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Lançamentos de IA

Apple vai lançar 3 iPads com chips A19 e M7 em 2027: o que muda

Apple deve lançar no início do próximo ano novos iPad base, Air e Pro, com chip A19, 8GB de RAM, tela OLED, Wi‑Fi 7, 5G e foco em desempenho para tarefas de inteligência artificial.

Apple vai lançar 3 iPads com chips A19 e M7 em 2027: o que muda

Tecnologia

Novos iPads chegam com avanços em desempenho e conectividade para aprimorar tarefas de inteligência artificial.

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A Apple se prepara para renovar quase toda a linha de tablets no início do próximo ano, com o lançamento global de até três novos modelos de iPad — base, Air e Pro — trazendo chips mais potentes, mais memória, tela OLED e conectividade avançada, em uma tentativa de manter competitividade em um mercado de dispositivos móveis cada vez mais disputado.

O que muda em cada novo iPad

O iPad de entrada deve ser o salto mais visível para o usuário comum. O modelo base ganhará o processador A19, 8GB de RAM, além do novo chip N1 e do modem C1X, combinação que habilita suporte a Wi‑Fi 7 e 5G sub-6 GHz, com velocidades maiores e menor consumo de bateria. Na prática, o tablet tende a ficar mais rápido em tarefas do dia a dia, com melhor eficiência energética e pronto para redes sem fio de próxima geração.

Na faixa intermediária, o novo iPad Air passará a contar com tela OLED, aproximando a experiência visual da oferecida pelos dispositivos mais avançados da marca, com pretos mais profundos, cores mais vivas e melhor contraste para filmes, jogos e edição de fotos e vídeos. O modelo também deve receber as atualizações habituais de chip, elevando o desempenho sem alterar o posicionamento como opção de equilíbrio entre potência e preço.

O iPad Pro, voltado ao público profissional e criativo, deve ser o principal vitrine tecnológica da leva. O tablet será atualizado do chip M5 para um processador M6 ou até M7, com foco em tarefas intensivas, especialmente em inteligência artificial e fluxos de trabalho de edição pesada, 3D e computação científica. Para lidar com o calor extra gerado, a Apple prepara uma nova câmara de vapor interna, sistema de refrigeração que melhora a dissipação térmica e ajuda a manter desempenho estável por mais tempo.

De acordo com o jornalista especializado Mark Gurman, “cada modelo receberá upgrades importantes”, reforçando que a estratégia da empresa não será apenas um ajuste incremental, mas uma atualização de fôlego para toda a família de tablets.

Entenda o contexto

A movimentação acontece pouco depois da chegada de um novo iPad mini e do iPhone Duo, aparelho que lembra um tablet compacto, o que aumenta a pressão para que a Apple diferencie com clareza o papel de cada dispositivo no seu ecossistema. Além disso, a empresa prepara novas gerações de MacBook Pro com tela sensível ao toque e aposta em produtos como o HomeView, um display inteligente pensado para uso doméstico, incluindo ambientes como a cozinha — justamente um espaço em que muitos consumidores hoje recorrem ao iPad.

Mesmo com a concorrência interna e externa, a linha de tablets continua central na estratégia da companhia. A Apple mantém uma média de 60 milhões de iPads vendidos por ano, número que ajuda a explicar o esforço em atualizar ao mesmo tempo as pontas básica, intermediária e profissional do portfólio.

Impacto no mercado e desafios

A atualização dos três modelos tende a impactar diretamente segmentos como educação, criação de conteúdo, design e negócios. O iPad base mais potente e conectado pode ganhar espaço em escolas, empresas e uso híbrido trabalho-lazer, enquanto o iPad Air com OLED deve atrair quem prioriza experiência multimídia e design refinado sem chegar ao preço do Pro.

Já o novo iPad Pro, com chip M6 ou M7 e refrigeração aprimorada, reforça a aposta da Apple em dispositivos móveis capazes de rodar aplicações de inteligência artificial localmente, sem depender tanto da nuvem. Isso interessa a profissionais criativos, desenvolvedores e áreas técnicas que buscam mobilidade sem abrir mão de performance.

O movimento também pressiona concorrentes diretos no mercado de tablets e notebooks convertíveis, que terão de responder com melhorias em tela, conectividade e desempenho para não ficarem para trás em tarefas de IA e uso intensivo de multimídia. Ao mesmo tempo, a própria Apple terá de calibrar preços, recursos exclusivos e campanhas de marketing para evitar que os novos iPads canibalizem produtos como o iPhone Duo ou os MacBook Pro sensíveis ao toque.

Nas próximas semanas, a expectativa é de que a empresa detalhe configurações, datas exatas e faixas de preço dos novos modelos, ao mesmo tempo em que ajusta linhas de produção e posicionamento de catálogo para a chegada da nova geração no início do ano que vem.