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Entretenimento

Investigação da queda com Rick Sollo avança com perícia em celulares

Um mês após a queda do helicóptero em Urubici que matou Rick Sollo e mais quatro pessoas, Polícia Civil e Cenipa avançam na análise de celulares e dos destroços.

Investigação da queda com Rick Sollo avança com perícia em celulares

Investigação

Análise detalhada dos celulares e destroços avança para esclarecer a queda do helicóptero em Urubici.

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Um mês após a queda do helicóptero Bell 430 em Urubici, na Serra de Santa Catarina, que matou o cantor Rick Sollo e mais quatro pessoas, a Polícia Civil aguarda autorização da Justiça para periciar celulares encontrados nos destroços, enquanto o helicóptero ainda permanece na mata à espera de licenças para remoção.

O que a polícia descobriu sobre o acidente com o helicóptero de Rick Sollo?

Até agora, a Polícia Civil de Santa Catarina não aponta causa definida para a queda, mas já localizou três celulares entre os destroços e tenta acessar os dados para reconstruir os últimos momentos do voo. Um dos aparelhos teve a quebra de sigilo solicitada em 15 de outubro e depende de autorização judicial para perícia. Outros dois, bastante danificados, foram achados depois, durante o trabalho de retirada de partes da aeronave, e também serão enviados à Polícia Científica para exames detalhados.

Os investigadores querem saber se os telefones guardam áudios, vídeos, mensagens ou registros de localização que indiquem problemas técnicos, condições meteorológicas críticas ou algum alerta feito pela tripulação. Em nota, a corporação informou que “a Polícia Civil aguarda autorização judicial para realizar a perícia no aparelho” e reforçou que a apuração criminal corre em paralelo ao trabalho técnico dos peritos aeronáuticos.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), ligado à Força Aérea Brasileira, já fez a ação inicial no local da queda, recolheu partes da fuselagem e analisa fatores operacionais e de tempo. De acordo com a FAB, “a investigação será concluída no menor prazo possível, considerando a complexidade da ocorrência e a necessidade de identificação dos possíveis fatores contribuintes. Quando concluída, o Relatório Final será publicado no site do Cenipa, acessível a toda a sociedade”. Não há prazo para esse relatório nem para o laudo sobre os celulares.

Status da investigação sobre a morte de Rick Sollo

A investigação da morte de Rick Sollo segue em andamento e sem conclusão, com frentes abertas na esfera policial e na área técnica aeronáutica. Do lado da aviação, peritos examinam dados do gravador de voz da cabine (CVR), peças estruturais, histórico de manutenção da aeronave e condições meteorológicas na rota entre Porto Belo e São Joaquim, um trajeto de cerca de 190 quilômetros. O objetivo é identificar fatores que tenham contribuído para o acidente e orientar medidas de prevenção.

No inquérito policial, conduzido pela Delegacia da Comarca de Urubici, a linha de trabalho é esclarecer as circunstâncias da queda e apurar eventuais responsabilidades, caso sejam identificadas falhas humanas, operacionais ou de gestão da aeronave. Testemunhas, documentos de operação do helicóptero e laudos periciais devem embasar possíveis indiciamentos. Por enquanto não há imputação formal a nenhuma pessoa ou empresa.

As famílias das vítimas acompanham o processo à espera de respostas sobre o que aconteceu no voo que saiu de Porto Belo em direção a São Joaquim e desapareceu na tarde de 21 de setembro. Os corpos de Rick Sollo, do empresário e influenciador Bruno Avelar, do videomaker Paulo Soares, do piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e do copiloto Leopoldo Barros Teixeira foram encontrados no dia seguinte, em 22 de setembro, em uma região de montanhas, planícies e mata fechada no interior de Urubici.

Destroços seguem na mata e retirada depende de licenças

Apesar de o acidente ter completado um mês nesta quarta-feira (21), o helicóptero Bell 430 de prefixo PP-MGR ainda não foi totalmente retirado da área de mata fechada. A JTA Empreendimentos, empresa responsável pela aeronave, afirma que a remoção depende da liberação de licenças ambientais e regulatórias, sem previsão de conclusão do serviço.

Três motores Rolls-Royce já foram retirados do local no início de outubro, em operação que exigiu logística especial por causa do terreno acidentado e da vegetação densa. As demais partes do casco continuam espalhadas pela encosta. Pelas normas do Comando da Aeronáutica, cabe ao proprietário ou operador providenciar a retirada completa dos destroços, o recolhimento de eventual carga e a limpeza da área atingida.

A demora na liberação ambiental e operacional expõe a dificuldade de trabalhar em região de difícil acesso e sensível do ponto de vista ecológico. Ao mesmo tempo, a permanência dos destroços no local mantém visível, para moradores e equipes envolvidas, o cenário da tragédia que mobilizou bombeiros, equipes aéreas e voluntários nas buscas em setembro.

Entenda o contexto

O helicóptero desapareceu após decolar de Porto Belo, no Litoral Norte de Santa Catarina, rumo a São Joaquim, na Serra. A bordo estavam Rick Sollo, da dupla sertaneja com Renner, o empresário e influenciador Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, além do piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e do copiloto Leopoldo Barros Teixeira. A queda ocorreu em área de mata fechada em Urubici e provocou a morte dos cinco ocupantes.

Desde então, o caso mantém grande repercussão pelo impacto da perda de um artista conhecido e pela busca de respostas sobre as condições do voo. As conclusões do Cenipa e da Polícia Civil devem orientar possíveis mudanças em procedimentos da aviação executiva, em protocolos de segurança e em regras para sobrevoo e pouso em áreas montanhosas e de difícil acesso.

Fontes: matéria original 1 · matéria original 2