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Economia

Acidente na Mogi-Bertioga fecha estrada por 2h e deixa 1 morto

Colisão frontal na Mogi-Bertioga deixa 1 morto e 5 feridos e fecha a SP-098 por quase duas horas, enquanto São Paulo testa aço reciclado em duplicação da SP-255.

07/10/2026 13:01 7 min de leitura
Acidente na Mogi-Bertioga fecha estrada por 2h e deixa 1 morto
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Trânsito

Colisão na SP-098 causa interdição e vítimas, impactando o tráfego na região por quase duas horas.

Uma colisão frontal entre dois carros na rodovia Mogi-Bertioga (SP-098), em Mogi das Cruzes, deixa uma pessoa morta e cinco feridas nesta quarta-feira, com interdição total da via.

A tragédia, causada após uma motorista passar mal e perder o controle da direção na altura do km 65, interrompe o trânsito por quase duas horas em um dos principais acessos entre o Alto Tietê e o litoral paulista.

Carro invade contramão e fecha rodovia nos dois sentidos

O acidente ocorre por volta das 9h50, quando a motorista, que seguia pela Dom Paulo Rolim Loureiro em direção ao litoral, passa mal ao volante. Sem conseguir reagir, ela perde o controle do veículo, invade a pista contrária e atinge em cheio outro carro que vinha no sentido oposto.

O impacto destrói a dianteira de um dos veículos e deixa seis vítimas no total: uma pessoa morre ainda no local, outra fica em estado grave e quatro sofrem escoriações leves. O Corpo de Bombeiros envia duas equipes para o atendimento. O helicóptero Águia, da Polícia Militar, pousa na pista para agilizar o resgate do ferido mais grave, enquanto ambulâncias da concessionária CNL e do Samu fazem o transporte das demais vítimas.

A Polícia Militar Rodoviária interrompe a passagem de veículos nos dois sentidos para permitir o pouso da aeronave e o trabalho das equipes de socorro. A Mogi-Bertioga, rota usada diariamente por moradores, turistas e caminhoneiros, fica completamente bloqueada até cerca de 12h, quando a pista é liberada após a retirada dos carros e limpeza de destroços.

O bloqueio pressiona rotas alternativas, especialmente a ligação por Salesópolis e estradas municipais da região, e provoca atraso no deslocamento de trabalhadores, transporte de cargas e serviços. O episódio reacende o debate sobre protocolos de resposta rápida a emergências médicas ao volante e sobre como a infraestrutura pode mitigar o risco de colisões frontais em vias de pista simples.

Infraestrutura tenta avançar com obras mais verdes

Enquanto a SP-098 expõe suas fragilidades de segurança, outra rodovia paulista vira vitrine de um modelo de obra diferente. A concessionária Arteris e a siderúrgica ArcelorMittal iniciam, na SP-255, um projeto de duplicação que usa vergalhões de aço produzidos com 100% de sucata metálica reciclada e energia elétrica renovável.

O investimento total divulgado para a iniciativa soma R$ 330,7 milhões. O material, batizado de XCarb®, é destinado às estruturas de concreto da rodovia, como pontes, viadutos e pistas novas. A ArcelorMittal calcula que a troca do aço convencional pelo reciclado reduz em aproximadamente 68% as emissões de gases de efeito estufa associadas a essa etapa da obra.

Antônio Pereira, gerente de Desenvolvimento de Produto para Construção Civil da ArcelorMittal Brasil, resume onde está a inovação. “O principal diferencial está na rota de produção”, afirma. Segundo ele, o vergalhão é fabricado em aciaria elétrica, com sucata reciclada como matéria-prima e energia renovável certificada, sem perda de desempenho estrutural em relação ao aço tradicional.

Do lado da concessionária, a aposta é apresentada como estratégia de longo prazo. “A iniciativa reúne a experiência das duas companhias na busca por soluções inovadoras e mais sustentáveis para projetos de infraestrutura”, diz Débora Della Nina, gerente de Sustentabilidade da Arteris. Ela admite que o produto tem custo de aquisição superior, mas defende que os benefícios ambientais se convertem em valor ao longo da vida útil da rodovia, alinhados às metas ESG.

O teste em um corredor importante como a SP-255 pode servir de laboratório para políticas públicas. Se os resultados de desempenho e manutenção confirmarem o prometido, o uso de aço reciclado tende a entrar de forma permanente no portfólio de grandes obras, pressionando concorrentes a rever materiais e processos.

Roda que se solta em caminhão alerta para manutenção

Enquanto um acidente fatal expõe o fator humano e as obras verdes tentam redesenhar o futuro, outro episódio em rodovia paulista chama atenção para um risco mais corriqueiro: a falha mecânica. Em um trecho do interior, a roda dianteira esquerda de um caminhão se solta em plena marcha e cruza a pista, sem deixar feridos por pouco.

Imagens gravadas por um motorista que seguia atrás mostram a roda desalinhada, oscilando a cada giro. Ele tenta alertar o caminhoneiro, mas, segundos depois, o conjunto se desprende e dispara para outra faixa. O condutor do caminhão reage com rapidez, mantém o controle e leva o veículo até o acostamento, onde para em segurança. Outros motoristas reduzem a velocidade e evitam colisões.

O caminhão é removido em seguida para um ponto seguro fora da via. O incidente, que poderia ter provocado um engavetamento grave, reforça a necessidade de manutenção rigorosa de sistemas de suspensão, rodas e freios, sobretudo em frotas que rodam longas distâncias e circulam com carga máxima.

Para especialistas em trânsito, episódios como esse costumam revelar uma cadeia de negligências: desde inspeções visuais mal feitas até a troca de componentes em oficinas sem controle de qualidade. A fiscalização sobre o transporte de cargas, já pressionada por prazos e custos, pode ganhar novo foco em campanhas educativas e operações específicas para checar condições mecânicas.

Segurança, clima e prioridades nas estradas de SP

Os três episódios desta quarta-feira traçam um retrato das estradas paulistas em duas frentes. De um lado, a Mogi-Bertioga mostra como um mal súbito ao volante ainda se converte em tragédia em rodovias de pista simples, sem barreiras físicas que impeçam a invasão da contramão. Do outro, o teste com aço reciclado sinaliza que investimentos bilionários começam a incorporar clima e emissões como parte do projeto.

O desafio para governos e concessionárias é conciliar as duas urgências. Projetos de duplicação e materiais de menor impacto ambiental tendem a reduzir acidentes frontais e tornar a malha mais segura, mas levam anos até chegar a trechos hoje críticos, como o da SP-098. Até lá, protocolos médicos para motoristas profissionais, fiscalização de manutenção e campanhas de direção defensiva seguem como a principal barreira entre um imprevisto e uma morte na estrada.

Nos próximos meses, o desempenho da SP-255 com o novo aço reciclado e a resposta das autoridades aos acidentes de hoje devem indicar se o Estado caminha para uma política de infraestrutura que some segurança viária, responsabilidade climática e fiscalização efetiva — ou se os motoristas continuarão a contar, sobretudo, com a própria sorte ao pegar a estrada.

Qual é a situação da Mogi-Bertioga e de outras estradas de SP agora?

A rodovia Mogi-Bertioga (SP-098) já está liberada nos dois sentidos após a colisão frontal que, por volta das 9h50, deixou 1 morto e 5 feridos e fechou a via até perto de 12h; nas demais estradas paulistas não há registro de bloqueios graves ligados ao incidente com o caminhão, que terminou sem vítimas.

O que muda nas obras da SP-255 com o uso de aço reciclado?

O uso de vergalhões com 100% de sucata metálica reciclada e energia renovável na duplicação da SP-255 muda o impacto climático da obra, reduzindo em cerca de 68% as emissões de gases de efeito estufa associadas ao aço, dentro de um investimento total de R$ 330,7 milhões em infraestrutura mais sustentável.

Como os motoristas podem se proteger diante de falhas mecânicas e mal súbito?

Motoristas se protegem de falhas mecânicas mantendo revisões em dia, checando rodas, suspensão e freios antes de viagens longas, e buscando atendimento médico regular para doenças cardiovasculares; quem sentir mal-estar deve parar no acostamento imediatamente, ligar o pisca-alerta e acionar socorro antes que a perda de controle provoque um acidente grave.


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