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Lula pesquisa eleitoral: 40% no primeiro turno e disputa acirrada

Últimas pesquisas antes do debate da Globo mostram Lula com 40% e Flávio Bolsonaro com 36% no primeiro turno, empate técnico no segundo e disputas abertas ao Senado em SP e SC.

01/10/2026 09:00 6 min de leitura
Lula pesquisa eleitoral: 40% no primeiro turno e disputa acirrada
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Eleições 2026

Pesquisa mostra cenário apertado entre Lula e Flávio Bolsonaro antes do debate decisivo na TV Globo.

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) chegam ao debate presidencial da Globo desta noite sustentados por novas pesquisas que mantêm a eleição em clima de disputa aberta. Levantamentos nacionais e regionais divulgados hoje atualizam o retrato da corrida pelo Planalto e pelas duas vagas ao Senado em São Paulo e Santa Catarina.

Retrato da disputa pelo Planalto segue polarizado

A corrida presidencial entra na reta final com cenário cristalizado em torno de duas candidaturas. No último levantamento nacional já conhecido, Lula aparece com 40% das intenções de voto no primeiro turno. Flávio Bolsonaro vem logo atrás, com 36%, enquanto Augusto Cury (Avante) soma 5%.

Na simulação de segundo turno entre os dois principais nomes, a diferença é apertada. Lula registra 47%, Flávio Bolsonaro tem 45%, quadro que configura empate técnico dentro da margem de erro. A fotografia expõe um país dividido em dois blocos quase equivalentes, o que eleva o peso político de cada gesto, frase e ataque no debate desta noite.

Os institutos reforçam que essa leitura vale apenas para o período das entrevistas. “Os resultados apresentarão um retrato das intenções de voto nos períodos em que as entrevistas forem realizadas. Pesquisas não são uma previsão do resultado da eleição”, afirma a explicação metodológica divulgada pelos responsáveis pelos levantamentos.

São Paulo: Derrite lidera, mas indecisão domina corrida ao Senado

Em São Paulo, a disputa pelas duas cadeiras no Senado combina liderança clara em um dos postos com enorme incerteza na segunda vaga. Pesquisa do instituto Gerp, com 1.500 entrevistados, mostra Guilherme Derrite (PP) na frente, com 29% dos votos válidos.

Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) aparecem tecnicamente empatadas, com 22% cada. André do Prado (PL) vem logo atrás, com 21%. Os três disputam, voto a voto, o segundo assento paulista, todos dentro da margem de erro de 2,6 pontos percentuais. O desenho sugere que qualquer movimento de poucos pontos pode redefinir quem sai vencedor.

O dado mais eloquente, porém, está fora da lista de favoritos. “Ainda é grande o universo de eleitores entrevistados que respondem não saber em quem votar para as duas vagas em São Paulo: 44%, o que indica que pode haver grande oscilação até o resultado final nas urnas”, registra o relatório do Gerp. Na prática, quase metade do eleitorado paulista para o Senado ainda não crava uma escolha.

Essa massa de indecisos transforma o debate desta noite e os últimos dias de campanha em uma janela decisiva para PT, PL, PP, PSB e Rede. Cada partido precisa converter exposição nacional em presença regional, especialmente em um estado que concentra peso político, econômico e orçamentário central para qualquer governo eleito.

Santa Catarina expõe disputa interna no campo conservador

Em Santa Catarina, outro levantamento, feito pelo instituto Neokemp com 1.008 eleitores, revela um cenário competitivo dentro do mesmo campo ideológico. Carol De Toni (PL) lidera a corrida ao Senado com 29% das intenções de voto no consolidado dos dois votos.

Carlos Bolsonaro (PL) aparece com 21,9%, seguido de Esperidião Amin (PP), que tem 18,7%. Ambos estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 3 pontos percentuais. A fotografia indica que o PL divide seu eleitorado entre duas figuras de perfil semelhante, enquanto o PP tenta ocupar o espaço de alternativa no espectro conservador catarinense.

A forma de apuração ajuda a entender o quadro. A Neokemp pergunta separadamente sobre o primeiro e o segundo voto, depois consolida os resultados em uma base de 100%. Nesse sistema, alianças informais, pedidos coordenados de “primeiro voto” para um nome e “segundo” para outro e a campanha nas redes sociais ganham peso especial nos últimos dias.

Mercado atento e estratégias em mutação

No plano nacional, a combinação de liderança de Lula no primeiro turno, empate técnico no segundo e acirramento de disputas ao Senado produz dois efeitos imediatos. De um lado, campanhas calibram discurso em busca do voto útil, tentando concentrar forças e evitar dispersão. De outro, o mercado financeiro acompanha números e tendências para antecipar riscos e possíveis rumos econômicos de um futuro governo.

Pesquisas contratadas para este sábado, véspera da votação, por Datafolha e Quaest, prometem atualizar esse quadro em cima da hora. Novos resultados podem reforçar a percepção de estabilidade ou acender alertas de virada, alimentando volatilidade em Bolsa e câmbio na abertura da próxima semana, caso apontem mudança relevante de humor entre os eleitores.

A disputa pelas vagas no Senado, em São Paulo e Santa Catarina, também entra no radar de investidores e agentes econômicos. A Casa tem papel central em reformas tributárias, indicação de ministros para tribunais superiores e definição de marcos regulatórios. Bancadas mais alinhadas a determinado projeto econômico podem acelerar ou travar medidas do futuro presidente, o que torna cada cadeira estratégica.

Candidatos ligados a PT, PL, PP, PSB e Rede ajustam, desde já, suas agendas. A ordem é intensificar corpo a corpo, entrevistas e presença digital, tentando falar diretamente com indecisos e com os eleitores que votam apenas em nomes conhecidos. No curto prazo, o desafio é converter exposição no horário nobre da TV em voto concreto na urna.

O debate desta noite surge como peça-chave nesse tabuleiro. Com a eleição indefinida para presidente e para o Senado em dois dos principais colégios eleitorais do país, qualquer deslize ou boa performance pode repercutir nas pesquisas de sábado. Até que esses novos números sejam conhecidos, campanhas e mercado operam em modo de espera tensa, conscientes de que o desfecho continua aberto e que cada ponto percentual ainda pode mudar o desenho do poder em Brasília.

O que mostram as pesquisas eleitorais para presidente hoje?

Lula aparece com 40% das intenções de voto no primeiro turno, Flávio Bolsonaro soma 36% e Augusto Cury tem 5%, enquanto a simulação de segundo turno indica empate técnico, com Lula registrando 47% e Flávio 45%, cenário que mantém a disputa aberta e aumenta o peso político do debate desta noite.

Como está a disputa para o Senado em São Paulo e Santa Catarina?

Em São Paulo, Guilherme Derrite lidera com 29%, enquanto Simone Tebet e Marina Silva têm 22% e André do Prado 21%, diante de 44% de eleitores indecisos; em Santa Catarina, Carol De Toni aparece com 29%, seguida por Carlos Bolsonaro, com 21,9%, e Esperidião Amin, com 18,7%, todos dentro de margens de erro apertadas.


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