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Carol Lekker sai do Fofocalizando e revela crise financeira grave

Apresentadora de 29 anos confirma que pediu para sair do 'Fofocalizando', relata salário insuficiente, dívidas, nome no Serasa e problemas de saúde como alopecia e depressão.

10/09/2026 12:01 7 min de leitura
Carol Lekker sai do Fofocalizando e revela crise financeira grave
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Carol Lekker detalha dificuldades financeiras e problemas pessoais que a levaram a deixar o programa 'Fofocalizando'.

Carol Lekker, 29, confirma que pediu para deixar o “Fofocalizando”, do SBT, por não conseguir se manter financeiramente em São Paulo com o salário de cerca de R$ 10 mil mensais. A apresentadora relata dívidas, nome negativado no Serasa e problemas de saúde, como alopecia e depressão, que atribui ao desgaste profissional e financeiro.

Desabafo nas redes e pressão do custo de vida

O rompimento com o programa vem à tona após uma sequência de desabafos emocionados nas redes sociais, feitos na madrugada e ao longo desta semana. Chorando em vídeo, Carol diz que a situação chegou ao limite. “Não aguento mais essa situação que eu estou vivendo”, afirma a ex-participante de “A Fazenda 17”.

Ela explica que voltou ao Brasil depois de 11 anos morando fora, em Barcelona, para realizar o sonho de trabalhar na televisão. Em São Paulo, porém, se depara com uma conta que não fecha: aluguel de cerca de R$ 3 mil, transporte diário de aplicativo a R$ 150 por trajeto até o SBT, alimentação e custos de trabalho. “Realmente não consigo sobreviver com esse valor que vocês estão vendo”, diz.

Carol trabalha como pessoa jurídica, modelo adotado por boa parte das emissoras para apresentadores, comentaristas e repórteres. Nesse formato, o profissional não tem direitos típicos da CLT, como 13º salário e férias remuneradas, e precisa arcar com impostos e despesas ligadas à própria atividade. “Isso é porque não citei que desse dinheiro também tenho que pagar impostos e gastos da imprensa! Porque sou PJ, então eu pago os gastos da empresa”, escreve em resposta a seguidores.

Pedido de aumento negado e saúde em colapso

O pedido de demissão não foi impulso, segundo a própria apresentadora. Ela relata que tentou renegociar o contrato com a emissora, mas ouviu um não. “Eu pedi um aumento, mas agora não foi possível”, conta. Sem familiares em São Paulo para dividir despesas ou oferecer suporte financeiro, diz que continuar no programa significaria se afundar ainda mais em dívidas.

Na mesma sequência de vídeos, Carol detalha o impacto emocional da rotina. “Eu tô adoecendo. Tô tomando remédio pra depressão, porque não consigo dormir, meu cabelo tá caindo, tem vários buracos na cabeça. Eu tenho alopecia”, relata. O quadro, segundo ela, se agrava com a insegurança financeira e as críticas nas redes.

Em outro momento, a apresentadora expõe a extensão do aperto no orçamento doméstico. Mostra a sala do apartamento onde vive, em São Paulo, sem televisão e sem sofá. “Meu nome está no Serasa porque eu não chego no final do mês. Não estou culpando ninguém, mas esse é um dos motivos para eu não aguentar mais, devendo até o talo”, afirma. “Eu tô vivendo sem isso. Essa é a minha realidade.”

Perda de publicidade e efeito cascata na renda

Além do salário considerado insuficiente, Carol relata um baque na principal fonte de renda paralela de artistas de TV e influenciadores: contratos publicitários. Três marcas que negociavam ações com ela no “Fofocalizando” recuam após polêmicas envolvendo seu nome em julho e agosto. As campanhas não saem do papel e a apresentadora perde um reforço financeiro que já contava como certo.

O cancelamento desses acordos, somado ao custo elevado de morar na capital paulista, acelera a decisão de sair do programa. Sem as campanhas, o salário de cerca de R$ 10 mil precisa cobrir aluguel, transporte diário, alimentação, impostos de pessoa jurídica e gastos pessoais. A equação, segundo ela, se torna inviável.

O episódio expõe a fragilidade financeira de profissionais de TV que dependem de múltiplas frentes de renda. Em contratos de pessoa jurídica, cachês publicitários e presenças em eventos muitas vezes compensam salários menores nas emissoras. Quando a imagem do artista entra em turbulência, toda a estrutura desmorona de uma vez.

Retrato de um modelo de trabalho em xeque

O caso de Carol reacende o debate sobre condições de trabalho e remuneração na televisão aberta, especialmente em grandes centros como São Paulo. Salários de cinco dígitos, que à distância parecem confortáveis, muitas vezes encolhem diante do custo de vida alto, da informalidade travestida de PJ e da necessidade de manter uma imagem pública compatível com a vitrine da TV.

Em seu relato, Carol diz que não culpa a emissora, mas admite que a recusa ao aumento pesa na escolha de sair. “Eu amo o SBT, eu queria muito ficar, mas me vejo na situação de que não tenho condição”, afirma. Até agora, a emissora não detalha publicamente os termos da saída, que é tratada como decisão da própria apresentadora.

A exposição das vulnerabilidades de uma figura pública, em tempo real, também amplia a discussão sobre saúde mental no ambiente de entretenimento. Ao dizer que chora com a repercussão, toma remédios para depressão e vê o cabelo cair por alopecia, Carol conecta a precariedade financeira a um colapso físico e emocional.

Nos bastidores do mercado, o caso serve de alerta. Emissoras, agências e marcas enxergam com mais nitidez o risco de contratos que pressionam profissionais a sustentar estilos de vida incompatíveis com o que recebem. Para influenciadores e artistas de programas de auditório e fofoca, fica o recado duro: sem rede de proteção, um tropeço de imagem ou uma negociação salarial frustrada podem bastar para desmontar um projeto de vida recém-construído.

Carol diz que agora busca outras oportunidades, possivelmente fora da TV tradicional, em plataformas digitais e projetos independentes. Enquanto isso, sua história circula nas redes como um retrato incômodo de um mercado brilhante na tela, mas muitas vezes frágil nos bastidores.

Por que Carol Lekker saiu do SBT?

Carol Lekker deixou o SBT porque o salário de aproximadamente R$ 10 mil mensais que recebia no “Fofocalizando” não cobria suas despesas em São Paulo, incluindo aluguel de cerca de R$ 3 mil, transporte diário de aplicativo, alimentação, impostos como pessoa jurídica e dívidas que já haviam levado seu nome ao Serasa.

Quais foram as consequências da saída de Carol Lekker do Fofocalizando?

A saída de Carol Lekker do “Fofocalizando” a deixa sem o salário fixo de cerca de R$ 10 mil mensais, aprofunda a insegurança financeira em meio a dívidas e nome negativado e a obriga a buscar novas fontes de renda, enquanto sua exposição pública intensifica o debate sobre condições de trabalho e saúde mental na televisão aberta.

Como Carol Lekker explicou sua situação financeira após sair do SBT?

Carol Lekker explicou sua situação financeira mostrando que, mesmo com salário em torno de R$ 10 mil, não conseguia pagar aluguel de cerca de R$ 3 mil, Uber diário de R$ 150 por trajeto, alimentação, impostos de pessoa jurídica e contas atrasadas, o que resultou em nome no Serasa e em um apartamento ainda sem sofá e televisão.

O que o SBT disse sobre a saída de Carol Lekker?

O SBT até o momento não detalha publicamente os termos da saída de Carol Lekker do “Fofocalizando”, enquanto a apresentadora afirma que pediu demissão após ter um pedido de aumento salarial negado e ressalta ser grata à emissora, embora diga que não tinha mais condições financeiras de permanecer no programa.

Carol Lekker perdeu contratos de publicidade por causa da saída do SBT?

Carol Lekker não perdeu contratos de publicidade por causa da saída do SBT, mas relata que três marcas desistiram de ações que seriam feitas enquanto ela ainda estava no “Fofocalizando”, após polêmicas recentes, o que reduziu sua renda extra e pesou diretamente na decisão de pedir aumento e, depois, deixar o programa.


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