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Argentina x Benim: Messi se despede com estádio esgotado hoje

Argentina e Benim se enfrentam hoje, às 20h, no Monumental de Núñez, em amistoso que marca a despedida de Lionel Messi da seleção após 21 anos e 207 jogos.

06/10/2026 22:00 7 min de leitura
Argentina x Benim: Messi se despede com estádio esgotado hoje
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Partida amistosa marca a despedida de Messi da seleção argentina após mais de duas décadas de carreira.

Argentina e Benim se enfrentam na noite desta terça-feira, às 20h (de Brasília), em Buenos Aires, em um amistoso que transforma o Monumental de Núñez em palco da despedida oficial de Lionel Messi da seleção argentina, após 21 anos de trajetória com a camisa albiceleste.

O jogo encerra a carreira internacional do maior ídolo do país no momento em que ele soma 125 gols em 207 partidas pelo time nacional, números que moldam uma era e reorganizam o mapa afetivo do futebol argentino.

Uma festa para 85 mil pessoas e um ciclo que se encerra

O Monumental recebe 85 mil torcedores, com ingressos esgotados em apenas uma hora e meia. A arquibancada se transforma em cerimônia coletiva de agradecimento a um jogador que se confunde com a própria seleção neste século.

Desde o anúncio da aposentadoria após o vice no Mundial de Seleções deste ano, toda a programação da Data Fifa gira em torno desta noite. Messi é preservado dos amistosos anteriores, vitórias por 4 a 0 sobre a Bolívia e 7 a 0 diante da equipe sub-23 de Burkina Faso, para chegar inteiro ao último ato com o país.

O estádio ganha um componente simbólico a mais com a camisa especial que a Argentina veste hoje. O uniforme reúne referências à bandeira nacional e à trajetória do camisa 10, numa tentativa de transformar tecido em memória e, ao mesmo tempo, em produto de marketing global.

Escalações, convidados e ausências na noite de despedida

Em campo, Lionel Scaloni mantém a espinha dorsal campeã do mundo no ciclo recente. A Argentina começa com Dibu Martínez; Nahuel Molina, Cristian Romero, Nicolás Otamendi e Nicolás Tagliafico; Rodrigo De Paul, Enzo Fernández e Giovani Lo Celso; Messi, Lautaro Martínez e Julián Álvarez.

O treinador chama para a festa vários nomes do título do Mundial de 2022, como Otamendi e Ángel Di María, hoje mais símbolos do que peças de reposição. A ideia é clara: encerrar um ciclo com quem dividiu as maiores conquistas do camisa 10 em torneios de seleções.

Nem todos conseguem participar. Paulo Dybala e o próprio Molina, ligados à Roma, não recebem liberação plena do clube e acabam fora do roteiro de despedida pensado pela comissão técnica. A ausência reforça como o calendário dos clubes ainda condiciona até momentos históricos de seleções.

Do outro lado, Benim encara uma travessia de 25 horas até Buenos Aires para viver uma vitrine rara. A equipe dirigida por Gernot Rohr inicia o amistoso com Dandjinou; Ouorou, Roche, Tijani e Azongnitode; D’Almeida, Imourane, Aloko, Olaitan e Ouorou; Tosin. O elenco encara o duelo como oportunidade de medir forças com uma potência e projetar seus jogadores.

Messi, números e peso simbólico para a seleção argentina

A despedida acontece com Messi ainda em atividade no futebol de clubes, defendendo o Inter Miami. Pela seleção, o recorte é definitivo: o camisa 10 conclui hoje uma trajetória que começa aos 18 anos, atravessa períodos de frustração, flerta com o adeus e acaba coroada com títulos continentais e mundiais.

Os 125 gols e 207 jogos tornam o craque o maior artilheiro da história da equipe nacional, além de líder em partidas disputadas. Os números ajudam a explicar por que a partida desta noite extrapola o caráter amistoso e assume o tom de rito de passagem para torcedores, dirigentes e jogadores.

A mensagem publicada por Messi antes do jogo reforça esse clima de balanço. O atacante diz que “se vai em paz” e descreve a camisa argentina como “sonho, orgulho e vida”, em uma síntese emocional da relação construída com o uniforme ao longo de duas décadas.

Dentro da seleção, o impacto é técnico e simbólico. Scaloni perde o jogador que organizava o ataque, ditava o ritmo das partidas e concentrava a responsabilidade em decisões. O vestiário precisa encontrar novas referências para liderar um elenco que passa a conviver com a sombra inevitável do sucessor do camisa 10.

Desafio de renovação e janela para Benim

A noite também marca um ponto de inflexão para o planejamento argentino. A comissão técnica testa jovens desde o início desta Data Fifa e agora precisa transformar experiência pontual em protagonismo permanente, sem o amparo de Messi em campo.

A renovação não é apenas uma mudança de nomes. O desenho tático tende a se adaptar a um time menos dependente de um gênio capaz de resolver jogos com um lance isolado. A equipe deve redistribuir funções criativas entre meias e atacantes, aproximando ainda mais Lautaro Martínez e Julián Álvarez do papel de protagonistas.

Para Benim, a partida oferece ganhos imediatos. O amistoso contra o atual campeão do Mundial em 2022 e vice em 2026 coloca o país no radar de transmissões internacionais, empresários e torcedores fora da África. Uma boa atuação em Buenos Aires pode render convites para novos jogos, visibilidade para talentos e fortalecimento de projetos internos.

No entorno, a indústria esportiva também aproveita o momento. A camisa comemorativa, os direitos de transmissão em TV paga e streaming, a cobertura em tempo real e as ações em redes sociais transformam a despedida em produto global. O apelo emocional acelera vendas e amplia audiência, o que reforça o poder econômico da imagem de Messi mesmo no ato de saída.

Depois do adeus: futuro da Argentina sem Messi

O apito final desta noite encerra a relação de Messi com a seleção em campo, mas abre um conjunto de perguntas sobre o futuro da Argentina. Quem assume a liderança técnica? Como o vestiário reage sem sua figura central? Qual o impacto na preparação para as próximas edições de Copa América e do próprio Mundial?

Scaloni passa a ser cobrado por uma transição rápida, capaz de manter o país entre os favoritos em qualquer competição. Jogadores como Enzo Fernández, Julián Álvarez e outros jovens talentos surgem como candidatos naturais a herdar responsabilidades.

Do ponto de vista afetivo, a seleção ganha um novo marco. Para uma geração inteira, ser torcedor argentino significou acompanhar a carreira internacional de Messi do início ao fim. A partida contra Benim cristaliza esse sentimento e, ao mesmo tempo, inaugura a fase em que o torcedor precisará aprender a apoiar uma Argentina sem o seu camisa 10 histórico.

A noite no Monumental fecha uma era e inaugura outra. O futebol argentino convive, a partir de agora, com uma dupla tarefa: preservar o legado de Messi como patrimônio cultural e, ao mesmo tempo, construir um time que consiga competir no mais alto nível sem depender do jogador que, por 21 anos, foi seu ponto de partida e de chegada.

Que horas é o jogo da Argentina hoje contra Benim?

O jogo da Argentina hoje contra Benim começa às 20h (horário de Brasília), no estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, em amistoso internacional que marca a despedida oficial de Lionel Messi da seleção argentina e reúne 85 mil torcedores com ingressos esgotados.

Onde assistir ao amistoso Argentina x Benim com despedida de Messi?

O amistoso Argentina x Benim, que marca a despedida de Lionel Messi da seleção, será transmitido ao vivo pelo sportv e pelo ge TV a partir das 20h (horário de Brasília), com exibição sujeita ao pacote de assinatura e à oferta de sinal em cada região do país.

Quais são os números de Messi pela seleção argentina na despedida?

Lionel Messi chega ao jogo de despedida contra Benim com 125 gols marcados em 207 partidas pela seleção argentina, o que o torna o maior artilheiro e o jogador com mais jogos da história do time nacional, coroando uma trajetória de 21 anos com a camisa albiceleste.


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