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Esporte

Nadia Comaneci elogia salto perfeito de Rebeca Andrade no Mundial

Ícone da ginástica, Nadia Comaneci afirmou que o salto de Rebeca Andrade no Mundial de Roterdã é um dos mais tecnicamente corretos que já viu e disse que a brasileira merecia nota de execução ao menos 9,9.

Nadia Comaneci elogia salto perfeito de Rebeca Andrade no Mundial

Ginástica

Nadia Comaneci destaca a técnica impecável do salto de Rebeca Andrade no Campeonato Mundial em Roterdã.

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Nadia Comaneci, lenda da ginástica artística e primeira mulher a receber um 10 em Jogos Olímpicos, afirmou que o salto de Rebeca Andrade no Mundial de Ginástica em Roterdã é “uma execução perfeita” e que a brasileira merecia uma nota de execução maior do que a que vem recebendo dos árbitros.

Qual foi o elogio de Nadia Comaneci ao desempenho de Rebeca Andrade no Mundial?

Para Nadia Comaneci, Rebeca Andrade realiza “um dos movimentos mais tecnicamente corretos e precisos” já vistos na ginástica artística. “A Rebeca no salto faz um dos movimentos mais tecnicamente corretos e precisos que já vi na vida. Uma execução perfeita”, disse a ex-ginasta ao avaliar a apresentação da brasileira em Roterdã.

A romena destacou especialmente a qualidade da execução, parte da nota que mede quão limpo e controlado é o movimento, da corrida ao pouso. Rebeca é hoje a dona da maior nota de execução já registrada na modalidade, 9,733, alcançada no salto nos Jogos Pan-Americanos de 2023.

Nadia, porém, considera que mesmo essa marca não traduz totalmente o nível da brasileira. “Um 9,7 é algo ainda muito baixo para o que ela fez. Tinha que ser no mínimo 9,9”, afirmou, em crítica indireta à forma como os árbitros estão avaliando a campeã olímpica.

Rebeca lidera execução no salto em Roterdã

No Mundial de Roterdã, que vai até o dia 25 de outubro, Rebeca avançou à final do salto com as melhores notas de execução da disputa feminina, apostando justamente nessa precisão elogiada por Nadia Comaneci.

A brasileira optou por não apresentar o Cheng, seu salto de maior dificuldade, e construiu a classificação com duas séries muito seguras: 14,400 pontos no Yurchenko com dupla pirueta e 14,266 no Lopez. Com a bonificação aplicada, fechou a média em 14,533, suficiente para chegar à final entre as favoritas ao ouro.

A estratégia da comissão técnica foi clara: em vez de arriscar tudo no grau de dificuldade, focar em saídas controladas, postura firme no ar e aterrissagens praticamente sem passos, apostando na força da execução para brigar pelo pódio.

Entenda o contexto

Desde a mudança nas regras da ginástica artística, em meados da década passada, a nota das séries passou a ser a soma de dois blocos: dificuldade (o quão complexos são os elementos) e execução (a qualidade com que eles são realizados). Na prática, isso abriu espaço para estratégias distintas: alguns ginastas elevam ao máximo a dificuldade mesmo com mais falhas; outros, como Rebeca no salto em Roterdã, reduzem um pouco o risco para buscar a maior perfeição possível na execução.

O elogio de Nadia Comaneci, que virou sinônimo de perfeição ao alcançar o 10 em Olimpíada, joga luz justamente sobre esse equilíbrio. Ao chamar de “perfeita” a apresentação de Rebeca e dizer que o 9,7 em execução é baixo, ela alimenta um debate antigo no meio: até que ponto o código de pontuação valoriza, de fato, a precisão técnica em relação ao grau de dificuldade.

Qual a importância do desempenho de Rebeca Andrade no Mundial para a ginástica brasileira?

O desempenho de Rebeca Andrade em Roterdã, somado ao aval público de Nadia Comaneci, reforça a posição da brasileira como referência técnica mundial e dá novo peso à ginástica artística do Brasil no cenário internacional.

Na prática, o reconhecimento de um ícone que construiu sua carreira em cima da nota máxima aumenta a visibilidade de Rebeca, ajuda a consolidar a credibilidade do trabalho da seleção brasileira e tende a atrair mais interesse de patrocinadores, mídia e público para a modalidade no país.

Internamente, o episódio também serve de respaldo à estratégia adotada pela equipe técnica: mostrar que é possível competir no topo mundial priorizando a qualidade de execução, e não apenas a dificuldade máxima. Isso pode influenciar o planejamento de futuras competições e a formação de novas gerações, com técnicos e atletas brasileiros mirando a combinação de movimentos consistentes com séries bem construídas.

A própria Rebeca, ao falar sobre o que é perfeição, mostrou como esse conceito se traduz no dia a dia de quem está na ponta da ginástica mundial. “Perfeição pra mim é quando eu termino uma competição tendo a certeza que eu fiz o máximo que eu podia, que não mudaria nada”, disse a campeã, destacando que a busca por melhorar é permanente, mesmo quando a apresentação se aproxima do ideal.

Enquanto aguarda a final do salto em Roterdã, Rebeca leva para o aparelho não só a chance de mais uma medalha internacional, mas também o simbolismo de ter sua técnica chancelada por uma das maiores ginastas de todos os tempos.

Fonte: matéria original