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Que horas começa a votação das Eleições 2026 e ordem de votação

Brasil realiza hoje as eleições gerais de 2026, com mais de 158 milhões de eleitores no país e 918.876 no exterior. Veja horários, ordem de votação e o que muda.

04/10/2026 09:00 7 min de leitura
Que horas começa a votação das Eleições 2026 e ordem de votação
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Eleições 2026

Confira os horários e a sequência para votar nas eleições gerais com mais de 158 milhões de eleitores no Brasil e exterior.

Mais de 158 milhões de brasileiros escolhem neste domingo o presidente, governadores, senadores e deputados que comandam o país pelos próximos quatro anos. Outros 918.876 eleitores, com domicílio eleitoral em 134 países, votam apenas para presidente e vice-presidente.

No centro da disputa nacional estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta um quarto mandato, e o senador Flávio Bolsonaro (PL). A votação ocorre das 8h às 17h, no horário oficial de Brasília, em todo o território nacional.

Urnas abertas do Brasil à Nova Zelândia

No exterior, a maratona de votação começa antes mesmo da abertura das seções no Brasil. As primeiras urnas funcionam na Nova Zelândia, onde os brasileiros votam a partir das 8h no horário local, o que corresponde às 16h de sábado em Brasília. As últimas seções encerram às 21h deste domingo, em cidades do Canadá.

A Justiça Eleitoral calcula que o eleitorado brasileiro fora do país cresce 358% desde 2010, reflexo direto das ondas migratórias recentes. Hoje, 918.876 brasileiros com domicílio eleitoral no exterior representam pouco mais de 0,5% do total de eleitores. “Mulheres correspondem a 57% do eleitorado no exterior, enquanto os homens representam 43%”, informa o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entre eles, 52% são solteiros.

Esses quase 919 mil votantes concentram-se sobretudo em países com forte presença de imigrantes brasileiros, como Estados Unidos, Portugal, Reino Unido, Japão, Austrália e Canadá. Votam em embaixadas, consulados e locais credenciados, sempre com cédula eletrônica e estrutura adaptada a cada realidade.

Horário, ordem de votação e documentação

No Brasil, o horário é unificado pelo relógio de Brasília: todas as urnas funcionam das 8h às 17h, ainda que em estados com fuso diferente o relógio local marque outra hora. A orientação do TSE é que o eleitor chegue com antecedência e leve um documento oficial com foto; o título eleitoral físico ou digital ajuda a localizar a seção e agiliza o processo.

A ordem de votação é fixa e vale para todo o país. Primeiro, o eleitor digita o número do candidato ou partido para deputado federal. Em seguida, vota para senador. Depois, escolhe o governador do estado ou do Distrito Federal. Por fim, confirma o voto para presidente e vice-presidente da República. No exterior, o procedimento é mais simples: a urna exibe apenas os campos para presidente e vice.

Para evitar confusão diante de tantos números, o uso da chamada colinha eleitoral 2026 é permitido. Anotar previamente, em papel ou no celular, os números dos candidatos preferidos reduz o risco de erro, acelera a fila e diminui a chance de votos nulos. A Justiça Eleitoral apenas proíbe qualquer forma de propaganda ativa no local de votação, como distribuição de santinhos ou abordagem ostensiva a outros eleitores.

Tensão política, logística pesada

O clima político reforça a atenção sobre esta eleição. A polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro domina a corrida presidencial e mobiliza militâncias em todo o país. Ao mesmo tempo, candidaturas a governos estaduais, Senado e Câmara dos Deputados reconfiguram o mapa de poder regional e federal pelos próximos quatro anos.

Enquanto milhões circulam entre escolas e zonas eleitorais, a engrenagem da Justiça Eleitoral opera em regime máximo. São milhares de servidores, mesários, técnicos de informática, militares e policiais mobilizados para garantir segurança, transporte de urnas, energia e conexão em pontos remotos. Em grandes cidades, esquemas especiais de trânsito tentam evitar congestionamentos nas imediações das seções.

O presidente do TSE, após votar em Brasília, afirma que o sistema funciona dentro da normalidade. “Os mínimos incidentes que ocorreram foram contornados até ontem”, diz, em referência a falhas pontuais de logística e registros isolados de ocorrências policiais. A avaliação da cúpula do tribunal é que o pleito transcorre com segurança e previsibilidade, condição vista como essencial para a confiança no resultado.

Quem vota, quem justifica, quem fica de fora

No Brasil, o voto é obrigatório para eleitores entre 18 e 70 anos e facultativo para jovens de 16 e 17 anos e pessoas acima de 70. Quem está em dia com a Justiça Eleitoral, mas não pode comparecer hoje, precisa apresentar justificativa para evitar pendências que podem resultar em multa, impedimento para obter passaporte, assumir cargos públicos ou inscrever-se em concursos.

A justificativa pode ser feita presencialmente, em qualquer seção ou posto de atendimento, ou por meio eletrônico, nos canais oficiais, com prazo e regras definidos pelo TSE. Brasileiros que vivem fora do país e não transferiram o título também precisam justificar, ainda que não constem entre os 918.876 eleitores com domicílio formal no exterior.

Na prática, a exigência de justificar funciona como um lembrete institucional da importância do voto. A Justiça Eleitoral aposta que a combinação de informação, facilidade de acesso e sanções moderadas ajuda a reduzir o número de abstenções. Ao mesmo tempo, especialistas cobram melhorias de comunicação, sobretudo com jovens e comunidades brasileiras em regiões mais isoladas.

Exterior ganha peso, mas Brasil decide

Mesmo ainda proporcionalmente pequeno, o eleitorado no exterior ganha visibilidade nesta disputa. Em alguns países, filas se formam diante de consulados e escolas horas antes da abertura dos portões. A composição mais jovem e feminina desse grupo, somada ao aumento de 358% em pouco mais de uma década, desperta o interesse das campanhas.

Apesar disso, os votos depositados fora do território nacional seguem numericamente modestos perto dos mais de 158 milhões de eleitores em solo brasileiro. A contagem oficial incorpora o resultado dessas seções, mas a tendência é que o Brasil continental concentre, como sempre, o peso decisivo na definição do próximo presidente.

O TSE reforça em comunicados que “mais de 158 milhões de brasileiros vão às urnas neste domingo para decidir os rumos do país”. A frase resume a dimensão do que está em jogo: a escolha do comando do Executivo federal, dos 26 governos estaduais e do Distrito Federal, de 27 senadores e de toda a Câmara dos Deputados e assembleias legislativas.

À medida que as urnas fecham, a expectativa se volta para a apuração eletrônica, que costuma avançar rapidamente nas primeiras horas da noite. O país entra então em um breve intervalo de suspense, até que números consolidados mostrem se a eleição presidencial termina hoje ou se a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro segue para um segundo turno, com nova rodada de campanha e estratégias em disputa.

Que horas começa e até que horas posso votar hoje?

A votação das eleições gerais brasileiras de 2026 começa às 8h e termina às 17h, seguindo o horário oficial de Brasília, em todas as seções do país, mesmo naquelas localizadas em estados com fusos diferentes. Fora do Brasil, o voto começou ontem às 16h, pelo horário de Brasília, e se estende até as 21h deste domingo.

Qual é a ordem de votação e como usar a colinha eleitoral 2026?

A ordem de votação em 2026 é: primeiro deputado federal, depois senador, em seguida governador e, por último, presidente e vice-presidente; no exterior, o eleitor escolhe apenas presidente e vice. A colinha eleitoral 2026 pode ser levada em papel ou no celular, com os números anotados, desde que não seja usada para distribuir propaganda.

Onde eu voto e que documento preciso levar?

O local exato de votação é a seção indicada no título eleitoral, que pode ser consultada na versão impressa, no aplicativo oficial ou no site da Justiça Eleitoral, informando CPF ou dados pessoais. Para votar, é obrigatório apresentar um documento oficial com foto; o título físico ou digital facilita, mas não substitui a identificação.


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