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Esporte

Muslera defende 3 pênaltis e Estudiantes elimina Fla na Liberta

Estudiantes segura o Flamengo com um a menos no Maracanã, vence por 3 a 2 nos pênaltis após 0 a 0 nos dois jogos da semi e avança à final da Libertadores contra o Palmeiras.

Muslera defende 3 pênaltis e Estudiantes elimina Fla na Liberta

Libertadores

Estudiantes supera Flamengo nos pênaltis e garante vaga na final contra o Palmeiras.

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O Estudiantes eliminou o Flamengo nas semifinais da Copa Libertadores na noite de quinta-feira, no Maracanã, ao vencer por 3 a 2 nas cobranças de pênaltis depois de novo 0 a 0 no tempo normal, e avançou à final para enfrentar o Palmeiras. Com um jogador a menos desde o início do segundo tempo, o time argentino resistiu à pressão rubro-negra e contou com atuação decisiva do goleiro Muslera, que pegou três cobranças.

Os pênaltis de Flamengo e Estudiantes

Nas penalidades, o Estudiantes abriu a série com José Sosa convertendo. Do lado rubro-negro, Arrascaeta também marcou. A partir daí, Muslera se agigantou: ele defendeu, em sequência, as cobranças de Jorginho, Lucas Paquetá e Bruno Henrique, colocando os argentinos à frente da disputa.

Pelo Estudiantes, Mancuso e Palacios também marcaram. Cetré chegou a balançar a rede, mas a cobrança foi anulada porque ele tocou na bola com os dois pés ao escorregar; na repetição, isolou – este foi o único chute desperdiçado pelos argentinos. Mesmo assim, a vantagem construída por Muslera garantiu o 3 a 2 e a vaga na decisão.

O Flamengo fechou a série com dois gols, de Arrascaeta e Léo Pereira, contra três do Estudiantes. O goleiro argentino defendeu as cobranças de Jorginho, Paquetá e Bruno Henrique para garantir a vaga depois da igualdade no tempo regulamentar.

Estudiantes segura com um a menos e aposta na retranca

O duelo começou com o Flamengo dono da bola e encontrando espaços pelo chão. Pedro e Carrascal tiveram boas chances na área, mas pararam em bloqueios da zaga e em Muslera. O Estudiantes respondeu em jogadas aéreas e bolas paradas, explorando a defesa rubro-negra.

Na melhor chegada argentina do primeiro tempo, após escanteio desviado por González Pírez, Marcos Rojo finalizou da pequena área e obrigou Rossi a uma defesa à queima-roupa; na sobra, Alex Sandro afastou antes da conclusão. Pouco depois, Baltasar Rodríguez arriscou de longe, Rossi tocou na bola e ela ainda triscou a trave.

O Flamengo ainda criou boa trama pela direita, com toque de calcanhar de Pedro para Emerson Royal, travado na hora H. Já perto do intervalo, Pedro recebeu pela esquerda e finalizou cruzado; Carrascal quase alcançou na segunda trave.

O jogo mudou de vez no início da etapa final. Aos 4 minutos do segundo tempo, Baltasar Rodríguez fez falta em Samuel Lino, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso, deixando o Estudiantes com 1 jogador a menos. Na cobrança, Paquetá bateu direto e obrigou Muslera a grande defesa.

Com a vantagem numérica, o time de Leonardo Jardim adiantou as linhas e encurralou os argentinos. O Estudiantes respondeu se fechando com duas linhas compactas e fazendo mais faltas para quebrar o ritmo. O Flamengo, apesar da ampla posse, esbarrou na retranca e na noite inspirada de Muslera.

Paquetá foi o protagonista das principais chances no fim. Primeiro, achou belo lançamento para Plata, que cabeceou para defesa do goleiro. Depois, apareceu na área e testou firme na primeira trave, tirando tinta do poste. Quase no último lance, o Estudiantes ainda arriscou para fora, levando a decisão para os pênaltis.

Entenda o contexto

O empate sem gols repetiu o placar do jogo de ida na Argentina, também 0 a 0. Com o novo resultado, a vaga foi definida diretamente nas penalidades, sem prorrogação.

O Estudiantes volta à final da Libertadores pela primeira vez desde 2009, quando conquistou seu último título, e buscará o quinto troféu continental na final em jogo único contra o Palmeiras, marcada para 28 de novembro no Estádio Centenário, no Uruguai, em horário ainda a ser definido pela Conmebol.

Do outro lado, o Flamengo se despede da competição e agora volta todas as atenções para o Brasileirão. A equipe de Leonardo Jardim lidera o campeonato com 67 pontos, um à frente justamente do Palmeiras, e volta a campo na segunda-feira, dia 26, contra o Atlético-MG.

Escalações e arbitragem

O Flamengo começou com Rossi; Emerson Royal, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro (substituído por Ayrton Lucas); Pulgar (Bruno Henrique), Jorginho e Lucas Paquetá; Carrascal (Arrascaeta), Samuel Lino (Plata) e Pedro (Joaquín Freitas). O técnico é Leonardo Jardim.

O Estudiantes foi a campo com Muslera; Mancuso, Santiago Núñez, Marcos Rojo (Tomás Palacios) e González Pírez; Ezequiel Piovi e Alexis Castro (José Sosa); Joaquin Burgos (Cetré), Joaquín Correa (Tiago Palacios) e Baltasar Rodríguez; Guido Carrillo (Gaich), sob o comando de Alexander Medina.

A arbitragem foi do uruguaio Gustavo Tejera, auxiliado por Nicolás Tarán e Carlos Barreiro, com Antonio García no comando do VAR.

Fonte: matéria original