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Senado se mobiliza para votar fim da escala 6×1 até outubro

03/09/2026 06:02 2 min de leitura
Em entrevista coletiva, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, afirma que “em que pese o movimento da oposição em relação à votação da PEC do fim da escala 6X1, a proposta deve ser analisada em outro momento, ou, até mesmo, entre o primeiro e o segundo turnos das eleições deste ano”. Foto: Ton Molina/Agência Senado
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O Senado planeja votar a PEC 221/2019, que elimina a escala 6×1, até o fim de outubro, segundo o líder Randolfe Rodrigues.

Uma Proposta de Mudança Significativa

A proposta de emenda à Constituição promete alterar significativamente a carga laboral de muitos trabalhadores brasileiros. A escala 6×1, atualmente em vigor, requer seis dias consecutivos de trabalho com apenas um dia de descanso, uma prática criticada por desgastar os trabalhadores. Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso, afirmou que essa mudança é crucial e que a base aliada está empenhada em aprovar a PEC antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. “Posso garantir que votaremos essa PEC até o final de outubro”, declarou o senador.

Na quarta-feira, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou a PEC, abrindo caminho para a votação em Plenário. No entanto, a oposição mobilizou esforços para postergar a votação. “Hoje houve um movimento bem-sucedido da oposição que impediu que a votação ocorresse”, acusou Rodrigues, citando diretamente a atuação do senador Flávio Bolsonaro e do líder da oposição, Rogério Marinho.

Impacto Real nos Trabalhadores

Se aprovada, a PEC 221/2019 trará alívio significativo para categorias como trabalhadores rurais e lavradores, que frequentemente enfrentam jornadas exaustivas sob a atual legislação. A eliminação da escala 6×1 melhorará a qualidade de vida, saúde e bem-estar desses trabalhadores, promovendo um equilíbrio melhor entre vida profissional e pessoal. Randolfe enfatiza a importância do apoio popular para pressionar os senadores a votarem a favor da proposta.

A mobilização em torno da votação é intensa, com o governo buscando garantir os 49 votos necessários em dois turnos. O apoio da sociedade civil organizada e dos movimentos sindicais será crucial para esse processo.

Olhar para o Futuro

A articulação para a votação desta PEC traz à tona o debate sobre as condições trabalhistas no Brasil. Com a expectativa de aprovação até o final de outubro, o governo e seus aliados precisam atuar firmemente nas concertações políticas. A pressão sobre os senadores deve crescer nas próximas semanas, especialmente com a proximidade das eleições.

O olhar agora se volta para Davi Alcolumbre, presidente do Senado, cuja decisão de convocar uma sessão específica pode ser determinante para o desfecho da proposta. A questão crucial que permanece: conseguirão os trabalhadores brasileiros ver essa mudança crucial se materializar antes das urnas?

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