esporte nas eleições de 2026, o principal vencedor é Danrlei, que renova o mandato de deputado federal com 105 mil votos no Rio Grande do Sul, ao lado de personalidades como a influenciadora Ana Elisa, eleita em Minas Gerais com 524.216 votos, e Thiago Gagliasso, eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro.


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