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Economia

Investigação sobre filme ‘Dark Horse’ revela produtora fantasma

14/09/2026 06:32 2 min de leitura
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A Polícia Civil de São Paulo descobriu que a produtora do filme ‘Dark Horse’ não opera no endereço registrado. A suspeita é de desvio de verbas públicas.

Operação e Descobertas

Em uma operação iniciada em junho de 2026, a Polícia Civil investiga uma possível malversação de recursos destinados ao filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro, “Dark Horse”. O foco recai sobre a Go Up Entertainment, empresa registrada em uma sala comercial na avenida Paulista, mas inexiste no local, conforme apurado durante as diligências da Operação Wi-Fi. Esta irregularidade levanta importantes questões sobre a legitimidade no uso desses recursos.

A investigação se intensificou após atividades suspeitas de duas empresas ligadas a Karina da Gama, diretora da produtora, e do Instituto Conhecer Brasil – uma ONG sob sua presidência – também não estarem ativas no endereço. O trabalho da polícia culminou na remoção do sigilo do caso pelo Supremo Tribunal Federal, destacando a transparência do processo investigativo.

Implicações e Impacto

A ausência da Go Up Entertainment no seu endereço oficial e as acusações de desvios de recursos geram um alerta vermelho sobre a aplicação do dinheiro público em projetos culturais. Tal situação ameaça não apenas a reputação da própria produtora, mas também põe em xeque a credibilidade de mecanismos de financiamento cultural.

Houve menções de que os fundos desviados provêm, em parte, de uma emenda parlamentar do deputado Mário Frias, que também participa do roteiro do filme. Isso intensifica o debate sobre a transparência e controle de financiamentos artísticos que envolvem figuras políticas.

Próximos Passos e Desdobramentos

Com a quebra de sigilo, o interesse público deve aumentar, incentivando uma maior fiscalização dos órgãos competentes. O caso “Dark Horse” pode servir como um catalisador para revisões nas políticas de financiamento cultural, exigindo uma estrutura mais rigorosa de controle e prestação de contas para evitar fraudes futuras.

Esses desdobramentos apontam para possíveis mudanças legislativas, além da pressão pública por uma justiça mais rápida e eficaz. A sociedade espera respostas claras sobre os responsáveis e sobre os recursos efetivamente aplicados no projeto.

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