Jake Paul exige liberação de Jon Jones para superluta com Ngannou
Jake Paul pressiona o UFC a liberar Jon Jones para uma superluta contra Francis Ngannou na MVP. Movimento reacende debate sobre poder dos lutadores e futuro do legado de Jones.

MMA
Jake Paul busca movimentar o cenário do MMA com pedido para superluta envolvendo Jon Jones e Francis Ngannou.
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Jake Paul pediu oficialmente que o UFC libere Jon Jones do contrato exclusivo para que o ex-campeão enfrente Francis Ngannou fora da organização, em um evento da MVP MMA. O movimento, feito nesta semana, recoloca em pauta uma das superlutas mais desejadas do MMA e abre nova frente de pressão sobre Dana White e o modelo de negócios do Ultimate.
Por que Jake Paul quer a liberação de Jon Jones para enfrentar Francis Ngannou?
Jake Paul quer Jon Jones livre do UFC para montar, na MVP, a luta que o Ultimate não fez contra Francis Ngannou, que deixou o evento em 2023 e hoje atua em outra organização. Para o influenciador e promotor, a saída é tirar o controle do duelo das mãos do UFC.
No dia 19 de outubro, Paul foi direto ao cobrar publicamente a liberação do americano, citando até o exemplo de um boxeador que conseguiu romper contrato para migrar de promotora. “Será que Jon Jones pode pedir uma liberação como Shakur Stevenson para que possamos seguir em frente e fazer essa luta: Francis Ngannou vs. Jon Jones? Eles (UFC) já disseram que nunca vão trabalhar com Francis. Então deixe Jon voar e nós podemos dar aos fãs o que eles querem. Por favor e obrigado”, escreveu o promotor da MVP.
O ponto central, na visão de Paul, é que o Ultimate já declarou que não pretende negociar com Ngannou, o que trava qualquer possibilidade de superluta sob a chancela do UFC. Ao migrar Jones para a MVP, ele ganharia um confronto gigantesco para sua própria organização e, de quebra, mostraria que grandes eventos podem nascer fora do principal palco do MMA mundial.
Ngannou fala em “tomar” a liberdade
A cobrança de Jake Paul encontrou eco imediato em Francis Ngannou, que deixou o UFC após longa disputa contratual. O camaronês respondeu de forma curta e simbólica, reforçando a ideia de ruptura com contratos engessados. “A liberdade não é de graça; ela não é dada, ela é tomada”, afirmou o peso-pesado.
Ngannou já havia desafiado Jones em outras ocasiões, inclusive após vitória em evento da própria MVP. Agora, o ex-campeão volta a se colocar à disposição para o duelo, desde que Jones consiga a mesma autonomia que ele conquistou longe do Ultimate.
Jon Jones ainda luta? Estrela vê saída do UFC como “parte difícil”
Jon Jones segue ativo e disposto a fazer a luta contra Ngannou, mas admite que romper o contrato com o UFC é o maior obstáculo. Em declaração relembrada agora, dada durante evento da MVP, o americano deixou claro que o caminho passa por deixar o Ultimate.
“Eu tenho que focar em sair do meu contrato do UFC. Essa vai ser a parte difícil. Mas essa luta vai acontecer, vamos fazer fora… eu não acho que o Dana está interessado em negociar com o Francis, então fazer ela com a MVP provavelmente seria a única forma de fazer isso acontecer. Se eu conseguir sair do meu contrato, isso seria ótimo”, afirmou Jones.
O contrato exclusivo com o UFC impede que Jones atue em qualquer outra organização de MMA ou boxe sem aval de Dana White. Uma eventual liberação abriria espaço para que ele negociasse diretamente com a MVP ou outros promotores, algo raro entre estrelas desse porte no esporte.
Entenda o contexto
O duelo entre Jon Jones e Francis Ngannou é considerado, há anos, uma das maiores lutas “inacabadas” do MMA. Jones subiu aos pesos-pesados justamente quando Ngannou reinava na divisão, mas a combinação de disputas salariais, rigidez contratual e a saída do camaronês do UFC travou o duelo.
Enquanto Ngannou buscou contratos mais flexíveis e a chance de atuar também no boxe, Jones manteve laços com o UFC, onde construiu um dos currículos mais dominantes da história. Agora, a ofensiva de Jake Paul tenta contornar esse impasse, tirando a luta do controle do Ultimate e transferindo o protagonismo para uma promotora independente.
Quando deve acontecer a luta entre Jon Jones e Francis Ngannou?
A luta entre Jon Jones e Francis Ngannou ainda não tem data marcada e depende, antes de qualquer anúncio, de uma liberação contratual do UFC. Sem esse passo, o duelo segue apenas no campo das intenções.
Hoje, o cenário é o seguinte: Jake Paul formaliza o pedido público para que o UFC libere Jones; Ngannou se diz pronto e encoraja o rival a “tomar” sua liberdade; e Jones admite que sair do contrato é “a parte difícil”, mas trata a superluta fora do Ultimate como questão de tempo, caso consiga essa brecha jurídica.
Os próximos passos incluem conversas entre o staff de Jones e o UFC, possíveis negociações de rescisão ou exceções contratuais, e, em seguida, a formalização do acordo com a MVP. Só depois disso é que a organização de Jake Paul poderá falar em data, local e card oficial.
Se a liberação sair, o evento tende a ser tratado como marco na história do MMA moderno, fortalecendo o papel de promotoras independentes em lutas de altíssimo nível. Se o UFC resistir, o impasse pode se arrastar e manter o confronto apenas como um grande “e se?” para os fãs.
Impacto no poder dos lutadores e do UFC
Uma eventual saída de Jon Jones do UFC para enfrentar Ngannou em outra organização seria um abalo simbólico importante na hierarquia do esporte. O Ultimate perderia o controle sobre um de seus maiores nomes e sobre uma luta com enorme potencial de audiência e receita.
Ao mesmo tempo, uma superluta Jones x Ngannou na MVP daria visibilidade e prestígio a promotores alternativos, mostrando que os maiores eventos não precisam, necessariamente, passar pelo octógono do UFC. Para os atletas, o exemplo poderia abrir precedente para buscar contratos mais flexíveis e participação maior nas decisões sobre o próprio calendário.
Quem Jon Jones considera o único lutador que poderia ameaçar seu posto como maior da história?
Jon Jones apontou Ilia Topuria como o único lutador recente que via como ameaça real ao seu posto de maior da história, mas diz que essa percepção mudou após a primeira derrota do georgiano-espanhol.
Em entrevista ao canal Prince St. Pizza, publicada nesta quarta-feira (21), Jones comentou a ascensão de Topuria, hoje com 29 anos e cartel de 17 vitórias e 1 derrota. “Honestamente, eu pensei que Ilia seria a primeira ameaça a ser considerado o maior de todos os tempos. E então vimos o que aconteceu com ele”, afirmou o americano, em referência ao revés sofrido por Topuria diante de Justin Gaethje.
Topuria chegou a conquistar cinturões em duas categorias e acumulou vitórias sobre nomes como Alexander Volkanovski, Max Holloway, Charles do Bronx e Josh Emmett, o que alimentou comparações com grandes campeões do passado. Ao lembrar a derrota recente, Jones sugere que, por enquanto, seu próprio legado segue em outro patamar.
Legado, “Jon Jones todas as lutas” e novas ameaças
O currículo de Jon Jones no MMA segue como referência quando o assunto é “Jon Jones todas as lutas” e comparações históricas. O americano construiu um cartel dominante, com vitórias em diferentes gerações de desafiantes, e empilhou títulos em mais de uma divisão dentro do UFC.
A discussão sobre legado volta à tona justamente no momento em que ele avalia o cenário ao redor. Ao citar Ilia Topuria como potencial ameaça e depois relativizar essa ameaça após a derrota para Justin Gaethje, Jones indica que acompanha de perto a nova geração e ainda se vê no topo da conversa sobre maior de todos os tempos.
Enquanto isso, a possibilidade de uma superluta com Francis Ngannou fora do UFC reforça a sensação de que o capítulo final da carreira de Jon Jones — e do seu legado — pode ser escrito longe do octógono em que se tornou ídolo.
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