Ancelotti convoca 26 e acelera renovação da seleção brasileira
Carlo Ancelotti convoca 26 jogadores, com foco em jovens e quatro estreantes, para amistosos contra Japão e Singapura em novembro, em Singapura, na reta final de 2026.

Seleção Brasileira
Ancelotti aposta em jovens talentos e quatro estreantes para os amistosos de novembro, visando a preparação para 2026.
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Carlo Ancelotti convocou 26 jogadores para os amistosos da seleção brasileira masculina contra Japão e Singapura, em novembro, no Estádio Nacional de Singapura, e deixou claro que a prioridade é acelerar a renovação do time após a eliminação precoce no Mundial de Seleções deste ano.
Renovação com quatro estreantes e retorno de Estêvão
A lista divulgada nesta quinta-feira (29) reúne uma seleção considerada “muito equilibrada, muito jovem” pelo treinador, com nove atletas em idade olímpica e 15 com menos de 23 anos. Quatro deles vestem a camisa da seleção principal pela primeira vez: o zagueiro Arthur Dias, do Athletico-PR, o defensor Jonathan Jesus, do Cruzeiro, e os meio-campistas Alisson Santana e Marlon Gomes, ambos do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia.
Outra novidade é o retorno do atacante Estêvão, do Chelsea. O jogador de 19 anos ficou fora do último Mundial por causa de lesão e volta a ganhar espaço justamente no momento em que a comissão técnica aposta em uma nova geração para sustentar o ciclo da seleção nos próximos anos.
Ancelotti explicou que o processo começou na Data Fifa de setembro e seguirá nas próximas convocações. “O projeto que temos é um projeto de equipe, que é buscar uma nova geração. Esse é o momento ideal para fazer isso, então pensamos na Data FIFA de setembro para a renovação dos jovens. E estamos seguindo”, afirmou o técnico.
Segundo ele, o atual grupo é pensado não só para os amistosos, mas para dar base ao futuro. “Nesta Data FIFA alguns jovens podem estar no futuro da seleção. É uma convocação muito equilibrada, muito jovem, porque temos até nove jogadores em idade olímpica e 15 jogadores que têm menos de 23 anos. Então, é uma seleção muito projetada ao futuro”, completou.
Entenda o contexto
A aposta em caras novas é resposta direta ao desempenho abaixo do esperado no último Mundial de Seleções, em que o Brasil caiu antes das fases decisivas. Desde então, a comissão técnica trabalha para mesclar jogadores com alguma experiência internacional a talentos em início de carreira, muitos ainda em clubes brasileiros ou recém-transferidos para a Europa.
Nesta convocação, além dos estreantes e de Estêvão, seguem no grupo nomes já testados na Data Fifa anterior, como os meio-campistas Gabriel Bontempo, do Santos, e Danilo Santos, do Botafogo, o defensor Arthur Dias, do Athletico-PR, e o goleiro Pedro Morisco, do Coritiba.
A lista também reforça a presença de atletas que atuam em grandes centros europeus, casos do lateral Carlos Augusto, da Inter de Milão, do zagueiro Jair Cunha, do Nottingham Forest, e do meio-campista Andrey Santos, do Manchester United. A ideia é combinar vivência em ligas fortes com a energia dos mais jovens.
Meio-campo é setor mais sensível na reconstrução
Mesmo elogiando o material humano à disposição, Ancelotti admitiu preocupação específica com o meio-campo, justamente o setor considerado chave em qualquer processo de reconstrução tática.
“Convivemos com coisas positivas, principalmente dos meio-campistas que estiveram aqui, como Breno Bidon e Gabriel Bontempo, que é o setor que nos preocupa mais. Temos dificuldades de encontrar meio-campistas e, neste momento, entendemos que temos qualidade. Não tanto na qualidade quanto nos números”, avaliou.
Para o treinador, há mais opções jovens em outras faixas do campo. “Temos zagueiros jovens e muitos atacantes jovens, mas temos menos quantidade de meio-campistas”, pontuou. A presença de jogadores como Alisson Santana, Marlon Gomes, Andrey Santos e o próprio Bontempo ganha peso nesse cenário, já que o rendimento deles pode definir ajustes nas próximas listas.
O desafio da comissão técnica é manter o time competitivo enquanto gira o elenco. “Obviamente, todo jogo é importante, mas fazer uma renovação não é tão compatível com ter um time pronto. Temos que fazer uma renovação realmente jogando bem”, resumiu Ancelotti.
Japão é teste forte para nova geração
Os amistosos em Singapura serão os últimos compromissos da seleção brasileira em 2026. O duelo contra o Japão está marcado para 14 de novembro, às 7h15 (horário de Brasília). Três dias depois, em 17 de novembro, o Brasil enfrenta a seleção anfitriã, Singapura, às 7h, também no Estádio Nacional de Singapura.
Ancelotti destacou especialmente o nível do Japão como parâmetro para medir o estágio da equipe em renovação. “Conhecemos bem o Japão. É uma equipe que compete muito bem, muito organizada. Mostrou no amistoso que fizemos lá atrás e também na Copa do Mundo. Vai ser um jogo interessante e exigente para nós. É um rival que temos que lutar para tentar ganhar”, afirmou.
O desempenho da nova base, sobretudo contra o Japão, deve orientar os próximos passos da reconstrução. A expectativa na comissão técnica é usar os dois jogos não só para observar individualmente os jovens, mas também para testar encaixes coletivos e entender quais nomes podem se firmar rumo às próximas competições internacionais.


