Filipe Luís no Monaco: veja por que pressão aumenta após empate
Técnico assume culpa por empate com o Lille, é criticado por priorizar jovens e vê Monaco cair para 4º lugar da Ligue 1, com três jogos sem vitória e clima tenso interno.

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Após empate e queda para 4º na Ligue 1, técnico enfrenta críticas por escolhas e clima tenso no Monaco.
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Filipe Luís assumiu a responsabilidade pelo empate em 1 a 1 do Monaco com o Lille, em casa, pela 8ª rodada da Ligue 1, mas saiu do estádio sob pressão crescente de dirigentes e parte do elenco, incomodados com a prioridade dada a jovens e com estrelas do time no banco mesmo em má fase da equipe.
Qual é a situação atual de Filipe Luís no Monaco?
Filipe Luís segue no comando do Monaco, mas trabalha sob forte cobrança após três jogos sem vitória no Campeonato Francês e queda para a 4ª colocação, com 15 pontos, dois a menos que o líder PSG. O momento é de desgaste interno, principalmente por causa das escolhas de escalação e do uso do elenco.
O brasileiro começou bem a temporada, chegou a liderar a Ligue 1 e mantém 100% de aproveitamento na Liga Conferência, onde o time ocupa a sexta posição geral da competição continental. No torneio nacional, porém, a sequência recente preocupa: empate em casa com o Toulouse depois de abrir dois gols, derrota fora para o Lorient em atuação considerada sem inspiração e, agora, novo tropeço diante do Lille, novamente no estádio do Monaco.
Dentro do clube, dirigentes e jogadores mais experientes veem com reservas a insistência do técnico em preservar a estrutura defensiva e em dar minutos a promessas como Paris Brunner, mesmo com atletas consagrados e caros começando no banco. O elenco de suplentes utilizado no empate com o Lille é avaliado em cerca de 75 milhões de euros, cifra que alimenta a discussão sobre o aproveitamento dos recursos do clube.
O próximo confronto pela Ligue 1, contra o Paris FC, adversário direto na parte de cima da tabela, é tratado como um teste imediato para o trabalho do treinador. Um novo tropeço pode intensificar a pressão por mudanças, seja na comissão técnica, seja na estratégia adotada.
Por que Filipe Luís recebeu críticas no Monaco após o último jogo?
As críticas se concentram nas escolhas táticas de Filipe Luís no 1 a 1 com o Lille, especialmente na demora para lançar Folarin Balogun, artilheiro do time na temporada passada com 19 gols, e na opção por começar a partida com apenas um atacante, preservando a estrutura defensiva mesmo jogando em casa.
Na coletiva, o técnico admitiu que errou na forma como montou o time e descreveu um primeiro tempo desorganizado ofensivamente. “Nosso primeiro tempo não foi bom e não encontramos nosso ritmo. Defensivamente, estivemos bem, mas nosso ataque foi muito caótico, muito confuso, e depois de sofrer o gol, senti um pouco de desespero, mesmo faltando ainda 70 minutos para o fim da partida”, afirmou. “É uma pena perder dois pontos em casa; é uma sensação muito desagradável, mas assumo total responsabilidade pelo que aconteceu em campo.”
Questionado diretamente sobre Balogun, que entrou apenas no segundo tempo, Filipe Luís justificou com a preparação física e a tentativa de preservar o equilíbrio coletivo. “É obviamente uma situação complicada para ele, porque ele espera jogar mais, mas não participou da pré-temporada. Meu primeiro pensamento é com o time e, na minha opinião, era melhor começar com apenas um atacante”, disse o treinador.
Ele explicou ainda a escolha por Matthis Abline e Paris Brunner, dois jovens que têm ganhado espaço. “Depois, coloquei o Matthis (Abline) porque ele tem um bom entrosamento com o Paris; eles já jogam juntos desde o início da temporada, assim como durante a pré-temporada. Com três atacantes, talvez tivéssemos sido mais ofensivos, mas tentei manter a estrutura correta. Talvez eu o tenha colocado tarde demais no jogo, é verdade. O Balo continua sendo um jogador muito importante, tenho muito respeito pelo que ele conquistou no clube”, completou.
Internamente, a leitura é de que o técnico vem “sacrificando” minutos de jogadores vistos como craques do elenco — casos de Balogun, do próprio Abline e de Mika Biereth — para abrir espaço a talentos ainda em formação, como o alemão Paris Brunner, utilizado com frequência desde o início da temporada. A imprensa francesa reforçou esse diagnóstico e destacou o contraste entre o investimento no elenco e o futebol pouco produtivo apresentado recentemente.
Entenda o contexto
O dilema de Filipe Luís no Monaco passa pelo choque entre um projeto de médio prazo, focado em potencializar jovens, e a pressão por resultados imediatos na Ligue 1. O time tem uma das vagas na parte de cima da tabela e ainda briga pelo título, mas os três jogos sem vitória esfriaram o embalo e alimentaram dúvidas sobre o caminho escolhido pelo treinador.
Na prática, a opção por uma estrutura defensiva mais sólida, com ataque menos agressivo, trouxe consistência atrás, mas reduziu o volume ofensivo — o próprio técnico reconheceu o ataque “caótico” e “confuso” contra o Lille. Ao mesmo tempo, a insatisfação de jogadores importantes que perdem espaço e o incômodo da diretoria com um banco milionário subutilizado criam um ambiente de tensão no vestiário.
Enquanto o desempenho na Liga Conferência serve como alívio temporário e vitrine para os jovens, o termômetro real para o futuro de Filipe Luís no clube será a campanha na Ligue 1. A partida contra o Paris FC, no fim de semana, ganha peso de jogo-chave para estancar a crise em casa e reduzir o barulho em torno de uma possível mudança de rumo no banco do Monaco.
Filipe Luís foi demitido do Monaco ou do Flamengo recentemente?
Filipe Luís não foi demitido nem do Monaco nem do Flamengo recentemente; ele deixou o clube brasileiro antes de assumir o time francês e, neste momento, permanece no comando do Monaco apesar da pressão pelos resultados.
A presença dele na Ligue 1 responde também à busca de muitos torcedores por “Filipe Luís onde está” e “Filipe Luís saiu do Flamengo”: o ex-lateral, ídolo rubro-negro, vive agora sua primeira experiência como técnico principal no futebol europeu. As críticas atuais e a sequência recente sem vitórias colocam seu trabalho em xeque, mas, por ora, o treinador segue à frente do projeto esportivo do clube do Principado.
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