Ana Maria Braga jovem revela aborto e defende escolha da mulher
Aos 77 anos, Ana Maria Braga conta que interrompeu uma gravidez quando era jovem, fala em liberdade feminina para decidir sobre o próprio corpo e comenta casamento, câncer e carreira.

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Ana Maria Braga compartilha experiência pessoal sobre aborto e reforça o direito da mulher de decidir sobre seu corpo.
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Ana Maria Braga, 77 anos, revelou que fez um aborto quando era jovem e defendeu que a decisão sobre interromper uma gravidez cabe à mulher. Em entrevista publicada nesta sexta-feira, a apresentadora contou que vivia dificuldades financeiras na época do procedimento, disse não sentir culpa e reforçou a importância da autonomia feminina sobre o próprio corpo.
O que Ana Maria Braga revelou sobre o aborto que fez?
Ana Maria contou que interrompeu uma gravidez em um momento em que ainda não conseguia se sustentar sozinha e não via alternativa. “Nunca falei disso, mas, sim, fiz e foi péssimo. Não recomendo. Embora não fosse muito nova, naquele momento da vida ainda nem conseguia me sustentar direito e achava que não tinha outro caminho. Não guardo culpa”, afirmou.
Ela disse apoiar a legalização do aborto e insistiu que a escolha deve ficar nas mãos de quem gesta. “A decisão deve sempre ser da mulher. Ela é quem sabe do próprio corpo. Sou defensora da liberdade individual. É a mulher, com a consciência dela, que deve decidir o que fazer com o ser que está gerando”, declarou.
A apresentadora pontuou, porém, que não se define como feminista. “Não, sou feminina. Na minha visão, a mulher tem de estar junto do homem e ser respeitada, reconhecida”, disse, acrescentando que prefere “trabalhar mais para mudar o cenário” do que “levantar bandeira e sair por aí gritando”.
O que Ana Maria Braga disse sobre cogitar ficar com mulheres?
Ana Maria contou que, em uma fase de frustração amorosa com homens, chegou a cogitar se relacionar com mulheres, mas não levou a ideia adiante. Segundo ela, as reflexões vieram ao observar amigas em relacionamentos homoafetivos. “Só não achei ninguém que eu batesse o olho e falasse: ‘bora’. Não levo jeito”, afirmou, em tom bem-humorado.
Hoje, a apresentadora é casada com o empresário Fábio Arruda, com quem oficializou a união em 2025. Eles têm 21 anos de diferença de idade. Ana Maria contou que o relacionamento começou ainda durante a pandemia, quando os dois se cruzavam pelos corredores da Globo.
Vida afetiva, câncer e luto
Na entrevista, Ana Maria também falou sobre a experiência de ter enfrentado o câncer cinco vezes. Ela afirmou evitar transformar a própria história em manual de superação e disse que recusou convites para escrever sobre o tema justamente por não querer se colocar como exemplo. Mesmo assim, fez questão de projetar o futuro: sua meta, contou, é viver até os 110 anos.
O luto pela morte de Tom Veiga, intérprete do Louro José, continua aberto. O parceiro de programa morreu em 2020 e segue sendo um assunto sensível para a apresentadora. “Era um irmão, filho, parceiro, amigo. Foi uma das maiores perdas da minha vida. Até hoje não consigo falar dele”, desabafou.
Críticas a influenciadores e apego ao trabalho
Ana Maria também criticou o conteúdo produzido por parte dos influenciadores que migraram para a televisão. Sem citar nomes, classificou como superficial o que vê em parte desse grupo e disse acreditar que muitos não se sustentarão no ar. Na visão dela, os “piores acabarão desaparecendo pela total irrelevância”.
Mesmo aposentada pelo INSS, a apresentadora reforçou que não pensa em deixar a TV. “Não sirvo para ficar em casa, enlouqueço todo mundo. Vivo de aplausos”, resumiu, ao comentar a relação com o trabalho e a rotina à frente do programa matinal.
Ana Maria voltou ainda à discussão que marcou sua saída da Record, no fim dos anos 1990, quando cobrou um salário atrasado e enfrentou a reação de um bispo. Ela disse não se arrepender do confronto e afirmou que não foi ao encontro para “xingar nem maltratar ninguém”, mas que se deparou com uma reação “inesperada” do religioso.
A entrevista traça o retrato de uma Ana Maria Braga hoje mais disposta a expor fragilidades e posições pessoais, ao mesmo tempo em que reafirma sua defesa da liberdade individual, em especial da autonomia das mulheres sobre o próprio corpo, e a intenção de permanecer em atividade na televisão brasileira.
Fontes: matéria original 1 · matéria original 2

