Como a IA aumentou 40% a produtividade da Smoov em 2026
Avaliação da Yungas mostra que centralizar dados e integrar IA à rotina elevou em até 40% a produtividade na rede de franquias Smoov, reforçando tendência no mercado brasileiro.

Inteligência Artificial
Centralizar dados e integrar IA na rotina impulsionou a eficiência da rede de franquias Smoov em 2026.
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A centralização de dados aliada ao uso integrado de inteligência artificial elevou em 30% a 40% a produtividade da equipe da Smoov, rede de alimentação saudável com 150 unidades, em uma avaliação recente conduzida pela Yungas, plataforma de gestão e comunicação para redes de franquias no Brasil e no exterior.
Como a integração de dados pode aumentar a produtividade das equipes em até 40%?
Na Smoov, o ganho de 30% a 40% em produtividade vem da eliminação de tarefas manuais e da agilidade para acessar informações críticas. Em vez de buscar dados em diversos sistemas, planilhas e grupos de mensagem, franqueadora e franqueados passaram a operar em um único ambiente.
A Yungas concentra na plataforma a comunicação com as unidades, o acompanhamento de fornecedores e o monitoramento de indicadores de satisfação e desempenho. Sobre essa base unificada, a empresa integrou o protocolo Model Context Protocol (MCP), que conecta os dados a ferramentas de IA capazes de responder perguntas em linguagem natural.
Com isso, gestores conseguem, por exemplo, comparar instantaneamente o desempenho de duas lojas, checar indicadores de atendimento ou mapear problemas recorrentes sem precisar montar relatórios manuais. A consulta passa a ser feita como uma conversa com a IA, que acessa diretamente a base centralizada.
Segundo a Yungas, esse redesenho do fluxo reduz o tempo gasto em compilar informações, abrir chamados e cobrar respostas, liberando as equipes para ações estratégicas, como ajustar campanhas, revisar cardápios, treinar times e atacar gargalos operacionais em tempo real.
Entenda o contexto
O cenário que a Yungas encontrou na Smoov é comum em redes de franquias e operações distribuídas: informações espalhadas por diferentes ferramentas, falta de visibilidade consolidada do negócio e dificuldade para padronizar processos entre dezenas ou centenas de unidades.
Com mais de 200 redes atendidas e mais de 32 mil operações conectadas no Brasil e no exterior, a Yungas atua justamente na organização desse ambiente. Ao unificar dados operacionais e dar uma camada de IA por cima, a empresa busca transformar a inteligência artificial em parte da rotina, e não em um recurso pontual.
“A IA começa a gerar valor de verdade quando deixa de ser uma ferramenta isolada e passa a fazer parte da rotina do negócio. O desafio é conectar os dados que as empresas já possuem aos processos e às pessoas que estão na operação”, afirma Guilherme Reitz, CEO da Yungas.
Levantamentos recentes reforçam que o uso da tecnologia avança no país. Dados do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) indicam que a fatia de empresas brasileiras que utilizam inteligência artificial cresceu de 13% para 17% entre 2024 e 2025, chegando a 50% entre grandes companhias. Já pesquisa do AI Institute da Deloitte, na edição de 2026, mostra que 59% dos executivos brasileiros veem na IA um fator chave para melhorar a tomada de decisões e gerar insights a partir de dados, acima da média global de 53%.
Quais são os principais desafios na integração de dados para otimizar o uso da IA nas empresas?
O principal desafio é transformar o acesso à IA em resultado concreto, o que passa por integrar dados antes dispersos e alinhá-los aos processos de negócio. Sem essa etapa, a tecnologia se limita a análises pontuais, com pouco impacto na operação diária.
Nas redes de franquias, isso significa consolidar informações que hoje ficam divididas entre ERPs, CRMs, planilhas locais, plataformas de atendimento e canais informais de comunicação. É preciso padronizar cadastros, definir quais indicadores importam e garantir que todas as unidades alimentem a mesma fonte de verdade.
Outro obstáculo é cultural. Times acostumados a trabalhar com relatórios fixos e tomadas de decisão baseadas na intuição precisam se adaptar a um fluxo em que as respostas vêm em tempo quase real e podem desafiar percepções anteriores. A liderança tem papel central em incentivar o uso das novas ferramentas e cobrar decisões sustentadas em dados.
Para Guilherme Reitz, a virada de chave está justamente nessa combinação entre tecnologia e gestão. “Quando os dados estão integrados, a tecnologia deixa de apenas mostrar o que está acontecendo e passa a ajudar a empresa a agir de forma mais estratégica e eficiente”, diz.
Os movimentos na Smoov e em outras redes atendidas pela Yungas indicam uma tendência mais ampla: à medida que a IA se espalha pelo ambiente corporativo brasileiro, cresce a pressão para que empresas com processos ainda manuais ou sistemas isolados modernizem sua base de dados. Quem conseguir integrar informação, gente e tecnologia tende a ganhar velocidade na decisão e vantagem competitiva no setor de franquias e em outras operações distribuídas.
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