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Esporte

Grêmio x Coritiba: empate sem gols mantém time gaúcho no Z-4

Coritiba e Grêmio ficam no 0 a 0 pela 32ª rodada do Brasileirão. Coxa chega a seis jogos sem vitória, e Tricolor segue na zona de rebaixamento, com 31 pontos.

Grêmio x Coritiba: empate sem gols mantém time gaúcho no Z-4

Brasileirão

Sem gols no confronto, o Grêmio permanece na zona de rebaixamento após empate com o Coritiba pela 32ª rodada.

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Coritiba e Grêmio empataram por 0 a 0 na noite desta segunda-feira, no estádio Couto Pereira, em Curitiba, em duelo direto contra o rebaixamento pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A, resultado que mantém o time gaúcho no Z-4 e prolonga a sequência do Coxa a seis jogos sem vitória.

Empate ruim para os dois lados

Com o ponto somado em casa, o Coritiba chega a 39 pontos em 31 jogos e permanece em 12º lugar, ainda ameaçado e distante do grupo que briga por vaga em competições internacionais. O Grêmio vai a 31 pontos, segue em 18º e continua pressionado na luta para evitar a queda à Série B.

O Grêmio entra em campo já ciente de que “aparece na 18ª colocação com 31 pontos somados, figurando dentro da zona de rebaixamento e precisando de uma guinada urgente para evitar o descenso”. O empate mantém o cenário de risco e aumenta a cobrança por mudanças táticas e de peças no elenco.

Do lado paranaense, pesou o fator jejum. O Coritiba não vence há seis rodadas e desperdiçou a chance de usar a força do Couto para respirar na classificação. A própria direção prega que “o Coritiba aposta na força do Couto Pereira para reencontrar o caminho dos três pontos”, algo que mais uma vez não aconteceu.

Jogo aberto, mas defesa leva a melhor

Fernando Seabra mandou o Coritiba a campo no 4-2-3-1, com Pedro Morisco; Tinga, Tiago Cóser, Jacy Maranhão e Bruno Melo; Nicolás Fonseca, Sebastián Gómez e Josué; Pedro Rocha, Lavega e Paulo Roberto. Renato Gaúcho respondeu com um 3-4-3 ofensivo: Weverton; Gustavo Martins, Balbuena e Wallace; Diego Caito, Noriega, Villasanti e Marlon; Pavón, Carlos Vinícius e Amuzu.

O primeiro tempo foi equilibrado, com alternância de domínio e boas chances para os dois lados. Pedro Morisco e Weverton apareceram bem em finalizações de média distância e em bolas aéreas. Cabeceios de Tinga e Sebastián Gómez, além de chutes de Pedro Rocha e Lavega, levaram perigo ao gol gremista, mas saíram por cima ou pararam nas mãos de Weverton.

O Grêmio respondeu com velocidade pelos lados, especialmente com Pavón e Amuzu. Em uma das melhores chegadas, Amuzu recebeu cruzamento já dentro da área e finalizou forte, obrigando Pedro Morisco a espalmar para escanteio. Noriega também arriscou de fora, em chute defendido pelo goleiro alviverde.

O duelo teve momentos de tensão física. Em um lance na área, “o jogo, de momento, ficou parado para o atendimento a Carlos Vinícius e Sebastián Gómez, por um choque na área, onde bateram cabeça, com ambos de volta ao jogo”. Pouco depois, Diego Caito sentiu dores e precisou ser substituído por João Pedro.

Trave, chances perdidas e placar zerado

Na segunda etapa, o ritmo se manteve alto, mas a pontaria continuou falhando. Logo no início, Sebastián Gómez recebeu cruzamento de Josué e cabeceou com força, mandando por cima. O Coritiba chegou a controlar a posse por alguns minutos, trocando passes no campo de ataque, enquanto o Grêmio buscava sair em velocidade.

A grande chance gremista veio em jogada de Pavón. O atacante recebeu pela meia-direita, bateu forte e viu Carlos Vinícius desviar a bola, que explodiu na trave direita de Pedro Morisco. No rebote, Pavón cruzou na medida para Amuzu, que cabeceou firme, parando em nova defesa do goleiro coxa-branca.

O Coritiba respondeu em contra-ataques. Em um deles, Paulo Roberto arrancou pela esquerda e serviu Josué, que chutou forte para defesa segura de Weverton. Antes, Lavega também havia batido de dentro da área, exigindo outra boa intervenção do goleiro tricolor.

Com o passar do tempo, o desgaste físico apareceu e o duelo perdeu intensidade. As defesas, amparadas pelo sistema com três zagueiros no Grêmio e pela boa proteção de meio-campo do Coritiba, levaram vantagem sobre os ataques. Nem mesmo o faro de gol de Carlos Vinícius, artilheiro gremista com 11 gols na competição, foi suficiente para tirar o zero do placar.

Entenda o contexto

O confronto no Couto Pereira colocou frente a frente dois clubes tradicionais pressionados pela tabela. O Coritiba chegou à 32ª rodada em 12º, com 39 pontos, exatamente um ponto acima da zona mais quente da parte de baixo e ainda longe da faixa de classificação a torneios continentais. O Grêmio, 18º, soma 31 pontos e briga diretamente para deixar o Z-4.

Historicamente, o duelo tem vantagem gremista. Em 78 partidas oficiais entre as equipes, o Tricolor acumula 43 vitórias, contra 19 do Coritiba e 16 empates. O equilíbrio desta noite, porém, reforça o momento de instabilidade dos dois lados na temporada.

A arbitragem foi comandada por Ramon Abatti Abel, de Santa Catarina, auxiliado por Anne Kesy Gomes de Sá, do Amazonas, e Alex dos Santos, também de Santa Catarina. No árbitro de vídeo, o responsável foi Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira, de Minas Gerais.

Pressão por mudanças no Grêmio e alerta no Coritiba

O resultado aumenta a cobrança sobre Renato Gaúcho e o departamento de futebol gremista. Internamente, a leitura é de que “para buscar a recuperação no Couto Pereira, o Grêmio deve ir a campo com alterações táticas e nomes experientes”, movimento que tende a se intensificar para as rodadas finais, com possíveis mudanças no time titular e uso maior de atletas rodados.

No Coritiba, o alerta é técnico e emocional. A sequência de seis jogos sem vencer derruba a confiança do elenco e pode impactar a relação com a torcida, que novamente fez a sua parte nas arquibancadas. A diretoria deve discutir ajustes no sistema ofensivo e eventuais reforços para a próxima janela, com a meta de assegurar permanência tranquila na Série A.

O jogo desta noite foi transmitido em sistema de pay-per-view, reforçando o peso da partida na reta final do campeonato. Nas próximas rodadas, ambos terão confrontos diretos contra rivais da parte de baixo da tabela, em que a margem para novo tropeço fica ainda menor.