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Morre aos 73 anos o ator Roney Facchini, de ‘Rá-Tim-Bum’

Ator paulistano Roney Facchini, conhecido por ‘Rá-Tim-Bum’ e novelas da Globo, morre aos 73 anos neste 6 de setembro de 2026. Causa da morte não foi divulgada.

07/09/2026 07:20 7 min de leitura
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O ator paulistano que marcou gerações com 'Rá-Tim-Bum' faleceu aos 73 anos, deixando legado na TV brasileira.

O ator Roney Facchini, rosto marcante de ‘Rá-Tim-Bum’ e de produções da TV Globo, morre neste domingo, 6 de setembro de 2026, aos 73 anos. A morte é anunciada à noite pelo perfil oficial do Prêmio Bibi Ferreira e confirmada por amigos e colegas de profissão. A causa não é divulgada.

A despedida de um rosto familiar da TV

A notícia circula nas redes sociais em poucas horas e provoca uma onda de homenagens de artistas e fãs. Facchini pertence a uma geração de atores que atravessa teatro, cinema e televisão, e se torna parte da memória afetiva de quem cresceu diante da TV aberta nos anos 1990 e 2000.

O peso da perda vai além do círculo profissional. Seu trabalho em ‘Rá-Tim-Bum’, exibido entre 1990 e 1994 pela TV Cultura, ajuda a consolidar um modelo de televisão infantil que combina entretenimento, afeto e educação. No teatro, ele atua e dirige, circulando em palcos que formam plateias e artistas. Sua ausência atinge um setor que já enfrenta cortes de verba, incertezas e instabilidade.

Do cálculo estrutural ao palco

Nascido em São Paulo em 6 de fevereiro de 1953, Roney Facchini escolhe primeiro um caminho distante dos refletores. Forma-se em Engenharia Civil pela Escola de Engenharia Mauá em 1977, em plena expansão urbana da capital paulista. A virada vem quando decide abandonar os cálculos estruturais para se dedicar ao palco, à direção e à interpretação.

Nos bastidores do teatro, constrói reputação de ator rigoroso, curioso e versátil. Alterna dramas, comédias e trabalhos experimentais, e leva para a TV esse repertório teatral sólido. Em um ambiente dominado pela pressa dos estúdios, mantém o método e a precisão de quem aprendeu a construir personagens a partir do corpo e da escuta.

O pai da família Silva em ‘Rá-Tim-Bum’

O grande salto de visibilidade vem com ‘Rá-Tim-Bum’. Entre 1990 e 1994, ele interpreta Luís, patriarca da família Silva, em quadros que entram diariamente na rotina das crianças brasileiras. Ao lado de um elenco afinado, dá vida a um pai afetuoso, às vezes atrapalhado, sempre disponível para aprender com os filhos.

O programa se torna uma referência de TV educativa. A série ajuda a formar gerações que reconhecem até hoje o rosto de Facchini antes mesmo de lembrar seu nome. O papel cola na memória coletiva e o acompanha pelo resto da carreira, ainda que o ator transite por registros bem diferentes em outras produções.

Novelas, séries e cinema

Depois do sucesso na TV Cultura, Roney Facchini amplia o alcance na televisão comercial. Em 2004, entra em ‘Malhação’, folhetim adolescente da TV Globo, e se aproxima de um público mais jovem em outro contexto, o das tramas escolares e romances de fim de tarde. No ano seguinte, 2005, aparece em ‘A Diarista’ e na série de época ‘Bang, Bang’, exercitando a veia cômica e o humor físico.

Em 2006, integra o elenco de ‘Minha Nada Mole Vida’. Em 2009, participa de ‘Caras & Bocas’, uma das novelas de maior audiência daquela década. Em 2012, volta ao horário das sete em ‘Cheias de Charme’, onde ajuda a compor o painel de personagens que cercam o trio de empregadas domésticas protagonistas. Em 2013, está em ‘Pé na Cova’, criação de Miguel Falabella que mistura humor ácido e crítica social.

Nas telas de cinema, mantém presença constante. Atua em ‘Cilada.com’ (2011), de José Alvarenga Jr., e em ‘Vai que Dá Certo’ (2013), de Maurício Farias, ambos sucessos de bilheteria na comédia nacional. Em ‘Polícia Federal: A Lei É Para Todos’ (2017), dirigido por Marcelo Antunez, participa de uma narrativa centrada na operação Lava Jato. No meio do caminho, também integra o elenco de ‘Meu Amigo Hindu’ (2015), de Hector Babenco.

Mais recentemente, aparece na série ‘Hebe’ (2020), que reconta a trajetória da apresentadora Hebe Camargo. O trabalho reforça a ligação de sua carreira com projetos que revisitavam a história da televisão brasileira.

Redes sociais, morte e legado

Nos últimos anos, Facchini se torna mais ativo nas redes sociais. Publica vídeos em que comenta o ofício, o cotidiano e a partida de artistas que admira. Em postagens recentes no Instagram, reflete sobre a morte de Dolly Parton, Laura Cardoso e Glória Menezes, sempre com tom sereno, sem sensacionalismo, tentando entender o fim como parte do percurso artístico.

Essa relação franca com o tema torna a própria morte ainda mais comentada. A ausência de informação sobre a causa abre espaço para especulações, que se chocam com a discrição mantida pela família e pelos amigos. A nota do Prêmio Bibi Ferreira, voltado ao teatro musical, destaca a importância do ator para a cena, mas não entra em detalhes. A instituição é a primeira a dar contornos públicos à despedida.

O impacto emocional aparece nas redes de colegas. O ator Nilton Bicudo, amigo próximo, escreve: “Tivemos bons momentos e, nesses últimos tempos, nos falamos várias vezes. Te amo, e sempre te disse isso com a boca cheia, inclusive nesta última terça-feira, nos nossos áudios. Se existir um além, quero te encontrar!”. A frase expõe a intimidade de uma amizade de décadas e dá medida da perda para quem convive de perto.

O GLOBO registra que “a notícia da morte de Roney Facchini foi lamentada por artistas como Enrique Diaz, Lucio Mauro Filho e Sandra Corveloni”. Nas redes, também surgem mensagens de Sérgio Guizé, Eriberto Leão, Traumaturgo Ferreira e outros nomes do teatro e da TV. Entre fãs, muitos lembram a sala de casa, a TV ligada na hora do banho, o jingle de abertura de ‘Rá-Tim-Bum’ e a figura do pai Silva.

O que fica para a cultura brasileira

A morte de Roney Facchini deixa uma lacuna em um segmento específico, o da televisão infantil de qualidade, e em outro mais amplo, o do teatro que resiste à precarização. Em uma indústria que muitas vezes descarta atores veteranos, sua trajetória evidencia como carreiras longas e discretas sustentam a base da produção cultural.

O vazio imediato se sente em elencos, em montagens que perdem um parceiro experiente e em eventuais projetos de retomada de programas educativos. A médio prazo, a comoção deve se converter em homenagens formais, mostras de filmes, leituras dramáticas e tributos em palcos onde ele construiu parte da história. A confirmação de detalhes sobre velório e despedida, ainda não divulgados, tende a orientar as primeiras celebrações públicas.

A longo prazo, a morte de Facchini pode reacender discussões sobre políticas de memória e preservação da TV e do teatro brasileiros. A presença constante de seu trabalho em reprises, catálogos de streaming e arquivos digitais deve manter vivo um rosto que atravessa gerações. O desafio é transformar a saudade em políticas concretas de valorização de quem, como ele, passou a vida diante das câmeras e atrás das cortinas.

Quem foi Roney Facchini?

Roney Facchini foi um ator brasileiro nascido em São Paulo em 6 de fevereiro de 1953. Atuou em teatro, cinema e TV, e ficou conhecido sobretudo por ‘Rá-Tim-Bum’.

Quais foram os principais trabalhos de Roney Facchini na TV?

Além de ‘Rá-Tim-Bum’ (1990-1994), ele trabalhou em ‘Malhação’ (2004), ‘A Diarista’ (2005), ‘Bang, Bang’ (2005), ‘Minha Nada Mole Vida’ (2006), ‘Caras & Bocas’ (2009), ‘Cheias de Charme’ (2012), ‘Pé na Cova’ (2013) e na série ‘Hebe’ (2020).

Qual a idade de Roney Facchini quando faleceu?

Roney Facchini morre aos 73 anos, neste domingo, 6 de setembro de 2026.

Qual foi a causa da morte de Roney Facchini?

A causa da morte não foi divulgada até o momento por familiares, amigos ou pelas instituições que anunciaram o falecimento.

Roney Facchini participou de quais novelas da Globo?

Entre as produções da Globo, ele atua em ‘Malhação’ (2004), ‘A Diarista’ (2005), ‘Bang, Bang’ (2005), ‘Minha Nada Mole Vida’ (2006), ‘Caras & Bocas’ (2009), ‘Cheias de Charme’ (2012) e ‘Pé na Cova’ (2013).

Como foi a carreira de Roney Facchini em ‘Rá-Tim-Bum’ e ‘Malhação’?

Em ‘Rá-Tim-Bum’, entre 1990 e 1994, ele interpreta Luís, o pai da família Silva, tornando-se referência da TV infantil educativa. Em ‘Malhação’, em 2004, integra o elenco da novela adolescente, ampliando o público e mostrando versatilidade ao transitar do universo infantil para tramas juvenis.


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