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Entretenimento

Maurício assume posição de zagueiro e leva Palmeiras à liderança

Atuando improvisado na zaga, Maurício fez gol, comandou a saída de bola e ajudou o Palmeiras a vencer o Athletico-PR por 2 a 0 e chegar a 66 pontos. Juventude volta a reclamar do VAR na Série B.

Maurício assume posição de zagueiro e leva Palmeiras à liderança

Futebol

Com atuação decisiva na defesa, Maurício lidera vitória do Palmeiras contra Athletico-PR e garante liderança do campeonato.

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Improvisado como zagueiro, o paraguaio Maurício marcou o gol que abriu a vitória do Palmeiras por 2 a 0 sobre o Athletico-PR em Curitiba, na noite deste sábado (17), resultado que leva o time alviverde à liderança do Campeonato Brasileiro com 66 pontos e reforça a confiança na linha de três defensores.

Na Série B, o Juventude voltou a se sentir prejudicado pela arbitragem ao sofrer empate nos acréscimos contra o São Bernardo, em pênalti marcado pelo árbitro de vídeo após decisão diferente em campo, aumentando a pressão sobre o uso do VAR nas divisões nacionais.

Qual a posição de Maurício no Palmeiras?

No Palmeiras, Maurício é zagueiro e atua pela esquerda na linha de três defensores, mas tem liberdade para sair jogando e aparecer no ataque, como mostrou no gol marcado em Curitiba. Diante da suspensão de Gómez, ele foi o escolhido para assumir a posição na defesa, sem que o time perdesse equilíbrio.

Formado como defensor, Maurício se adapta bem ao sistema com três zagueiros, ajudando tanto na proteção da área quanto na construção das jogadas. Contra o Athletico-PR, ele somou 93% de precisão nos passes e registrou cinco desarmes, números que explicam por que estava entre os mais participativos em campo mesmo jogando mais recuado.

Qual a nacionalidade de Maurício, jogador do Palmeiras?

Maurício é paraguaio e vem se firmando como uma das opções mais sólidas do elenco do Palmeiras para o sistema defensivo. A atuação em Curitiba reforça a imagem de um jogador versátil, capaz de cumprir funções diferentes ao longo do jogo sem comprometer a estrutura tática.

Dentro de campo, seu estilo mistura características típicas de zagueiro sul-americano — firme na marcação — com boa qualidade de passe para iniciar contra-ataques. Foi justamente assim que ele participou do lance do primeiro gol, surgindo como elemento-surpresa na área adversária.

Maurício decide na zaga e no ataque

Escalado na vaga de Gómez, suspenso, Maurício assumiu a posição entre os zagueiros na linha de três e foi protagonista desde o início. Aos 6 minutos do primeiro tempo, ele iniciou a jogada pelo lado direito, tabelou com o artilheiro Flaco López e apareceu na área para finalizar com categoria, abrindo o placar. Como se comentou depois da partida, “quando precisou, decidiu”.

O gol coroou uma atuação completa: além de balançar a rede, o paraguaio comandou a saída de bola, errou muito pouco e se destacou defensivamente. “Teve 93% de precisão nos passes, sendo o segundo melhor no quesito”, resumiu a análise do desempenho. Com cinco desarmes, participou da proteção à área em uma noite em que o Palmeiras foi pouco vazado.

A confiança no sistema com três zagueiros, agora com Maurício em evidência, ganha peso para a reta final do Brasileirão. A vitória em Curitiba, fora de casa, mostra uma equipe capaz de controlar o jogo mesmo diante de um adversário forte e de uma arena historicamente difícil.

Gol de falta de Piquerez e expulsão de Andreas

Se Maurício abriu o caminho, Piquerez tratou de ampliar. Aos 10 minutos da etapa inicial, o lateral uruguaio cobrou falta com precisão no canto esquerdo de Mycael e fez o 2 a 0, deixando o Palmeiras confortável no placar ainda no começo do jogo.

O roteiro, porém, ganhou tensão com a expulsão de Andreas no fim do primeiro tempo. Já com cartão amarelo, o meio-campista chutou uma bola extra arremessada pela torcida em direção à bola de jogo e recebeu o segundo amarelo, deixando o time com um a menos. A jogada foi considerada desnecessária internamente e deve ser tema de conversa no vestiário, já que a ausência do jogador pode pesar nas próximas rodadas.

Mesmo em desvantagem numérica, o Palmeiras manteve a organização defensiva. Carlos Miguel fez defesas importantes, especialmente nos acréscimos da etapa final, para garantir o 2 a 0. A atuação sólida do sistema defensivo, liderado por Maurício, ajuda a explicar por que o time chega à ponta da tabela com força e coloca pressão direta nos rivais na briga pelo título.

Entenda o contexto

Com a vitória na 31ª rodada, o Palmeiras chega a 66 pontos e assume a liderança do Brasileirão. O desempenho em Curitiba se soma a outras boas exibições recentes fora de casa e reforça a ideia de um elenco capaz de se adaptar a diferentes cenários: pressão alta, jogo de transição e linha baixa para segurar resultado, como ocorreu após a expulsão.

Para Abel Ferreira, o cenário é positivo e desafiador ao mesmo tempo. O treinador ganha uma opção ainda mais confiável na zaga com Maurício e vê Piquerez manter protagonismo ofensivo, mas ao mesmo tempo perde peças por suspensão, como o próprio lateral, advertido com cartão amarelo, e Andreas, expulso. A gestão física e emocional do elenco será determinante na sequência do campeonato.

Juventude volta a se revoltar com VAR e pênalti nos acréscimos

Enquanto o Palmeiras celebra a liderança, o Juventude vive outra noite de frustração na Série B. Em jogo fora de casa contra o São Bernardo, o time gaúcho esteve duas vezes à frente no placar, mas acabou sofrendo o empate nos longos acréscimos, após um pênalti marcado pelo VAR que gerou revolta em campo e fora dele.

O lance decisivo aconteceu já depois dos 11 minutos adicionais sinalizados pela arbitragem. Em um escanteio para o São Bernardo, o árbitro de campo Kleber Gonçalves da Silva, bem posicionado, assinalou apenas o tiro de canto. Pouco depois, foi chamado pelo árbitro de vídeo, Gilberto Castro Júnior, que viu toque no braço de Rodrigo Sam.

“O árbitro de campo foi categórico ao assinalar escanteio, mas o árbitro de vídeo entendeu diferente”, descreveu a análise pós-jogo. A revisão levou à marcação do pênalti, convertido em seguida, e ao empate que deixou o Juventude sem dois pontos considerados preciosos na luta pelo acesso direto.

Pressão sobre a arbitragem e desafio para Barbieri

Dentro do clube, a percepção é de que se trata de mais um episódio de prejuízo acumulado na Série B, com decisões de campo e de vídeo vistas como inconsistentes. A revolta atinge elenco, comissão técnica, diretoria e torcida, que se sentem sem respostas práticas. Depois dos protestos formais e entrevistas fortes, o cenário esportivo segue inalterado.

Nesse ambiente, o técnico Maurício Barbieri tenta blindar o grupo. “O desafio do técnico Maurício Barbieri passa a ser controlar ainda mais o aspecto emocional da equipe”, resume-se internamente. A avaliação é que a indignação crescente pode atrapalhar o rendimento justamente no momento mais decisivo do campeonato.

Com o empate, o Juventude vê a briga pelo acesso ficar ainda mais apertada, mas mantém o discurso de reação imediata. O foco agora se volta ao duelo contra o Náutico, em casa, apontado como jogo-chave para recolocar o time nos trilhos e, ao mesmo tempo, manter viva a cobrança por mais transparência e critério nas decisões do VAR na Série B.

Fontes: matéria original 1 · matéria original 2 · matéria original 3