Mercados
S&P 5007.690▲ 1,60%Nasdaq25.737▲ 1,44%Dow Jones53.363▲ 3,04%Ibovespa167.435▲ 1,15%FTSE 10010.829▲ 1,79%DAX26.438▲ 2,22%Nikkei62.189▼ 1,42%DólarR$ 5,46▼ 0,60%EuroR$ 6,13▼ 0,37%BitcoinR$ 436.883▲ 2,91%Powered by WIREDESK OSS&P 5007.690▲ 1,60%Nasdaq25.737▲ 1,44%Dow Jones53.363▲ 3,04%Ibovespa167.435▲ 1,15%FTSE 10010.829▲ 1,79%DAX26.438▲ 2,22%Nikkei62.189▼ 1,42%DólarR$ 5,46▼ 0,60%EuroR$ 6,13▼ 0,37%BitcoinR$ 436.883▲ 2,91%Powered by WIREDESK OS
Powered by WIREDESK OS
Lançamentos de IA

AMD prevê faturar US$ 17 bi e superar Intel no 4º tri de 2026

AMD bate recorde de receita no terceiro trimestre, impulsionada por data centers e IA, e projeta cerca de US$ 17 bilhões no quarto trimestre, o suficiente para ultrapassar a Intel em faturamento pela primeira vez.

AMD prevê faturar US$ 17 bi e superar Intel no 4º tri de 2026

Tecnologia

A AMD projeta crescimento expressivo impulsionado por data centers e inteligência artificial, mirando superar a Intel em receita.

Leia também: Tencent lança Hy4 openrouter com 770 bilhões de parâmetros hoje

A AMD registrou a maior receita trimestral de sua história no terceiro trimestre, com US$ 13,377 bilhões, puxada por um salto no negócio de data centers e aceleradores de inteligência artificial, e projeta chegar a cerca de US$ 17 bilhões no quarto trimestre, um nível que, se confirmado, colocará a empresa pela primeira vez à frente da rival Intel em faturamento trimestral global.

Por que a AMD espera vender mais que a Intel no quarto trimestre pela primeira vez?

A previsão de receita de aproximadamente US$ 17 bilhões no quarto trimestre se apoia principalmente no avanço explosivo do segmento de data center da AMD, enquanto a Intel segue mais exposta ao mercado de PCs, hoje em desaceleração. A própria Intel trabalha com uma faixa de US$ 15 bilhões a US$ 16 bilhões em vendas no mesmo período, abrindo espaço para que a AMD assuma a dianteira em receita.

No terceiro trimestre, a área de Data Center da AMD alcançou US$ 8,55 bilhões, quase o dobro do registrado um ano antes, um crescimento de 97% ano a ano e de 27% em relação ao trimestre imediatamente anterior. A margem operacional do segmento subiu para 34%, com lucro operacional de US$ 2,88 bilhões, alta de 168%.

Esse desempenho é atribuído à demanda forte pelos processadores Epyc, voltados a servidores, e ao início de escala dos aceleradores de IA Instinct MI455X, que equipam os sistemas Helios. Grandes clientes de nuvem e inteligência artificial, como Anthropic, Meta, Microsoft, OpenAI e Oracle Cloud Infrastructure, já rodam cargas de trabalho nesses sistemas.

Com essa base, a AMD estima que a receita de Data Center saltará dos atuais US$ 8,55 bilhões para cerca de US$ 12,8 bilhões já no quarto trimestre, à medida que os aceleradores Instinct MI455X e os racks Helios forem entregues em maior volume. A diferença projetada em relação à previsão divulgada pela Intel é de cerca de US$ 1,5 bilhão, no meio das faixas indicadas pelas duas companhias.

Quais fatores levaram a AMD a superar as projeções de vendas da Intel no Q4?

O principal fator para a ultrapassagem nas projeções de receita é a guinada da AMD para negócios de alto crescimento e margem mais alta — data centers, IA e soluções embarcadas — enquanto o mercado de PCs, ainda pilar para a Intel, encolhe.

No balanço mais recente, o segmento de Data Center já respondeu por 64% da receita total da AMD, contra 47% um ano antes. A CEO e presidente Lisa Su afirma que essa dependência vai aumentar: “Esperamos que a receita de servidores dobre ano a ano em 2027 e que a receita de IA para data center cresça ainda mais rápido do que projetávamos há noventa dias. Como resultado, prevemos que o data center representará mais de 80% da receita total em 2027 e impulsionará a maior parte do crescimento de receita e lucro”.

Além dos servidores e aceleradores para nuvem e IA, a AMD se apoia no avanço do segmento Embedded, que atende setores como aeroespacial, defesa, automotivo, comunicações e indústria. Essa divisão registrou receita de US$ 1,11 bilhão, alta de 29% na comparação anual, e lucro operacional de US$ 453 milhões, avanço de 60%. Segundo Lisa Su, “as expansões de data center também estão impulsionando maior demanda por nossas CPUs embarcadas e SoCs adaptativos em aplicações de plano de controle e redes ópticas. Permanecemos no caminho para fechar mais de dezoito bilhões em vitórias de design em 2026, nosso terceiro ano consecutivo de recorde”.

Do outro lado, a parte mais exposta ao consumidor, reunida em Client e Gaming, segue sob pressão, atingindo US$ 3,722 bilhões no trimestre, queda de 8% ano a ano e de 3% na comparação com o trimestre anterior. As vendas de CPUs para PCs somaram US$ 2,95 bilhões, praticamente estáveis em relação a um ano atrás, mas os produtos para jogos recuaram para US$ 773 milhões, com menores compras de chips para consoles por Microsoft e Sony e fraqueza nas GPUs Radeon RX.

A AMD projeta uma contração superior a 20% nesse segmento já no quarto trimestre, impactada por preços elevados de memória e demanda mais fraca por PCs. Ainda assim, a empresa diz que pretende superar o mercado ao focar em processadores para empresas, consumidores premium e desktops, mesmo em um cenário em que, nas palavras de Lisa Su, “em 2027, estamos planejando para que os embarques de unidades do mercado de PC recuem em percentual de dois dígitos. Nesse ambiente, esperamos superar o mercado à medida que entregamos nosso roadmap em ascensão e ampliamos nossa presença comercial”.

Entenda o contexto

A consolidação da AMD como fornecedora-chave de processadores para servidores e aceleradores de IA ocorre em um momento em que gigantes de tecnologia investem pesado em expansão de data centers para treinar e rodar modelos de inteligência artificial em larga escala. Essa corrida puxa a demanda por chips de alto desempenho e eficiência energética, área em que a AMD vem ganhando terreno.

Se a previsão para o quarto trimestre se confirmar, o avanço marcará uma virada simbólica na indústria de semicondutores: uma companhia historicamente menor em receita ultrapassando a Intel, por décadas referência absoluta em faturamento com processadores. Na prática, isso reforça a mudança de eixo do setor, de PCs para nuvem, data centers e IA.

Ao mesmo tempo, a empresa tenta blindar seus resultados da fraqueza no consumo de PCs e consoles, ao priorizar produtos de maior valor agregado e contratos de longo prazo em mercados industriais e de missão crítica. A combinação de crescimento acelerado em data centers, expansão em embarcados e foco em nichos premium tende a aumentar a resiliência da AMD em relação a ciclos negativos no varejo de tecnologia.