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Gkay revela bicos por R$30 antes da fama e rebate críticas

Em stories no Instagram, Gkay negou ter tido privilégios, contou que já trabalhou com carteira assinada, fez bicos por R$ 30, vendeu cachorro-quente e produtos nas ruas antes da fama.

Gkay revela bicos por R$30 antes da fama e rebate críticas

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Gkay compartilha detalhes de sua trajetória antes da fama e responde às críticas sobre privilégios.

Leia também: Fran Almeida expõe mágoa de Faustão; filho ostenta relógio de R$ 220 mil

Gkay rebateu críticas sobre sua trajetória profissional e estabilidade financeira ao usar os stories do Instagram nesta segunda-feira (26), negando ter tido privilégios e contando que trabalhou com carteira assinada, fez bicos e atuou no comércio de rua antes de viver da internet.

Gkay diz que já vendeu cachorro-quente e fez bicos por R$ 30

Nos vídeos, a influenciadora afirmou que as cobranças aparecem sempre que posta algo relacionado a trabalho, especialmente comentários de seguidores que sugerem que ela nunca atuou em empregos formais. Gkay contestou a ideia de que teria “vida fácil” e listou as funções que já exerceu para ter renda própria.

“Toda vez que posto um vídeo sobre trabalho, o povo fica falando ‘não sei o que de CLT’. Gente, eu já trabalhei de CLT, eu já trabalhei fazendo bico, em recepção, entregando panfleto por R$ 30! Vocês veem essa carinha cheia de plástica trabalhando com internet. Mas… vão atrás da luta da bicha. Até cachorro-quente eu já vendi”, disse a produtora de conteúdo.

Ela também lembrou o período em que trabalhou no comércio popular de rua, vendendo produtos em esquinas movimentadas de centro de cidade e chamando clientes na passagem.

“Não tem aquele povo que fica na esquina do centro assim: ‘chip da TIM! Chip da TIM por R$ 10!’. Pois, pronto, já foi a ‘Gica’ ali”, contou a influenciadora, ao comparar a própria rotina antiga com a de vendedores ambulantes.

Influenciadora relata que ia a pé por falta de dinheiro para ônibus

Parte das críticas recebidas por Gkay questiona se ela conheceria “na prática” a realidade de quem depende de transporte público e de trabalhos informais. Nos stories, a influenciadora disse que enfrentou dificuldades financeiras que a impediam até de pagar a passagem de ônibus.

“Tem gente que ainda bota assim: ‘a gatinha não sabe o que é pegar um ônibus’. Minha gente, quando eu não sabia o que era pegar um ônibus é porque nem dinheiro para o ônibus eu tinha. Eu tinha que ir à pé. Então não venha pra cima de mim!”, afirmou.

Ao rebater pedidos para publicar fotos desse período, ela explicou que a falta de dinheiro atingia até itens básicos, como um celular. “’Ah Gkay, posta foto dessa época’. Vocês acham que eu tinha celular para registrar? Nem o dinheiro do ônibus eu tinha… Imagine o celular”, declarou.

Entenda o contexto

A fala de Gkay mira críticas recorrentes de internautas que associam o sucesso de influenciadores digitais a privilégios e questionam a legitimidade do trabalho na internet. Ao resgatar a própria trajetória em empregos formais, bicos, venda de cachorro-quente e comércio de rua, ela tenta reforçar uma imagem de esforço e superação antes da fama.

O desabafo expõe a realidade de parte dos trabalhadores informais e ambulantes, que dependem de múltiplas fontes de renda em contextos de instabilidade econômica. No caso de Gkay, a narrativa também funciona como resposta a quem desvaloriza o trabalho digital, ao mostrar que a carreira na internet veio depois de anos de atividades de baixa remuneração e pouca proteção social.

Nas redes, a tendência é que as reações se dividam entre seguidores que se identificam com as dificuldades relatadas e passam a enxergar a influenciadora com mais empatia, e críticos que mantêm o ceticismo em relação ao discurso de superação. A exposição pode ainda incentivar outros criadores de conteúdo a revisitar e tornar públicas suas histórias de trabalho fora da internet.