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Brasil

Lula reúne 1,5 mi em live e mobiliza voto decisivo no 2º turno

Presidente Lula lidera live do Exército do Lula com artistas e influenciadores, atinge 1,5 milhão de espectadores e usa redes e WhatsApp para convocar eleitores ao segundo turno.

Lula reúne 1,5 mi em live e mobiliza voto decisivo no 2º turno

Eleições 2024

Presidente mobiliza apoio massivo em transmissão ao vivo para fortalecer campanha no segundo turno.

Leia também: Milhares lotam Redenção em ato cultural pró-Lula em Porto Alegre

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comandou na noite de quinta-feira uma live batizada de Exército do Lula que reuniu mais de 1,5 milhão de pessoas simultaneamente no YouTube e serviu para convocar eleitores ao segundo turno da eleição presidencial, defender a democracia e apresentar propostas para um novo mandato.

Lula se diz “marechal” e transforma celulares em arma simbólica

Transmitido pelos canais de Lula e do deputado André Janones, o encontro virtual juntou artistas, influenciadores e apoiadores de diferentes gerações. Ao falar com o público, o presidente assumiu o papel de líder da mobilização digital, chamando a base de “exército” e o voto de arma política.

“O nosso exército é movido por uma causa. E a causa chama-se Brasil, chama-se democracia”, afirmou Lula. Ele saudou a militância conectada: “Quero cumprimentar todos os soldados que estão perfilados, armados com seus celulares para começar a nossa batalha”. Em tom de confiança, emendou: “Junto com o general Janones, nós não perderemos nenhuma guerra nesse país”.

O presidente insistiu que adolescentes, adultos e idosos participem da reta final da campanha, levando mensagens pelas redes e comparecendo às urnas no domingo, 25 de outubro, data do segundo turno.

Rede no WhatsApp chega a 8,6 milhões de seguidores

O Exército do Lula também se organiza fora do YouTube. Segundo a campanha, o canal coordenado por André Janones no WhatsApp já soma 8,6 milhões de seguidores, que recebem conteúdos, orientações de mobilização e pedidos para convencer eleitores indecisos.

Janones reforçou a ideia de que cada compartilhamento conta. “O que a gente está conseguindo fazer de diferente nessa eleição é mostrando para as pessoas que cada um faz a diferença sim, que o coletivo se constrói assim”, disse o deputado, ao convocar quem acompanha a live a votar, ajudar na locomoção de quem tem dificuldade e manter o engajamento até o dia da votação.

Artistas defendem Lula e criticam Flávio Bolsonaro

A presença de artistas deu o tom político e emocional da transmissão. A atriz Camila Pitanga criticou o candidato Flávio Bolsonaro por ter atuado na defesa do policial acusado de matar Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos, morta por tiro de fuzil em 2021.

“Eu falo, o coração vem na boca, porque é inadmissível, não dá para compreender como é que uma pessoa que se propõe a ser chefe de Estado defende uma pessoa que matou uma menina de 5 anos”, afirmou Camila. Sem citar o adversário apenas pelo nome, ela cobrou explicações e ligou seu voto à defesa de direitos humanos: “A gente quer você, que a gente conhece, que a gente sabe que respeita o povo brasileiro, que a gente sabe que ama esse país, que gosta de ouvir o simples”, disse, dirigindo-se a Lula.

As atrizes Leandra Leal e Ângela Leal também reforçaram o apoio ao presidente e lembraram o histórico de campanha ao lado dele. Ângela contou que chegou a adiar uma cirurgia para depois do segundo turno para poder votar, dizendo que quer ir às urnas “nem que seja a última vez”, em um recado direto à sua geração.

Marieta convoca idosos: “Nós somos muitos, precisamos votar”

Marieta Severo usou sua participação para falar de memória e mobilização. A atriz lembrou que só pôde escolher diretamente o presidente aos 43 anos, no fim da ditadura, e relatou perseguições políticas vividas no passado.

Da lembrança, tirou o apelo aos mais velhos: “Nós somos muitos, nós precisamos sair de casa para votar”, afirmou. Marieta ainda destacou que a presença nas urnas serve como prova de vida para beneficiários do INSS, argumento usado para convencer quem pensa em se abster.

Lula respondeu dizendo que ter uma causa é o que renova sua disposição de seguir na política. Para ele, votar agora é também uma forma de cuidar de filhos e netos, na medida em que define o rumo do país nos próximos anos.

Jão fala com jovens e Lula pede reação ao desânimo

Entre os mais jovens, o cantor Jão foi um dos responsáveis por puxar o diálogo com a juventude. Ele prometeu estar “bem cedinho, bem bonitinho, votando” no domingo e pediu que seus fãs façam o mesmo para “continuar construindo o Brasil que a gente quer”.

Lula pediu ajuda do artista para enfrentar o desânimo político entre jovens e lembradou que também já rejeitou a política antes de fundar um partido e chegar ao Planalto. Segundo ele, quando a juventude vai à luta, quem ganha é “o Brasil, a democracia e o bem-estar da sociedade”. Jão resumiu o recado ao público mais novo: “O mundo que você quer é você que constrói, a política que você quer é você que é”.

Nath Finanças e a ideia de uma secretaria de finanças populares

Na conversa com Nath Finanças, Lula acenou com a criação de uma secretaria voltada às finanças populares em um eventual novo mandato. A estrutura teria como foco trabalhadores de baixa renda e pessoas que precisam aprender a organizar o orçamento com pouco dinheiro.

“Essas pessoas precisam de orientação e o Estado tem que assumir a responsabilidade”, disse o presidente, elogiando a capacidade da educadora de explicar economia de forma simples e acessível. “Quero que você se prepare que nós vamos conversar muito ainda. Nós estamos precisando construir coisas novas no país, políticas novas, inventar”, completou.

Nath relatou ter sido alvo de perseguição e ataques nas redes em governos anteriores por cobrar medidas durante a pandemia e discutir educação financeira. Ela afirmou que, hoje, se sente ouvida. “Então vim aqui também agradecer porque eu sou ouvida aqui no seu governo. Eu sou ouvida onde eu não sou perseguida”, declarou.

Entenda o contexto

A live do Exército do Lula acontece a poucos dias do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo. A estratégia aposta em grande volume de audiência e engajamento digital para transformar apoio nas redes em voto na urna.

Com 1,5 milhão de espectadores simultâneos só no YouTube e 8,6 milhões de seguidores no canal de WhatsApp ligado à campanha, a mobilização mira especialmente jovens e idosos — dois grupos mencionados repetidas vezes na transmissão. O discurso é de defesa da democracia, combate ao ódio e rejeição à violência política, com críticas diretas ao adversário, Flávio Bolsonaro.

Ao final da live, Lula e Janones voltaram a dizer que não há clima de “já ganhou”. O pedido foi para manter a campanha ativa até o último minuto, conversar com indecisos e garantir que cada apoiador vá votar e ajude outros a chegar à seção eleitoral no domingo.

Fonte: matéria original

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