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Economia

Embraer brasileira alcança US$ 35,7 bi em pedidos no 3º tri 2026

Embraer fecha 3º trimestre de 2026 com carteira recorde de US$ 35,7 bilhões, alta de 14% em um ano, puxada por aviões comerciais, executivos e defesa, e anima analistas.

Embraer brasileira alcança US$ 35,7 bi em pedidos no 3º tri 2026

Economia

Embraer registra crescimento de 14% em pedidos no terceiro trimestre, impulsionada por segmentos comerciais, executivos e defesa.

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A Embraer, empresa brasileira líder na fabricação de aviões, fechou o terceiro trimestre de 2026 com uma carteira de pedidos recorde de US$ 35,7 bilhões, alta de 14% em um ano e de 3% em relação ao trimestre anterior, sustentada por crescimento em todos os segmentos e novos contratos de defesa, como a venda do cargueiro KC-390 Millennium para a Força Aérea Colombiana.

Qual o valor recorde da carteira de pedidos da Embraer no 3º trimestre?

O valor recorde é de US$ 35,7 bilhões no terceiro trimestre de 2026. Esse montante consolida o oitavo trimestre seguido de máxima histórica para o “backlog” da Embraer e amplia a visibilidade de receitas da fabricante brasileira até o fim da década, segundo casas de análise.

Desse total, a Aviação Comercial segue como o maior negócio da companhia, com US$ 15,8 bilhões em pedidos, avanço de 4% na comparação anual, impulsionado por encomendas firmes de grupos como Abra, Binter, Luxair e ANA Holdings. A Aviação Executiva também bateu recorde, com US$ 8,2 bilhões em carteira, crescimento de 12% em um ano, apoiada na certificação do novo jato Phenom 300EV em Brasil, Estados Unidos e Europa.

Em Defesa e Segurança, os pedidos somam US$ 6,1 bilhões, alta de 56% em doze meses, puxados especialmente pelo contrato de duas aeronaves KC-390 Millennium para a Força Aérea Colombiana. Já a unidade de Serviços e Suporte atingiu US$ 5,6 bilhões, também em nível recorde, com aumento de 14% e reforço de contratos de longo prazo em todos os segmentos.

Resultados por segmento e entregas no trimestre

No trimestre, a Embraer entregou 66 aeronaves, 6% acima do volume de um ano antes. Foram 41 jatos para aviação comercial, 22 para aviação executiva e 3 aeronaves de defesa. O aumento das entregas ajuda a diluir custos, melhora a eficiência operacional e reduz a tradicional concentração de embarques no fim do ano.

A Aviação Comercial segue sendo o motor de escala da Embraer é brasileira, combinando a demanda de companhias aéreas regionais e de grupos globais que buscam eficiência de frota. Na aviação executiva, o avanço da carteira de pedidos reflete o apetite do mercado premium por jatos leves e médios, área em que o Phenom 300EV passa a ser um trunfo adicional. Em Defesa e Segurança, o KC-390 vem se firmando como plataforma estratégica para forças aéreas que buscam substituir cargueiros de gerações anteriores.

Na unidade de Serviços e Suporte, a expansão da carteira a US$ 5,6 bilhões reforça a aposta em manutenção, peças, modernização e contratos de suporte de longo prazo. Esse tipo de receita é considerado mais previsível e ajuda a suavizar ciclos de mercado, fortalecendo o caixa e o planejamento de produção da Embraer empresa.

Entenda o contexto

A relação entre pedidos recebidos e entregas realizadas, conhecida como book-to-bill, ficou acima de 1 vez em todos os segmentos nos últimos 12 meses. Analistas do JPMorgan afirmam que “o avanço na carteira de pedidos foi impulsionado principalmente pelos segmentos de Aviação Comercial e Aviação Executiva, ambos com crescimento de 5% ante o segundo trimestre. Já Defesa e Segurança apresentou a maior expansão anual, de 56%”.

Os mesmos analistas destacam que todos os negócios registraram “a relação entre pedidos recebidos e entregas realizadas (book-to-bill) superior a 1 vez, sinalizando a continuidade do crescimento nos próximos anos”. Na leitura da XP Investimentos, “a Embraer apresentou resultados operacionais positivos no 3T26, garantindo visibilidade de receita até o final da década”.

Levantamento do Bradesco BBI mostra que a relação entre pedidos e faturamento nos últimos 12 meses está em 1,2 vez na Aviação Comercial, 1,4 vez na Aviação Executiva, 2,9 vezes em Defesa e Segurança e 1,3 vez em Serviços e Suporte. Para o banco, “a relação entre pedidos e faturamento permaneceu elevada em todos os segmentos nos últimos 12 meses” e “a empresa deve continuar apresentando um forte ritmo de pedidos, impulsionado por potenciais novas encomendas de aeronaves comerciais e de defesa, bem como por uma maior expansão de margem no futuro”.

Esse quadro coloca a Embraer aviões em posição competitiva diante de rivais globais. A empresa negocia a 0,34 vez o valor da firma sobre a carteira de pedidos (EV/Backlog), abaixo da média registrada no ano, e a 8,5 vezes o múltiplo EV/Ebitda estimado para 2027, patamar considerado descontado frente a grandes fabricantes internacionais.

Quais são as perspectivas para a Embraer após o recorde de pedidos no 3º trimestre?

As perspectivas são de continuidade do crescimento, com forte base de pedidos e potencial de novas encomendas, especialmente em defesa e aviação comercial. Analistas de grandes casas reiteraram recomendação de compra para os recibos de ações da fabricante negociados no exterior, vendo espaço para valorização das ações da Embraer brasil diante da combinação de carteira robusta, margens em expansão e múltiplos ainda abaixo de concorrentes.

O JPMorgan manteve recomendação positiva e preço-alvo de US$ 104 por ADR, destacando que a Embraer é brasileira e acumula oito trimestres seguidos de recorde de backlog. A XP reforçou a visão de que a carteira elevada funciona como proteção contra choques de curto prazo e dá segurança para o crescimento do lucro nos próximos anos. Já o Bradesco BBI reiterou preço-alvo de US$ 99 por ADR e visão “construtiva” sobre a empresa.

No segmento militar, a expectativa é de novas campanhas internacionais do KC-390, inclusive em países europeus como Eslováquia e Lituânia, cujas encomendas ainda não foram integralmente incorporadas à carteira divulgada. Se confirmados, esses contratos podem elevar ainda mais o volume de pedidos em Defesa e Segurança.

Na Aviação Comercial, o foco é o mercado de jatos regionais eficientes em consumo de combustível, em um ambiente em que companhias aéreas ajustam frotas para rotas de média distância e buscam redução de custo por assento. A presença de clientes como Abra Group, Binter, Luxair e ANA reforça a capilaridade global da Embraer empresa e abre espaço para vendas adicionais de aviões e pacotes de serviços.

Em serviços e suporte, a estratégia passa por ampliar contratos de longo prazo com operadores civis e militares, garantindo fluxo estável de caixa. A combinação de backlog recorde, aumento de entregas e diversificação entre comercial, executivo e defesa reduz a dependência de um único mercado e ajuda a blindar a Embraer contra ciclos econômicos mais fracos.

Analistas veem ainda espaço para novos projetos e parcerias tecnológicas, incluindo aeronaves mais eficientes e soluções de mobilidade aérea, impulsionados pela posição consolidada da Embraer como uma das principais fabricantes globais de aviões regionais e executivos.