Transparência — parte do conteúdo deste portal é produzida por inteligência artificial (WireDesk) e pode conter imprecisões; confira temas sensíveis em fontes oficiais. Política editorial →
powered by WireDesk ao vivo
Mercados
S&P 5007.774▲ 0,66%Nasdaq27.477▲ 1,05%Dow Jones51.268▲ 0,18%Ibovespa206.895▲ 7,69%FTSE 10010.498▲ 0,34%DAX25.254▲ 0,09%Nikkei69.947▲ 2,40%S&P 5007.774▲ 0,66%Nasdaq27.477▲ 1,05%Dow Jones51.268▲ 0,18%Ibovespa206.895▲ 7,69%FTSE 10010.498▲ 0,34%DAX25.254▲ 0,09%Nikkei69.947▲ 2,40%
Esportes

Edmundo candidato em 2026: por que 35 mil votos não bastaram

Ex-jogadores e dirigentes entram fortes na disputa eleitoral de 2026, mas maioria fracassa nas urnas. Danrlei, Luiz Lima, Bobô, Felipe Sertanejo e Rozenha se salvam.

05/10/2026 15:00 7 min de leitura
Edmundo candidato em 2026: por que 35 mil votos não bastaram
Transparência Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e pode conter imprecisões. Confira temas sensíveis em fontes oficiais. Política editorial →

Eleições 2026

Ex-jogadores e dirigentes tentam sucesso nas urnas, mas muitos não conseguem votos suficientes para vencer.

As eleições deste ano colocam à prova o peso da fama esportiva na política. Uma leva de ex-atletas e dirigentes tenta transformar idolatria em votos, mas a maioria volta para casa sem mandato.

Ídolos como Edmundo, Luís Fabiano, Vanderlei Luxemburgo, Leila do Vôlei e Marcelinho Carioca descobrem nas urnas que carinho de torcedor não garante cadeira em Brasília nem em assembleias estaduais.

Ídolos em campo, mas fora do jogo político

O caso mais emblemático é o de Edmundo. Ex-atacante de Vasco e Palmeiras, o “Animal” se lança a deputado federal pelo Rio de Janeiro e soma 35.725 votos, o equivalente a 0,40% dos válidos no estado. Fica distante da faixa de corte e vê o projeto político travar na largada.

A apuração registra que “Edmundo recebeu 35.725 votos, tendo 0,40% dos votos. Com esses números, o ex-atleta não conseguiu se eleger”, consolidando o contraste entre arquibancada e urna. A avaliação nos bastidores é que o capital de imagem do comentarista e ex-jogador não se converte em rede política organizada.

No maior colégio eleitoral do país, Luís Fabiano enfrenta obstáculo semelhante. O ex-artilheiro do São Paulo e da seleção disputa vaga de deputado federal por São Paulo, mas termina a corrida com 9.613 votos. O resultado oficial crava: “Luís Fabiano terminou a eleição com pouco mais de 9 mil votos e não conseguiu se eleger”.

A frustração se repete com Vanderlei Luxemburgo. O ex-técnico e ex-jogador disputa uma das vagas do Tocantins no Senado e encerra a contagem com 67.987 votos, 4,11% dos válidos. “Luxemburgo, que também foi jogador profissional antes de iniciar a carreira à beira do campo, recebeu 67.987 votos e terminou a disputa em 7º lugar”, registra o relatório da apuração.

Vitórias pontuais expõem força regional

Enquanto os grandes nomes nacionais tropeçam, alguns ex-atletas consolidam trajetórias políticas mais silenciosas e eficazes, ancoradas nas bases locais. No Rio Grande do Sul, o ex-goleiro Danrlei confirma o favoritismo e renova o mandato de deputado federal com 105.079 votos. O resultado oficial resume: “Danrlei recebeu 105 mil votos e garantiu mais um mandato”.

No Rio de Janeiro, o ex-nadador Luiz Lima repete o roteiro. O deputado federal é reeleito com 79.249 votos, mantendo espaço nas pautas esportivas e de segurança pública em Brasília. A votação confirma que parte do eleitorado o enxerga mais como político profissional do que apenas como ex-atleta olímpico.

Na Bahia, o ex-atacante Bobô volta ao centro do debate, agora longe dos gramados. Ídolo histórico do Bahia, ele se elege deputado estadual com 70.893 votos. O desempenho coloca o ex-camisa 9 entre os nomes de peso da nova legislatura baiana, com expectativa de protagonismo em comissões ligadas a esporte e juventude.

Em São Paulo, o ex-lutador de MMA Felipe Sertanejo transforma prestígio nas academias e nas redes sociais em força eleitoral. Ele conquista uma vaga de deputado estadual com 138.277 votos, desempenho robusto em um cenário de disputa acirrada e pulverização de candidaturas.

No Amazonas, Rozenha, presidente da Federação Amazonense de Futebol e vice-presidente da CBF, reforça a ponte entre bastidores do esporte e política institucional. Ele se reelege deputado estadual com 62.201 votos e consolida posição como um dos principais interlocutores da região em temas de infraestrutura esportiva e calendário do futebol.

Derrotas de Leila, Sarah e dirigentes de clubes

Nem mesmo trajetórias olímpicas e cargos de destaque em grandes clubes garantem sobrevida política. No Distrito Federal, Leila do Vôlei tenta renovar o mandato de senadora e termina em terceiro lugar. O boletim final registra 686.340 votos, 21,25% dos válidos, insuficientes para manter a cadeira.

No mesmo DF, Marcelinho Carioca busca uma vaga na Câmara Legislativa. O ex-meia, símbolo do Corinthians, recebe apenas 2.494 votos para deputado distrital. O número decepciona aliados que esperavam uma transferência mais direta da idolatria corintiana para o eleitorado candango.

No Piauí, a campeã olímpica de judô Sarah Menezes lança candidatura a deputada federal e soma 10.516 votos, abaixo do patamar necessário. Em Minas Gerais, o ex-central da seleção de vôlei Maurício Souza tenta a reeleição como deputado federal, obtém 16.122 votos e também fica fora do próximo mandato.

Figuras ligadas à cartolagem enfrentam a mesma barreira. No Rio de Janeiro, o ex-presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, não consegue renovar sua vaga na Câmara. O ex-vice de futebol rubro-negro Marcos Braz acumula 18.305 votos para deputado federal e também não se elege.

Em Minas, Sérgio Santos Rodrigues, ex-presidente do Cruzeiro, tenta uma cadeira na Câmara dos Deputados e não ultrapassa 20.279 votos. Alexandre Kalil, ex-presidente do Atlético-MG, disputa o governo mineiro, alcança centenas de milhares de votos, mas não avança para a fase decisiva da eleição estadual.

Popularidade não basta, falta estrutura

Os números espalhados por Rio, São Paulo, Tocantins, Distrito Federal, Bahia, Minas Gerais, Amazonas, Paraná, Piauí e Rio Grande do Sul desenham um padrão nítido. A vitrine nos gramados, nas quadras ou na beira do campo ajuda a abrir portas, mas não substitui máquina partidária, alianças regionais e presença de base.

Nos bastidores das campanhas, dirigentes admitem que parte dos ex-atletas entrou em campo tarde demais, com estruturas enxutas e pouco enraizamento fora das torcidas. Muitos apostaram em campanhas centradas na própria biografia esportiva, com pouca conexão com problemas concretos de cada bairro ou município.

Também pesa o desgaste de experiências recentes de celebridades na política, que torna o eleitor mais cauteloso com nomes conhecidos. A derrota de figuras com visibilidade nacional, enquanto perfis mais discretos se elegem, reforça a ideia de que o voto hoje recompensa frequência no território e discurso consistente, não apenas o passado de gols ou medalhas.

Para quem conseguiu se eleger ou se manter, como Danrlei, Luiz Lima, Bobô, Felipe Sertanejo e Rozenha, o desafio agora é sustentar mandatos que vão além da pauta esportiva e provem capacidade de atuação ampla. Para quem ficou de fora, o resultado abre uma fase de reflexão: insistir na política com mais estrutura, voltar integralmente ao esporte e à mídia ou combinar as duas frentes.

As próximas eleições devem testar até que ponto esse ciclo de candidaturas esportivas se renova ou perde fôlego. A tendência, à luz da apuração de hoje, é que a fama siga sendo trunfo importante, mas nunca suficiente, em um cenário em que o eleitor cobra, cada vez mais, trabalho de base, preparo técnico e entrega concreta.

Edmundo candidato foi eleito?

Edmundo, ex-atacante de Vasco e Palmeiras, não foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro; ele recebeu 35.725 votos, o equivalente a 0,40% dos votos válidos, número insuficiente para alcançar uma das cadeiras na Câmara dos Deputados e consolidar a estreia na política institucional.

Quantos votos Edmundo teve na eleição de 2026?

Edmundo, candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro, teve 35.725 votos em 2026, o que corresponde a 0,40% dos votos válidos no estado; esse desempenho ficou abaixo do quociente eleitoral exigido, impediu a conquista de uma cadeira em Brasília e expôs o limite da transferência de sua popularidade esportiva.

Luís Fabiano conseguiu se eleger deputado?

Luís Fabiano, ex-atacante do São Paulo e da seleção, não se elegeu deputado federal por São Paulo em 2026; ele terminou a disputa com 9.613 votos, volume considerado baixo para o tamanho do colégio eleitoral paulista e insuficiente para alcançar o quociente necessário à sua primeira vitória nas urnas.


Esportes
Publicidadeinarticle
Leia também