Mercados
S&P 5007.354▼ 4,36%Nasdaq24.315▼ 5,52%Dow Jones51.523▼ 3,44%Ibovespa166.191▼ 0,82%FTSE 10010.783▼ 0,43%DAX26.325▼ 0,43%Nikkei57.247▼ 6,27%DólarR$ 5,50▼ 0,02%EuroR$ 6,18▼ 0,06%BitcoinR$ 419.302▲ 0,25%Powered by WIREDESK OSS&P 5007.354▼ 4,36%Nasdaq24.315▼ 5,52%Dow Jones51.523▼ 3,44%Ibovespa166.191▼ 0,82%FTSE 10010.783▼ 0,43%DAX26.325▼ 0,43%Nikkei57.247▼ 6,27%DólarR$ 5,50▼ 0,02%EuroR$ 6,18▼ 0,06%BitcoinR$ 419.302▲ 0,25%Powered by WIREDESK OS
Powered by WIREDESK OS
Lançamentos de IA

Kagi libera até 50 buscas sem conta e mira escolas

Motor de busca Kagi passa a permitir até 50 buscas sem criar conta, atualiza app para Android e se oferece como alternativa a escolas após decisão do Google de desligar IA e busca em contas educacionais a partir de 2027.

Tecnologia

Kagi amplia acesso gratuito e busca se posicionar como opção para instituições educacionais diante de mudanças do Google.

Leia também: OpenAI lança GPT-6 Cyber, IA que acha falhas em Firefox e Linux

O motor de busca Kagi passou a permitir que qualquer pessoa faça até 50 pesquisas na web sem criar conta, enquanto critica a decisão do Google de desligar ferramentas de inteligência artificial e o próprio mecanismo de busca em contas escolares a partir do início de 2027, oferecendo-se como alternativa para instituições de ensino.

Kagi libera buscas sem cadastro obrigatório

Na nova fase, basta acessar o site kagi.com para começar a usar o serviço. O usuário ganha 50 buscas gratuitas sem precisar se registrar e pode destravar mais 100 pesquisas adicionais caso opte por criar uma conta. A empresa afirma que a mudança atende a pedidos de quem tinha dificuldade em recomendar o buscador justamente porque amigos e colegas não conseguiam testá-lo sem cadastro prévio.

A Kagi se define como um buscador sem anúncios, financiado diretamente pelos usuários e dependente do boca a boca para crescer. A aposta agora é que a barreira de entrada menor facilite experimentação e acelere a chegada de novos públicos, em especial pessoas preocupadas com privacidade e cansadas de resultados influenciados por publicidade.

Entenda o contexto

Ao contrário de grandes plataformas, a Kagi diz não exibir anúncios nem rodar campanhas de marketing tradicionais, preferindo atuar em redes sociais e comunidades online. A empresa argumenta que esse modelo dá mais liberdade para priorizar qualidade dos resultados e transparência, ainda que torne o crescimento mais lento e dependente da comunidade.

Com o acesso sem conta, a estratégia muda de escala: qualquer usuário pode indicar o site para amigos, familiares ou colegas de trabalho sem exigir cadastro imediato, algo que costuma afastar curiosos em serviços pagos ou voltados à privacidade.

Kagi reage a mudança do Google em contas escolares

Enquanto afrouxa a entrada para novos usuários, a Kagi endurece o discurso contra o Google no segmento educacional. O buscador critica a decisão do rival de desligar, a partir do início de 2027, as ferramentas de IA em contas escolares e, junto com elas, o próprio Google Search usado nesses perfis.

Em posicionamento público, a empresa afirma que “educação não deve ser feita refém de uma empresa de publicidade” e pede que escolas não aceitem o que descreve como uma imposição que coloca “lucros corporativos acima da necessidade de educar estudantes”. A Kagi diz que existem alternativas à IA obrigatória e se coloca entre essas opções, oferecendo busca sem anúncios e uso de ferramentas de inteligência artificial apenas quando o usuário quiser.

Na prática, a mudança do Google pode deixar alunos e professores sem o buscador padrão associado às contas escolares, afetando desde tarefas simples de pesquisa até integrações com outras ferramentas da empresa utilizadas em sala de aula. A Kagi tenta ocupar esse espaço ao oferecer um serviço que, segundo a própria empresa, preserva mais autonomia para as instituições.

O movimento também sinaliza uma disputa mais aberta pelo mercado de tecnologia educacional, hoje altamente concentrado em grandes plataformas. A reação de escolas, redes de ensino e órgãos reguladores à mudança anunciada pelo Google deve definir quanto espaço alternativas menores, como a Kagi, conseguirão conquistar.

App Android ganha nova tela e voz redesenhada

Além das mudanças no acesso via web, o aplicativo da Kagi para Android recebeu uma atualização ampla de interface e recursos. O app ganhou uma nova tela inicial, rotas mais rápidas para acionar a busca a partir de qualquer lugar do celular e um sistema de busca por voz reconstruído para tornar o ato de “falar com o buscador” tão fluido quanto digitar.

A empresa também ajustou elementos visuais para deixar mais claro quando o usuário está em um “thread temporário” — espécie de sessão em que a atividade não fica registrada. Ícones e sinais na interface foram reformulados para que navegar “fora do registro” seja fácil de identificar e evitar mal-entendidos sobre o que está sendo salvo.

Outra novidade é um pequeno aviso que aparece quando o navegador desconecta o usuário sem que ele perceba. O alerta serve para indicar quando a navegação caiu em um modo de exploração com experiência reduzida em relação ao plano pago, evitando que o usuário ache que o serviço piorou sem motivo.

Na comunicação com a comunidade, a equipe da Kagi pede retorno direto dos usuários sobre as mudanças: “Por favor, diga se as mudanças atingiram o objetivo”, escreveu o time de produto, indicando que ajustes finos ainda devem ser feitos com base no uso real.

Kagi News se destaca na loja do Google

A Kagi também celebrou o destaque do Kagi News na loja de aplicativos do Google. O serviço de notícias da empresa foi elogiado na vitrine editorial por sua proposta de manter o usuário bem informado sem sobrecarga, com reportagens globais, fontes claramente indicadas e múltiplas perspectivas em cada história.

O reconhecimento é simbólico: ao mesmo tempo em que critica a política do Google para contas escolares, a Kagi se beneficia da visibilidade concedida pela própria plataforma Android para reforçar sua imagem de alternativa mais enxuta, sem anúncios e com foco em curadoria e privacidade.

Nos próximos meses, a disputa por atenção de estudantes, professores e usuários em geral tende a se intensificar, à medida que escolas avaliam o impacto da mudança anunciada para 2027 e motores de busca paralelos tentam se firmar como opções viáveis fora do modelo baseado em publicidade.