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Fernanda Rodrigues e filhos criam fazenda verde com café orgânico

Atriz Fernanda Rodrigues recupera fazenda abandonada em Paty do Alferes (RJ), cria refúgio para a família e aposta em café orgânico com mais de 120 mil árvores nativas.

03/09/2026 12:01 7 min de leitura
Fernanda Rodrigues e filhos criam fazenda verde com café orgânico
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Atriz transforma propriedade rural em um projeto sustentável com café orgânico e preservação ambiental no RJ.

Aos 46 anos, Fernanda Rodrigues assume um novo papel longe dos estúdios: o de produtora rural à frente de uma fazenda de café orgânico no interior do Rio. Em sociedade com o marido, o diretor e ator Raoni Carneiro, e outros sócios, a atriz transforma uma propriedade abandonada em projeto agrícola e ambiental de longo prazo.

A Fazenda Nosso Vilarejo, em Avelar, distrito de Paty do Alferes, cerca de 3h30 da capital fluminense, deixa de ser um terreno inativo e passa a abrigar lavouras de café em sistema agroflorestal, recuperação de nascentes e áreas degradadas, além de um refúgio de convivência para a família.

Fazenda renasce como lavoura orgânica e refúgio da família

A área total soma 180 hectares. Parte desse espaço já produziu café no passado, mas ficou esquecida até o grupo liderado por Fernanda decidir reformar a estrutura e retomar a vocação agrícola da terra. A ideia inicial era simples: um lugar de descanso e encontros familiares, afastado da rotina intensa de gravações.

O plano ganha outros contornos quando o casal se aproxima da realidade local e enxerga na fazenda a chance de conciliar qualidade de vida com produção sustentável. A mudança de rota vem em um momento em que Fernanda, diagnosticada com câncer de pele há dois anos, revisa prioridades pessoais e profissionais e se afasta das novelas para cuidar da saúde e da família.

O imóvel, batizado de Fazenda Nosso Vilarejo, passa por reformas estruturais para receber tanto a produção rural quanto a família. Casas, galpões e acessos são adaptados para que o espaço funcione como empreendimento agrícola, sem perder o clima de casa de campo. “Fernanda, Raoni e os filhos costumam frequentar o local em períodos de folga”, informa o projeto.

Agrofloresta, 120 mil árvores nativas e proteção de nascentes

O coração econômico do empreendimento é o café. Cerca de 40 hectares da fazenda já estão ocupados por cafezais em sistema de agrofloresta, modelo que mistura plantas de café, árvores nativas e espécies frutíferas na mesma área. A lógica é replicar o comportamento de uma floresta, com diferentes alturas e tipos de vegetação, para garantir sombra, umidade e equilíbrio do solo.

De acordo com a descrição oficial, “a produção é orgânica e não utiliza defensivos químicos”. Em vez de agrotóxicos, o manejo aposta em diversidade de espécies e cuidado manual para controlar pragas e fortalecer o sistema produtivo. O objetivo é evitar qualquer risco de contaminação dos recursos hídricos e da vegetação.

O projeto vai além do café. Mais de 120 mil árvores nativas já foram plantadas para recuperar encostas degradadas, recompor a mata em torno de cursos d’água e criar corredores de biodiversidade. O trabalho se concentra especialmente na proteção das nascentes que cortam a propriedade, vitais para a região rural de Avelar.

A recomposição da vegetação ajuda a conter erosão, melhorar a infiltração da água da chuva e estabilizar o microclima. A médio prazo, o impacto tende a aparecer na qualidade dos riachos, na fertilidade do solo e na presença de animais silvestres, que encontram abrigo e alimento na nova floresta em formação.

Educação ambiental para os filhos e recado ao agronegócio

O dia a dia na fazenda se torna parte da rotina familiar. Nos períodos de folga, os filhos acompanham o cultivo, observam a colheita do café e o crescimento das mudas nativas. A vivência prática funciona como aula de educação ambiental ao ar livre, com contato direto com o ciclo da água, o tempo da terra e o manejo sem veneno.

Em um setor ainda dominado por modelos intensivos, a empreitada de Fernanda e Raoni aponta para outra direção. Ao provar que é possível recuperar uma área degradada com mais de 120 mil árvores nativas e, ao mesmo tempo, produzir café de forma orgânica, o projeto contrasta com a lógica de monoculturas dependentes de químicos.

A experiência em Avelar ajuda a colocar a pauta da agricultura sustentável no radar de um público acostumado a ver Fernanda em novelas, programas de TV e redes sociais. A atriz, conhecida de gerações desde os tempos de produções como “Malhação”, passa a ocupar espaço também como empreendedora rural, alinhando saúde, qualidade de vida e preservação ambiental.

O entorno também sente os efeitos. A valorização do café orgânico e da agrofloresta pode inspirar pequenos produtores da região a testar manejos mais diversos, abrir espaço para parcerias técnicas e, no futuro, fortalecer um circuito local de produtos sustentáveis com selo ambiental.

Nova fase da carreira e próximos passos da Fazenda Nosso Vilarejo

Longe das novelas desde o fim recente de sua última trama, Fernanda dedica energia ao amadurecimento do negócio rural. “Aos 46 anos, Fernanda Rodrigues transformou uma fazenda abandonada em sociedade com o marido”, registram os materiais do projeto, que destacam também o papel de Raoni na condução das decisões do dia a dia.

O grupo agora foca em consolidar a produção, melhorar a infraestrutura de beneficiamento do café e avançar na recuperação ambiental. A meta é fazer da Fazenda Nosso Vilarejo um caso de sucesso em café orgânico e reflorestamento, mantendo o caráter de refúgio familiar. A possibilidade de atrair outros famosos interessados em iniciativas verdes cresce à medida que o empreendimento ganha visibilidade.

O próximo ciclo inclui o acompanhamento do desempenho dos 40 hectares de cafezais, a manutenção das áreas reflorestadas e a eventual abertura de novas frentes de produção agroflorestal. Se o plano se confirma, a fazenda de Avelar pode se consolidar como laboratório vivo de como unir negócio, saúde e ambiente. A trajetória de Fernanda nessa nova frente ainda está em curso, e deve seguir sob o olhar atento do público que agora a vê também como guardiã de um pedaço da Mata Atlântica.

O que aconteceu com a atriz Fernanda Rodrigues em relação à fazenda no RJ?

Fernanda Rodrigues comprou uma fazenda de 180 hectares em Avelar, distrito de Paty do Alferes (RJ), e a transformou, em sociedade com o marido e outros sócios, em um negócio de café orgânico com sistema agroflorestal, reflorestamento de mais de 120 mil árvores nativas e refúgio de convivência para a família.

Quem é o marido de Fernanda Rodrigues e qual o papel dele na fazenda?

O marido de Fernanda Rodrigues é o diretor e ator Raoni Carneiro, que atua como sócio da Fazenda Nosso Vilarejo e participa das decisões sobre a recuperação da área, implantação do café em agrofloresta, plantio das mais de 120 mil árvores nativas e organização da estrutura para conciliar produção agrícola e uso familiar.

Como Fernanda Rodrigues está transformando a fazenda abandonada em negócio de café?

A transformação da fazenda abandonada em Paty do Alferes ocorre com a reforma da estrutura rural, o plantio de cerca de 40 hectares de café em sistema de agrofloresta, sem defensivos químicos, e a criação de uma área produtiva integrada a um grande reflorestamento, permitindo que o café orgânico divida espaço com árvores nativas e espécies frutíferas.

Quantos hectares tem a fazenda que Fernanda Rodrigues está recuperando?

A fazenda que Fernanda Rodrigues recupera em Avelar, distrito de Paty do Alferes (RJ), tem 180 hectares de área total, dos quais aproximadamente 40 hectares já estão ocupados por cafezais em sistema agroflorestal, enquanto o restante abriga áreas de preservação, trechos reflorestados com mais de 120 mil árvores nativas e estruturas de uso familiar.

Fernanda Rodrigues está envolvida em algum projeto de preservação ambiental na fazenda?

Fernanda Rodrigues está diretamente ligada a um projeto de preservação ambiental na Fazenda Nosso Vilarejo, que inclui o plantio de mais de 120 mil árvores nativas, a recuperação de áreas degradadas, a proteção de nascentes e a adoção de café orgânico sem defensivos químicos, combinando produção agrícola e conservação dos recursos naturais locais.

Quais são os planos de Fernanda Rodrigues para o futuro da fazenda e do negócio de café?

Os planos para o futuro da Fazenda Nosso Vilarejo envolvem consolidar a produção de café orgânico em 40 hectares de agrofloresta, manter e ampliar o reflorestamento com mais de 120 mil árvores nativas, fortalecer o espaço como refúgio para a família e abrir caminho para novas parcerias e iniciativas sustentáveis que valorizem a agricultura sem veneno na região de Paty do Alferes.


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