Grêmio empata com Atlético-MG e avança à final da Copa do Brasil
Grêmio empata por 1 a 1 com o Atlético-MG na Arena MRV, confirma a vaga na final da Copa do Brasil em sua 10ª decisão e segue em busca do hexa e de vaga na Libertadores.

Copa do Brasil
Grêmio garante vaga na final após empate com Atlético-MG e segue na luta pelo título e pela Libertadores.
Com atuação segura sob pressão em Belo Horizonte, o Grêmio empatou por 1 a 1 com o Atlético-MG na Arena MRV, na noite deste sábado (7), e confirmou a classificação para a final da Copa do Brasil, sustentando a vantagem de 2 a 0 construída no jogo de ida em Porto Alegre.
Grêmio segura pressão e faz valer vantagem
Empurrado pela torcida, o Atlético-MG começou em ritmo intenso, ocupando o campo de ataque e criando ao menos três chances claras antes de abrir o placar. Weverton apareceu bem duas vezes, e Bernard desperdiçou outra oportunidade frente a frente com o goleiro gremista.
Aos 25 minutos do primeiro tempo, Renan Lodi coroou o domínio atleticano com um golaço, acertando o canto após receber em boa condição pela esquerda. O 1 a 0 parecia reacender a confiança mineira na virada do confronto.
O Grêmio, porém, não se desmontou. Mesmo com poucas escapadas ao ataque, aproveitou a chance que teve. Aos 38, Noriega cruzou na medida e encontrou Carlos Vinicius, que subiu bem e cabeceou para empatar. Foi o segundo gol do centroavante nas semifinais e o 26º dele na temporada, gol que praticamente matou a reação atleticana.
Com o 1 a 1 no intervalo, o time de Renato Portaluppi levava para o vestiário a soma de 3 a 1 no agregado, podendo jogar o restante do duelo com ainda mais cautela.
Renato muda o time e aposta na solidez
Na volta para o segundo tempo, Renato Portaluppi reforçou o meio e ajustou a estratégia defensiva. Caio Paulista e Dodi entraram nos lugares de Marlon e Enamorado, dando mais fôlego na recomposição e opção de velocidade para contra-ataques.
Mesmo mantendo a pressão, o Atlético-MG passou a mostrar ansiedade. A torcida pedia mudanças, e o técnico atleticano respondeu com as entradas de Fred e Dudu ainda antes dos 15 minutos, tentando aumentar a criatividade e a presença ofensiva.
O Grêmio seguia compacto, marcando forte e saindo em transições rápidas. Carlos Vinicius, após muita disputa física na frente, pediu para sair e deu lugar a Braithwaite, mantendo a referência no ataque.
O cenário era de ataque contra defesa, mas com prevalência dos gaúchos no quesito organização. Mesmo com mais posse, o Atlético tinha dificuldade para finalizar com perigo; aos 20 minutos da etapa final, Weverton praticamente não havia trabalhado no gol gremista.
Expulsão de Vitão derruba reação atleticana
A reta final ficou ainda mais favorável ao Grêmio. Aos 38 minutos do segundo tempo, Vitão acertou Braithwaite com o pé alto na região da cabeça em disputa de bola. O árbitro inicialmente mostrou apenas o amarelo, mas, após revisão do VAR, mudou a decisão e expulsou o zagueiro atleticano.
Com um jogador a mais e o relógio a seu favor, o Grêmio reduziu ainda mais os espaços, esfriou o jogo e administrou a posse sempre que possível. O Atlético-MG tentou insistir em cruzamentos e chutes de fora da área, mas esbarrou no bom posicionamento da defesa tricolor.
Depois do apito final, o time gaúcho celebrou no gramado a vaga na decisão. O clube chega, como se repetiu no vestiário, “com estoicismo, na décima final da Copa do Brasil, em busca do hexa”.
Entenda o contexto
A classificação deste sábado leva o Grêmio à sua 10ª final de Copa do Brasil, competição em que o clube já soma cinco troféus. O time terá a chance de conquistar o sexto título e se igualar ao Cruzeiro como maior campeão do torneio.
O adversário na decisão sairá do confronto entre Palmeiras e Vasco, que se enfrentam neste domingo. Enquanto aguarda quem enfrentará na final, o Grêmio precisa voltar as atenções ao Brasileirão, em que ainda luta contra o rebaixamento.
Conquistar a Copa do Brasil garante vaga na Libertadores, mas o clube depende de permanecer na Série A para usufruir desse direito. Internamente, a avaliação é de que a campanha na copa pode servir de combustível emocional e financeiro na reta final da temporada, reforçando a confiança do elenco e aumentando a exposição de jogadores e comissão técnica.
Do outro lado, o Atlético-MG deixa a Arena MRV sob frustração. Após dominar boa parte do confronto de volta e alimentar a expectativa de uma virada histórica, o time sai eliminado e pressionado por ajustes. A expulsão de Vitão no momento decisivo e as chances desperdiçadas devem pesar nas análises internas sobre elenco, estratégia e rumos para as próximas competições.


