Factory lança Droid 1.0 com modo Script que corta 15% dos custos
Factory lança Droid 1.0, agente de codificação independente de modelo com modo Script em sandbox, que permite centenas de chamadas concorrentes de ferramentas e reduz custos em 15% nos testes.

Tecnologia
Nova ferramenta da Factory otimiza testes de codificação, promovendo eficiência e redução significativa de custos.
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A Factory lançou o Droid 1.0, maior atualização de seu agente de codificação, com um modo Script que permite ao modelo escrever programas em JavaScript para orquestrar ferramentas de forma concorrente em sandbox, reduzindo em 15% o custo das operações em testes feitos nos últimos dias.
Modo Script transforma como o agente usa ferramentas
O Droid 1.0 passa a adotar por padrão chamadas programáticas de ferramentas. Em vez do ciclo tradicional, em que cada saída de ferramenta é devolvida diretamente ao contexto do modelo, o sistema introduz uma ferramenta de Script: “The model writes JavaScript that runs in a sandbox”, descreve a documentação da Factory.
Nesse ambiente isolado, o programa criado pelo modelo executa as ferramentas sem acesso a arquivos, rede ou sistema. Dados brutos, resultados de busca e logs permanecem dentro do script, e só a saída impressa volta para o modelo. Com isso, uma única requisição pode disparar centenas de chamadas paralelas, aumentando a eficiência e garantindo maior controle sobre o fluxo de dados.
A abordagem se inspira no conceito acadêmico de CodeAct e está ativada por padrão em 10 modelos, entre eles GPT-6.1 Sol e Kimi K3. Usuários podem escolher manualmente qual modelo usar ou delegar a seleção ao sistema de roteamento da própria Factory, que combina custo e desempenho.
Entenda o contexto
Nos testes conduzidos entre 23 e 28 de outubro com o modelo Claude Opus 5.5, a Factory registrou que o novo modo Script “cuts Droid’s cost by 15% versus direct tool calling”, de acordo com relatório interno. Para medir o ganho, a empresa rodou diferentes versões de harness — o conjunto de prompts, ferramentas, forma de retorno e loop de execução — sobre o mesmo modelo.
Cada tarefa passou por 3 tentativas por harness, e só entraram no cálculo de custo e tempo os casos em que todas as tentativas tiveram sucesso em ambos os cenários. Segundo a empresa, a maior parte das melhorias veio de um loop interno batizado de Agent Factory: “Agents read failures and propose changes, tested on every affected model family. Engineers review and merge”, descreve o processo.
O Droid 1.0 continua sendo independente de modelo, ou seja, funciona como uma camada em torno de diferentes sistemas de linguagem. Essa independência é vista como peça-chave para empresas que desejam alternar provedores ou combinar modelos distintos sem reescrever toda a lógica de orquestração de ferramentas.
Impacto para desenvolvedores e empresas
Na prática, o novo modo Script interessa diretamente a equipes que precisam integrar modelos de linguagem a múltiplas APIs, serviços e bancos de dados ao mesmo tempo. A possibilidade de rodar centenas de chamadas concorrentes em um ambiente seguro reduz o número de idas e vindas entre modelo e ferramentas, encurta o tempo total de execução e diminui o custo de computação.
Os testes indicam economia de cerca de 15% quando o modo Script é usado com Claude Opus 5.5 em comparação com chamadas diretas a ferramentas. Para setores que operam em grande escala — como tecnologia, serviços financeiros, análise de dados e desenvolvimento de software — a diferença pode significar redução relevante em despesas operacionais.
A execução em sandbox, sem acesso direto a sistema de arquivos ou rede, também é vista como um reforço de segurança, já que reduz o risco de vazamento de dados sensíveis ou uso indevido de credenciais. Ao manter resultados detalhados dentro do programa e retornar ao modelo apenas o que é explicitamente impresso, a Factory tenta equilibrar capacidade de automação com controle fino sobre o que entra no contexto do modelo.
Aplicativo, terminal e SDK com planos a partir de US$ 20
O Droid 1.0 está disponível como aplicativo desktop, interface de terminal e SDK para Node.js, rodando o mesmo harness nas três frentes. O pacote oferece suporte a sessões persistentes, streaming de respostas e integração com ferramentas no padrão MCP, o que facilita encaixar o agente em pipelines e aplicações já existentes.
Os planos pagos começam em US$ 20 por mês, posicionando o produto para desenvolvedores individuais, startups e times corporativos que desejam testar o sistema em produção. A Factory mantém documentação detalhada, SDK em repositório público e uma comunidade em torno do projeto, com subreddit que já reúne mais de 150 mil membros, além de newsletter e grupo em aplicativo de mensagens.
Segundo a empresa, os próximos passos incluem ampliar o suporte a mais modelos, acelerar o loop do Agent Factory para responder mais rápido a falhas e expandir a base de usuários, em um momento em que a competição entre agentes de codificação baseados em modelos de linguagem se intensifica.
Comunidade e apoio de mídia especializada
O lançamento do Droid 1.0 repercute também em veículos especializados em inteligência artificial. Asif Razzaq, CEO da Marktechpost AI Media Inc., destaca o papel de projetos como o da Factory para tornar acessíveis temas técnicos de machine learning e deep learning em larga escala, com uma audiência superior a 2 milhões de visualizações mensais.
A combinação entre um agente de codificação mais eficiente, independente de modelo e com controle programático de ferramentas, e um ecossistema ativo de documentação, comunidade e mídia especializada tende a acelerar a adoção do Droid 1.0. Para usuários finais, a expectativa é de aplicações mais rápidas, baratas e seguras em cima de modelos de linguagem de diferentes provedores.


