Transparência — parte do conteúdo deste portal é produzida por inteligência artificial (WireDesk) e pode conter imprecisões; confira temas sensíveis em fontes oficiais. Política editorial →
powered by WireDesk ao vivo
Mercados
S&P 5007.819▲ 0,58%Nasdaq27.600▲ 0,45%Dow Jones51.521▲ 0,49%Ibovespa205.835▼ 0,52%FTSE 10010.542▲ 0,42%DAX25.449▲ 0,77%Nikkei70.074▼ 0,86%S&P 5007.819▲ 0,58%Nasdaq27.600▲ 0,45%Dow Jones51.521▲ 0,49%Ibovespa205.835▼ 0,52%FTSE 10010.542▲ 0,42%DAX25.449▲ 0,77%Nikkei70.074▼ 0,86%
Mundo

Datafolha acirra disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula em 2026

Primeira pesquisa Datafolha do 2º turno entre Flávio Bolsonaro e Lula, divulgada em 8 de outubro, expõe corrida apertada e disputa pelos 7,79% da terceira via.

06/10/2026 22:56 7 min de leitura
Transparência Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e pode conter imprecisões. Confira temas sensíveis em fontes oficiais. Política editorial →

Eleições 2026

Pesquisa Datafolha revela empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula na corrida presidencial.

A primeira pesquisa Datafolha do segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), divulgada nesta quinta-feira (8), confirma uma disputa embolada a 17 dias da votação de 25 de outubro. O levantamento, feito entre 6 e 8 de outubro, também joga luz sobre o destino dos 7,79% de votos da chamada terceira via, hoje alvo central das duas campanhas.

Corrida apertada e disputa pelo espólio da terceira via

A nova pesquisa chega após um primeiro turno decidido no limite. No domingo (4), Flávio soma 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, no resultado mais apertado desde 1989. O Datafolha entrevista 2.520 eleitores em todas as regiões do país, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O estudo é registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-02949/2026.

O foco imediato recai sobre o pequeno, mas decisivo, contingente de eleitores de fora da polarização. Somados, Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e os demais presidenciáveis fora do eixo PT-PL conquistam 7,79% dos votos válidos. É o pior desempenho da terceira via em 20 anos e, ao mesmo tempo, o fiel da balança nesta reta final.

Os movimentos pós-urna ajudam a explicar por que esse grupo pesa mais para um lado. Candidatos de perfil liberal e à direita se alinham a Flávio Bolsonaro, enquanto nomes de centro e centro-esquerda evitam se comprometer com Lula, o que reduz o potencial de crescimento do petista.

Avalanches de apoios e neutralidades calculadas

Entre os ex-candidatos, Romeu Zema assume a linha de frente do bolsonarismo ampliado. Derrotado com 0,27% dos votos válidos, o nome do Novo grava vídeo em que entra de vez na campanha do senador. “Não vou me omitir, nem ficar em cima do muro nesse momento tão importante. Voto contra o PT, voto no Flávio Bolsonaro. O Brasil não aguenta mais quatro anos de Lula”, afirma.

Ronaldo Caiado, que obtém 2,18% no primeiro turno, faz movimento semelhante em Goiânia, ao lado de Flávio. Ele resume sua trajetória de oposição ao petismo em uma frase que ecoa na direita tradicional. “Eu estou aqui para fazer o que é a coerência da minha vida, que é poder derrotar o PT em uma eleição. Tem 40 anos que faço isso”, diz o candidato do PSD.

O bolsonarismo ainda conta com o reforço institucional do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), peça-chave numa disputa em que o maior colégio eleitoral do país segue dividido. A campanha de Flávio prepara agendas conjuntas para expandir a vantagem paulista e explorar o desgaste do governo Lula entre eleitores de renda média e alta, especialmente nos grandes centros urbanos.

No outro campo, Lula enfrenta um tabuleiro menos favorável. Augusto Cury, que atinge 2,89% dos votos válidos, evita declarar voto. O escritor, conhecido por sua atuação no mercado editorial e entre evangélicos, adota discurso mais abstrato. “Torço para aqueles que foram para o segundo turno possam ser responsáveis fiscalmente. Possam amar o Brasil e possam aproveitar os meus projetos”, afirma, sem mencionar nomes.

Renan Santos, com 2,24%, também recusa alinhamento com o PT. Em vídeo publicado após a votação, o presidenciável do Missão lava as mãos. “Façam o que vocês quiserem. Não vou pedir para votarem nulo nem em fulano, porque não faz diferença. Essa eleição é do Flávio Bolsonaro”, diz, numa frase que, na prática, legitima o favoritismo bolsonarista entre seus eleitores.

Candidatos de partidos menores, como Samara Martins (UP), Hertz Dias (PSTU), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Rui Costa Pimenta (PCB) e Wilson Grassi (Democrata, todos somados com menos de 0,5% dos votos válidos), ainda não alteram o quadro geral. Falta a Lula uma declaração robusta de apoio, como as de Ciro Gomes ou Simone Tebet em disputas anteriores.

Lula isolado à esquerda e o cálculo do mercado

A cientista política Cila Schulman, CEO do grupo Ideia, resume o desafio petista neste segundo turno. “O mercado de votos para o Lula é muito restrito, porque ele está sozinho no campo da esquerda, então ele não tem como abarcar votos de um Ciro, de uma Simone ou de uma Marina como ele teve em outras eleições”, avalia.

A frase aponta para um cenário diferente de 2022, quando a frente ampla contra o bolsonarismo se estrutura com apoio de setores do centro, de ex-tucanos e de parte do empresariado. Em 2026, o presidente tenta a reeleição sem esse guarda-chuva. O PT dispõe de sua base histórica no Nordeste e do vice, Geraldo Alckmin, para dialogar com eleitores moderados, mas encontra resistência em parte da elite econômica.

Setores do mercado financeiro e grandes empresários, que priorizam estabilidade fiscal e previsibilidade, sinalizam simpatia a Flávio Bolsonaro. O alinhamento com Tarcísio e com governadores como Caiado sugere, a esses grupos, uma possível coalizão liberal-conservadora mais coesa no Congresso, com agenda pró-reformas e contenção de gastos.

Lula, por sua vez, tenta convencer o centro de que oferece segurança institucional, programas sociais previsíveis e capacidade de negociação com o Legislativo. O isolamento partidário, porém, limita a imagem de consenso que o ajudou em disputas anteriores.

Campanhas ajustam rota para reta final de outubro

Os dados do Datafolha funcionam como bússola para as duas campanhas, mas não como sentença. O próprio instituto ressalta que pesquisas medem o humor do eleitor no momento da coleta, sem prever o resultado final. Com a votação marcada para 25 de outubro, o calendário é curto, porém suficiente para movimentos de última hora, deslizes públicos e novas declarações de apoio.

Na prática, Flávio Bolsonaro entra nesta fase com uma vantagem política: concentra a maior parte dos apoios explícitos da terceira via e conversa com o eleitorado empresarial e conservador. A estratégia bolsonarista mira consolidar a liderança no Sudeste, reduzir distância no Nordeste e manter a pauta econômica e de costumes no centro do debate.

Lula aposta na força do voto fiel e na expansão no Nordeste, onde ainda é o principal cabo eleitoral local, além de intensificar o uso de Alckmin e de governadores aliados em palanques regionais. A ausência de um pacto público com outros presidenciáveis de centro pressiona o PT a buscar, caso a caso, o voto útil contra uma eventual volta da direita ao Planalto.

A sequência de pesquisas até a véspera da eleição, somada ao impacto da cobertura diária na TV e nas redes sociais, deve calibrar decisões de indecisos e de eleitores que votaram em candidatos derrotados. O comportamento desse contingente, hoje em torno de 7,79% dos votos válidos, tende a definir se o país seguirá com Lula ou abrirá espaço para o primeiro governo Flávio Bolsonaro.

Restam pouco mais de duas semanas para que esse grupo seja convencido. Até lá, novas sondagens e declarações públicas de apoio podem redesenhar margens apertadas e indicar se a polarização de 2026 vai repetir o roteiro recente ou inaugurar um novo ciclo político em Brasília.

O que é a pesquisa Datafolha divulgada em 8 de outubro?

É um levantamento de intenção de voto para o segundo turno presidencial entre Flávio Bolsonaro e Lula, feito com 2.520 eleitores entre 6 e 8 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Os votos da terceira via tendem a favorecer quem?

Os apoios explícitos de Romeu Zema e Ronaldo Caiado, somados ao discurso de Renan Santos, indicam maior tendência de migração para Flávio Bolsonaro, segundo analistas.

Por que Lula tem mais dificuldade para crescer no segundo turno?

Ele está isolado no campo da esquerda e não conta, desta vez, com apoios formais de candidatos de centro, o que restringe seu mercado potencial de votos.


Mundo
Publicidadeinarticle
Leia também