IT Forum Na Mata revela 3 passos para IA gerar resultados reais
Encontro patrocinado pela Framework Digital em Itapevi reuniu CIOs e especialistas para debater como sair da fase de testes em inteligência artificial e gerar produtividade, escala e valor aos negócios.

Inteligência Artificial
Especialistas discutem estratégias para transformar testes de IA em resultados concretos e vantajosos para empresas.
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A transformação da inteligência artificial em resultado prático para as empresas pautou o IT Forum Na Mata, encontro patrocinado pela Framework Digital e realizado nos dias 22 e 23 de outubro no Distrito Itaqui, em Itapevi (SP). Em meio à expansão da chamada IA agêntica, executivos defenderam que o ganho de produtividade depende menos de ferramentas e mais do redesenho de processos, de uma nova governança e de métricas claras para medir o impacto da tecnologia.
IA agêntica exige nova liderança e redesenho de processos
Na abertura do evento, o CEO da Framework Digital, Leonardo Barros, afirmou que a adoção de inteligência artificial só se converte em produtividade quando muda a forma de trabalhar. “O que gera ganho de produtividade não é a tecnologia, é redesenhar o processo”, disse. Para ele, a expansão da IA agêntica — sistemas capazes de operar com mais autonomia — desloca o foco da gestão.
“Na era agêntica, a liderança vai estar muito mais em como governa a autonomia do que em como se governa a execução”, afirmou Barros. A avaliação é que, sem processos claros, critérios de governança e limites bem definidos, a autonomia dos sistemas pode gerar risco ou desperdício em vez de resultado.
Os debates mostraram que a pressão por eficiência leva as empresas a buscar na IA um atalho para produtividade, mas o risco é ficar preso em provas de conceito e pilotos isolados. A mensagem recorrente foi que é preciso sair da fase de experimentação e tratar a tecnologia como parte estruturante das operações, com impacto direto em metas de negócio.
Da estratégia ao chão de fábrica da tecnologia
A programação do IT Forum Na Mata reuniu lideranças de tecnologia em painéis e sessões sobre cenário econômico, inovação e aplicação prática da IA. Leonardo Barros moderou o painel “Como as empresas estão colocando IA na esteira de produção”, que contou com Arley Duque, vice-presidente de Operações da Framework Digital, Bruno Machado, CIO da Ânima, e Paulo Scrideli, CIO da Corpay.
No debate, os executivos discutiram como integrar modelos de IA às rotinas de operação, evitar projetos desconectados das prioridades estratégicas e transformar iniciativas tecnológicas em ganhos concretos, como redução de custos, aceleração de entregas e aumento de escala. Setores intensivos em dados, como educação e serviços financeiros, representados pelos CIOs da Ânima e da Corpay, foram apontados como terreno fértil para automação de fluxos complexos e tomada de decisão mais rápida.
Outro ponto em destaque foi a mudança no modelo tradicional de desenvolvimento em tecnologia. Em vez de seguir etapas estritamente sequenciais — ideação, arquitetura, desenvolvimento, testes e implantação —, a IA permite avançar com frentes em paralelo, encurtar ciclos e experimentar novas soluções mais rapidamente. Para que isso funcione, alertaram os especialistas, é indispensável ter dados organizados, processos bem definidos e governança ativa.
Métricas e governança para escalar a inteligência artificial
Responsável por duas sessões dedicadas à mensuração da transformação, Arley Duque conduziu o debate “Indicadores de mensuração da aceleração da IA” e, no dia seguinte, apresentou “Escala e produtividade com inteligência artificial”. O foco foi mostrar que, sem métricas, a IA vira vitrine, não motor de resultado.
A discussão girou em torno de indicadores capazes de mostrar, na prática, se a IA está acelerando o negócio: tempo de execução de tarefas, volume de processos automatizados, redução de erros, impacto em receita e satisfação de clientes. A mensagem foi que empresas que não traduzirem a adoção da tecnologia em números comparáveis correm o risco de perder eficiência e competitividade.
A governança apareceu como outro eixo central. Com agentes autônomos crescendo em capacidade, cresce também a necessidade de definir quem responde por decisões automatizadas, quais dados podem ser usados, quais limites precisam ser programados nos sistemas e como auditar resultados. Isso exige novas competências de liderança e aproxima ainda mais times de negócios, tecnologia, jurídico e segurança.
Metodologia Symbio conecta pessoas, processos e tecnologia
Durante o encontro, a Framework Digital apresentou a Metodologia Symbio, conduzida por Felipe Horta, head de Inovação, e Rafael Bonaldi, especialista em IA. A proposta é oferecer uma abordagem que vá além da entrega de ferramentas, estruturando a transformação em torno de três elementos: pessoas, processos e tecnologia.
A Symbio foi apresentada como um caminho para ajudar empresas a diagnosticar oportunidades, redesenhar fluxos de trabalho, preparar equipes, organizar dados e implantar soluções de IA em ambiente de produção. A ideia é encurtar a distância entre o laboratório e a operação, conectando diretamente os projetos de IA às necessidades concretas dos negócios, com indicadores de acompanhamento desde o início.
Ao integrar método, cultura e tecnologia, a abordagem dialoga com a leitura feita ao longo de todo o IT Forum Na Mata: a próxima etapa da IA nas empresas não será guiada apenas por novas ferramentas, mas pela capacidade de reorganizar o trabalho e sustentar a autonomia dos sistemas com regras claras.
Entenda o contexto
Fundada em 2009, a Framework Digital se posiciona como um ecossistema de transformação digital com atuação em inteligência artificial, engenharia de software e design de produto, ajudando grandes marcas da estratégia à implantação em produção.
Com o patrocínio ao IT Forum Na Mata e a presença de seus executivos em painéis sobre produtividade, governança e metodologias, a empresa reforça o papel de articuladora entre fabricantes de tecnologia, CIOs e lideranças de negócio. A avaliação que emerge do encontro é que o mercado de transformação digital tende a valorizar cada vez mais soluções integradas — que combinem plataforma tecnológica, método e capacitação — em vez de ofertas pontuais.
Os desdobramentos esperados passam pela estruturação de programas de IA mais robustos nas empresas, com investimento em governança, indicadores de produtividade e formação de times híbridos. Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com ética, segurança e regulação, temas que devem ganhar espaço nas próximas rodadas de debate à medida que a autonomia dos sistemas avança nas operações corporativas.
