Flávio Bolsonaro usou imóvel de Zettel na campanha
Flávio Bolsonaro utilizou um apartamento na Vila Nova Conceição, São Paulo, para encontros e gravações durante a campanha presidencial de agosto.
Uso estratégico do imóvel
O edifício l’Adresse, situado em uma das áreas mais nobres de São Paulo, foi transformado em centro de operações por Flávio Bolsonaro. Durante a primeira quinzena de agosto de 2026, o candidato à Presidência usou o espaço para gravar vídeos de campanha, definir estratégias com sua equipe e promover reuniões políticas de alto nível.
O local, um apartamento de 158,87 metros quadrados, havia sido palco de uma transação imobiliária controversa: adquirido por Fabiano Zettel em 2025 e posteriormente vendido a Willer Tomaz, advogado com ligações estreitas com a família Bolsonaro.
Impacto e dúvidas sobre a legalidade
O uso do imóvel, envolto em uma venda judicialmente questionada, reacende debates sobre a legalidade das operações e a conduta ética de Flávio Bolsonaro. A venda do apartamento, realizada mesmo após o bloqueio dos bens de Zettel e sua prisão, levanta suspeitas. Moradores do condomínio relataram incômodo pela segurança exacerbada durante a estadia de Flávio e expressaram insatisfação com a falta de transparência na administração do prédio.
A relação de Willer Tomaz com personagens investigados por fraudes, e sua convivência frequente com Flávio, adiciona camadas de ambiguidade à narrativa. Tomaz e o candidato alegam não ter vínculo comercial, embora os fatos contradigam essa afirmação.
Próximos passos e consequências
O episódio intensifica a pressão sobre Flávio Bolsonaro para esclarecer suas ações e alianças. Sob o olhar atento da opinião pública, a campanha presidencial enfrenta questionamentos crescentes sobre a origem dos recursos e a integridade dos processos de financiamento. O cenário desafia Flávio a revalidar sua estratégia política, visando reconquistar a confiança dos eleitores.
Enquanto isso, o desenrolar das investigações e o impacto das revelações prosseguem no radar político, ecoando por todo o espectro do debate sobre corrupção e transparência nas campanhas eleitorais brasileiras.


