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Esporte

Cruzeiro vence Corinthians nos pênaltis e leva a Libertadores

Cruzeiro empata por 4 a 4 com o Corinthians nos acréscimos, vence nos pênaltis e conquista seu primeiro título da Libertadores Feminina, encerrando a hegemonia alvinegra nas finais.

Cruzeiro vence Corinthians nos pênaltis e leva a Libertadores

Libertadores Feminina

Decisão emocionante com empate nos acréscimos e vitória nos pênaltis marca a conquista inédita do Cruzeiro.

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O Cruzeiro conquistou seu primeiro título da Libertadores Feminina ao derrotar o Corinthians nos pênaltis, após um empate por 4 a 4 no tempo normal, em uma final eletrizante nesta semana. Estreante na competição, a equipe celeste frustrou o heptacampeonato das Brabas e impediu que o clube paulista se isolasse como maior campeão continental somando masculino e feminino.

Cruzeiro estreia com título e quebra escrita corinthiana

O roteiro da decisão foi de drama até o fim. O Corinthians, já hexa da Libertadores Feminina, caminhava para mais uma taça, mas o Cruzeiro arrancou o empate por 4 a 4 nos acréscimos e levou a disputa para as penalidades. Nas cobranças, as celestes mostraram mais frieza e ficaram com a taça inédita.

Foi a primeira participação do Cruzeiro na Libertadores Feminina, e o clube aproveitou a chance ao máximo. Com o título, o time mineiro soma agora três conquistas continentais na história, considerando as equipes masculina e feminina.

Do outro lado, o Corinthians chegou à final como maior campeão da Libertadores Feminina, com seis títulos, e invicto em decisões do torneio. A derrota deste ano marcou a primeira vez que as Brabas saem de uma final continental sem a taça. “Elas nunca haviam, até ontem, perdido uma disputa de título continental”, lembrou um integrante da comissão técnica, resumindo o impacto do resultado dentro do clube.

Equilíbrio no topo continental

O tropeço corinthiano mantém o empate na liderança do ranking de títulos continentais entre clubes sul-americanos. Corinthians e Independiente seguem com sete taças cada, somando as campanhas das equipes masculina e feminina; no caso do time argentino, todas as conquistas são no masculino.

Se tivesse vencido, o Corinthians chegaria ao oitavo título continental e se isolaria no topo. Com o revés, continua acompanhado de perto por outros gigantes do continente. O Boca Juniors aparece logo atrás, com seis taças, enquanto Peñarol e Santos têm cinco títulos cada.

No cenário específico da Libertadores Feminina, as Brabas seguem soberanas em números: são seis títulos, conquistados em diferentes campanhas vencedoras, o que ainda garante ao clube a condição de maior campeão da história do torneio.

Entenda o contexto

O Corinthians vinha de uma sequência perfeita em finais da Libertadores Feminina, sempre com vitória. Nas decisões anteriores, o clube alvinegro levou a melhor sobre adversários de Brasil e América do Sul e construiu uma aura de time imbatível em jogos valendo título continental.

A chegada do Cruzeiro à decisão, logo em sua primeira participação, já indicava uma mudança no mapa de forças do futebol feminino sul-americano. A reação até o empate nos acréscimos e a vitória nos pênaltis reforçam o momento de crescimento técnico da modalidade e mostram que a hegemonia corinthiana passa a ser desafiada de forma mais intensa.

Impacto para Cruzeiro, Corinthians e o futebol feminino

Para o Cruzeiro, a conquista da Libertadores Feminina vira um marco esportivo e estratégico. O título aumenta o poder de atração do clube junto a patrocinadores, abre portas para novos investimentos no futebol feminino e fortalece o projeto de longo prazo da modalidade na Raposa.

No Corinthians, a derrota provoca uma inevitável autocrítica. O clube, referência em estrutura e desempenho no feminino, perde a chance de se isolar como maior campeão continental e vê chegar ao fim uma sequência perfeita em finais. A tendência é que a diretoria analise reforços e ajustes de elenco para tentar retomar a dianteira já na próxima edição.

Além da rivalidade direta entre os dois clubes, o resultado mexe com o restante do continente. Boca Juniors, Peñarol, Santos e outras equipes tradicionais ganham um novo argumento para investir mais nas suas equipes femininas: o torneio mostra-se aberto, competitivo e capaz de produzir finais de alto nível e grande repercussão.

A final com oito gols no tempo normal e definição nos pênaltis ajuda a impulsionar a visibilidade da modalidade. O jogo reforça a percepção de que o futebol feminino na América do Sul vive um momento de evolução técnica e emocional, capaz de mobilizar torcidas, mídia e mercado em torno das jogadoras e dos clubes.

Nos próximos meses, Cruzeiro e Corinthians voltam a campo carregando o peso e a oportunidade desse novo cenário: um como campeão continental estreante, outro como potência desafiada, tentando responder em campo à quebra de sua escrita perfeita em decisões.