Olise brilha e França vira sobre Bélgica na Liga das Nações
França vira sobre a Bélgica, vence por 4 a 1 no Stade de France e dispara na liderança do Grupo A1 da Liga das Nações, com Michael Olise decisivo.
Liga das Nações
Michael Olise foi o destaque na vitória da França sobre a Bélgica, consolidando a liderança do Grupo A1.
Michael Olise transforma uma noite tensa em festa em Paris. O meia-atacante sai do banco no intervalo, marca dois gols, distribui duas assistências e comanda a virada da França por 4 a 1 sobre a Bélgica, em duelo direto pela liderança do Grupo A1 da Liga das Nações.
Diante de um Stade de France lotado, a seleção francesa reage após ir para o vestiário em desvantagem e assume de vez o controle da chave, agora com 10 pontos, três vitórias e um empate, deixando os belgas estacionados nos 6 pontos.
Virada em 45 minutos e nova cara da França
A partida começa com a Bélgica melhor organizada e mais vertical. O trio De Bruyne, Lukebakio e De Ketelaere encontra espaços entre as linhas francesas, e a equipe visitante abre o placar ainda no primeiro tempo, punindo a lentidão e a falta de presença ofensiva dos donos da casa.
Zinedine Zidane admite a atuação ruim na etapa inicial, ecoando um problema que já aparecera no empate em 1 a 1 com a Itália. “Precisamos melhorar nossa verticalidade, a velocidade que precisamos imprimir nos últimos 20 ou 30 metros, essa é claramente uma área que precisamos aprimorar. Também precisamos estar mais presentes na área, faltou isso em quase todos os jogos, exceto talvez no final”, afirma o técnico.
O intervalo vira ponto de ruptura. Zidane mexe no time, recoloca três titulares em campo e aposta na mobilidade de Michael Olise, Désiré Doué e Rayan Cherki para destravar a defesa belga. O ajuste funciona de imediato: a França empata, vira e goleia em uma sequência fulminante de quatro gols em 14 minutos, com Olise participando de todos.
Sem Kylian Mbappé, lesionado desde a primeira rodada da competição, a seleção francesa mostra uma face renovada. Olise se desloca por todo o setor ofensivo, se associa com Cherki por dentro e libera Doué para atacar o espaço nas costas dos laterais belgas, desmontando a marcação rival.
Zidane ganha fôlego e Bélgica sai pressionada
No apito final, o placar de 4 a 1 cristaliza mais que uma simples goleada. A França encerra a primeira Data Fifa sob comando de Zidane invicta, com três vitórias e um empate, e se consolida como líder isolada do Grupo A1. O treinador não esconde a satisfação com o balanço do período.
“Minha avaliação deste primeiro período de treinos como técnico da seleção? Não há nada a criticar. Absolutamente nada, muito pelo contrário”, diz Zidane. O tom, no entanto, não é de euforia gratuita. Ele insiste no caráter didático da dificuldade enfrentada no primeiro tempo. “Isso é futebol, é o que amamos. Houve dificuldades no primeiro tempo, mas isso faz parte do jogo. É bom corrigir as coisas, foi o que fizemos, e conseguimos ter um segundo tempo extraordinário. Incluo todos nisso”, completa.
A leitura de jogo rápida e a coragem para mexer na estrutura da equipe reforçam a imagem de um técnico disposto a renovar sem abrir mão do resultado. Nomes como Olise, Doué e Cherki ganham espaço real na rotação ofensiva mesmo em um cenário de ausência temporária de Mbappé, o que reduz a dependência de uma única estrela em partidas de peso.
Na Bélgica, a atuação no início da noite parece promissora, mas o desfecho expõe fragilidades. O sistema defensivo, com Ngoy e Mechele no miolo de zaga, perde o controle da área à medida que a França acelera. O time sofre com marcação atrasada e falhas de cobertura pelos lados, cenário que facilita a avalanche de gols franceses.
O técnico Mark van Bommel deixa Paris com um recado claro para o elenco: sem ajustes imediatos na compactação da defesa e na transição ofensiva, a seleção belga corre risco de ver escapar a briga pela liderança do grupo e, com ela, um protagonismo que tenta recuperar no cenário europeu.
Impacto na tabela, nas apostas e no futuro da rivalidade
O efeito da goleada aparece de forma concreta na classificação. A França sobe de 7 para 10 pontos, mantém a invencibilidade e abre quatro de vantagem sobre a Bélgica, que continua com 6. A combinação de três vitórias e um empate coloca os franceses em posição confortável para encaminhar a vaga na próxima fase da Liga das Nações.
Nas casas de apostas, o resultado reforça o favoritismo francês não apenas no grupo, mas em projeções mais largas da competição. A reação fulminante no segundo tempo pesa na percepção de torcedores e analistas sobre a profundidade do elenco de Zidane, capaz de decidir jogos sem seu principal astro em campo.
A audiência também acompanha a intensidade do confronto. A transmissão ao vivo pelo Disney+ leva França x Bélgica para um público espalhado por vários países, alimentando uma rivalidade que ganha novos capítulos desde o duelo marcante no Mundial de Seleções disputado anos atrás. Estatísticas de França x Bélgica voltam a circular nas redes, com comparações entre confrontos recentes e debates sobre a evolução das duas gerações.
O desempenho de Olise, com 2 gols e 2 assistências em 45 minutos, tende a repercutir no mercado de transferências. Clubes que já observam o meia-atacante ganham um argumento adicional, enquanto a federação francesa enxerga no jogador um símbolo da transição geracional que Zidane começa a liderar. A fala do técnico, que assume não ter “nada a criticar” neste início de ciclo, funciona também como blindagem pública ao grupo em um calendário sempre apertado.
A Bélgica deixa o Stade de France com mais perguntas do que respostas. A equipe soma 6 pontos, continua na vice-liderança do Grupo A1, mas passa a precisar de uma sequência quase perfeita para voltar a ameaçar a ponta. A pressão aumenta sobre van Bommel e sobre veteranos como De Bruyne, que precisam liderar uma resposta rápida nos próximos compromissos.
Os próximos jogos da Liga das Nações se tornam decisivos para o desenho do grupo. A França joga para confirmar matematicamente a vaga e testar novas combinações ofensivas. A Bélgica, para provar que a goleada em Paris é um tropeço pontual, não um retrato fiel de seu atual estágio. A rivalidade está longe de arrefecer e, a cada encontro, ganha mais peso esportivo e emocional.
Como ficou a classificação de França e Bélgica no Grupo A1?
França chega a 10 pontos no Grupo A1 da Liga das Nações, com três vitórias e um empate, e assume a liderança isolada, enquanto a Bélgica permanece com 6 pontos e cai para uma posição bem mais delicada, obrigada a vencer os próximos jogos para seguir viva na disputa pelo topo.
Quem foi o principal destaque de França x Bélgica hoje?
Michael Olise decide França x Bélgica ao entrar no intervalo, marcar dois gols e dar duas assistências, participando diretamente dos quatro gols franceses na vitória por 4 a 1; a atuação transforma o meia-atacante em símbolo da renovação da seleção francesa e fortalece seu espaço nas próximas convocações de Zinedine Zidane.


