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Inteligência Artificial

RecargaPay usa IA para lançar 3 funções que reduzem dívidas

RecargaPay usa inteligência artificial em toda a operação, lança tap to pay, cresce 30% na base de clientes e aposta em informação para ajudar brasileiro a reduzir dívidas.

Inteligência Artificial

RecargaPay inova com IA para facilitar pagamentos e apoiar o controle financeiro dos usuários.

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O RecargaPay acelerou o uso de inteligência artificial (IA) em toda a operação no Brasil, combinando a tecnologia com a contratação de profissionais experientes para reduzir custos, criar novos produtos como o tap to pay e ampliar o acesso a informações financeiras, em uma estratégia que, segundo a empresa, pode ajudar a diminuir o endividamento dos brasileiros.

IA em todas as áreas e foco em eficiência

De acordo com um executivo do RecargaPay, a IA passou a ser usada de forma horizontal, em engenharia, atendimento ao cliente, finanças e demais áreas de suporte, com impacto direto na velocidade de desenvolvimento de soluções e na eficiência operacional.

“A IA foi implementada horizontalmente na empresa, ou seja, está em todas as áreas. Os casos mais óbvios de uso eficiente têm sido na engenharia, no atendimento ao cliente, nas finanças e em tudo que está por trás do negócio. Todas as áreas se beneficiam da IA”, afirmou.

Ele destacou que a tecnologia não atua sozinha: a empresa vem reforçando o time com profissionais mais experientes para potencializar o ganho de produtividade. “O ponto principal é o uso inteligente da tecnologia, combinado com a densidade de talentos. Algo que tem sido também uma filosofia da companhia é contratar pessoas com experiência, com altas capacidades. Com isso, a IA multiplica a eficiência e o impacto que tem no dia a dia da operação. Buscamos juntar ambos os benefícios para construir uma estratégia de crescimento rentável”, disse.

Tap to pay e novos produtos impulsionam crescimento

Nesta semana, o executivo revelou que o RecargaPay passa por uma fase de forte expansão, apoiada por novos produtos digitais, entre eles o tap to pay, que transforma o celular em ponto de pagamento por aproximação.

“Estamos próximos desse número; é uma meta de curto prazo. A companhia está crescendo muito. Por exemplo, no último trimestre, aumentamos em mais de 30% a nossa base de clientes, chegando aos 15 milhões de clientes. Também aumentamos em mais de 50% o número dos nossos usuários ativos. Temos lançamentos de vários produtos que estão servindo como vento de popa de crescimento para chegar nesse patamar no bem curto prazo. Um desses lançamentos é o tap do pay, em que o aplicativo recebe pagamento de cartões ou carteiras digitais por aproximação, sem uma maquininha de pagamento”, explicou.

Na avaliação do executivo, a combinação de IA com novos serviços e uma estrutura mais enxuta permite oferecer tarifas mais competitivas, em um momento de maior concorrência no mercado de pagamentos digitais.

Entenda o contexto

Para o RecargaPay, a inteligência artificial representa uma nova etapa de modernização do sistema financeiro brasileiro, comparável a ciclos anteriores, como a digitalização dos serviços, a aceleração do uso de meios de pagamento durante a pandemia e a adoção em massa do Pix.

“O mercado está passando por mais uma onda de inovação com a chegada da IA. O Brasil já passou por várias dessas ondas, como a digitalização, a pandemia ou a implementação do Pix. A empresa sempre levou inovações para os seus produtos, como o Pix parcelado, e vamos continuar com esse foco”, afirmou o executivo.

Segundo ele, a IA permite que a empresa seja “mais ágil e desenvolva melhores produtos com um custo mais eficiente”, o que abre espaço para repassar ganhos de produtividade para os usuários. “Assim, podemos transferir essas eficiências operacionais aos nossos clientes, com tarifas e preços melhores”, completou.

Mais informação para o consumidor e combate ao endividamento

Além do impacto interno, o executivo avalia que os assistentes de IA que começam a ser oferecidos por grandes empresas podem mudar a forma como os brasileiros escolhem seus serviços financeiros, aumentando transparência, comparação de tarifas e, na prática, ajudando no controle de dívidas.

“No lado do consumidor, vemos nos últimos meses grandes empresas lançando aplicativos que funcionam como assistentes de IA. Isso aumenta a oferta de informações sobre os produtos que existem em cada mercado. Com isso, as pessoas vão conseguir comparar as diferentes ofertas de produtos, serviços e tarifas. Essa visibilidade será um gatilho importante para os que ainda não são nossos clientes conhecerem nossa proposta de valor”, afirmou.

Ele conecta diretamente esse movimento à saúde financeira das famílias. “Parte da jornada da otimização financeira dos brasileiros tem a ver com escolher os melhores produtos e serviços que atendem às suas necessidades. A RecargaPay tem um histórico de identificá-las e construir produtos para elas. A IA nos ajuda a construir melhor esses produtos e o cliente pode ter mais acesso à informação com a IA”, disse.

Na prática, a expectativa é que consumidores com mais dados em mãos consigam evitar serviços mais caros, juros elevados e pacotes que não fazem sentido para o orçamento, reduzindo o risco de endividamento e inadimplência.

Regulação, segurança e resiliência no cenário econômico

O avanço da IA no sistema financeiro ocorre em meio a discussões sobre segurança de dados e regulação. Segundo o executivo, o RecargaPay já se antecipou a essas exigências e estruturou internamente processos para garantir o uso responsável da tecnologia.

“Estamos prontos para a implementação, tanto do ângulo tecnológico como regulatório. Fizemos um trabalho dentro de casa há vários meses”, afirmou, sem detalhar as diretrizes, mas indicando que a empresa se considera preparada para futuras regras específicas sobre IA em finanças.

Ele também avaliou que o modelo de negócios, mais concentrado em pagamentos do que em oferta de crédito, torna a companhia menos exposta a oscilações políticas e macroeconômicas. “O resultado das eleições presidenciais não impacta de forma relevante o negócio da empresa, que é mais focada em pagamentos do que em oferta de crédito. Por isso, acredita ser mais resiliente a mudanças no cenário macroeconômico”, disse.

No mercado, a leitura é que estratégias como a do RecargaPay, baseadas em IA, serviços digitais e ganhos de escala, devem pressionar instituições tradicionais a acelerar seus próprios investimentos em tecnologia, sob risco de perder espaço para fintechs mais ágeis.

Fonte: matéria original