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Lula vence em 15 países, mas Flávio lidera voto externo no Japão

Primeiro turno das Eleições 2026 movimenta o Brasil e o exterior. Lula vence em 15 países, mas Flávio Bolsonaro lidera no total de votos entre brasileiros fora do país.

04/10/2026 17:00 6 min de leitura
Lula vence em 15 países, mas Flávio lidera voto externo no Japão
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Eleições 2026

Análise dos resultados do primeiro turno para brasileiros no exterior, destacando lideranças em diferentes países.

O primeiro turno das Eleições 2026 mobiliza o país e brasileiros espalhados pelo mundo neste domingo, com urnas fechadas às 17h, início oficial da apuração e disputa acirrada entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro no voto no exterior.

Enquanto Lula vence em 15 países, Flávio Bolsonaro aparece à frente na soma geral dos votos de brasileiros fora do país, impulsionado pelo desempenho expressivo no Japão.

Apuração em tempo real e unificação do horário

Assim que as urnas eletrônicas são fechadas às 17h, no horário de Brasília, começa a transmissão dos boletins de urna para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os dados chegam por redes privadas criptografadas ou por satélite e alimentam o sistema de totalização, que atualiza os resultados em tempo real.

O TSE libera simultaneamente, a partir das 17h, os votos de todos os cargos. Não há horário pré-definido para o fim da apuração, que depende da velocidade de transmissão dos dados de cada município. Eleitores podem acompanhar a contagem pelo portal e pelo aplicativo oficiais, que têm acesso gratuito para usuários de telefonia pré-paga.

A votação começou às 8h em todo o país, respeitando ajustes de fuso. Quem já estava na fila às 17h mantém o direito de votar. Dentro da cabine, a ordem é fixa: deputado federal, deputado estadual ou distrital, dois senadores, governador e, por último, presidente. Basta apresentar um documento oficial com foto; o título não é obrigatório.

Equilíbrio no exterior e força do voto no Japão

No voto de brasileiros vivendo em outros países, o cenário mostra um país fragmentado. Lula vence em 15 nações, entre elas Alemanha, Austrália, China e Finlândia. Flávio Bolsonaro lidera em 8 países, com destaque para Japão, Emirados Árabes Unidos e Israel.

Na soma geral, porém, Flávio Bolsonaro abre vantagem: 29.743 votos contra 13.710 de Lula. O resultado no Japão pesa decisivamente nesse quadro. Em um dos maiores colégios eleitorais brasileiros fora do país, ele obtém 24.601 votos, o equivalente a 71,59% dos válidos. Lula aparece em segundo lugar, com 5.222 votos, 15,20%.

Nos Emirados Árabes Unidos, Flávio Bolsonaro também lidera, com 659 votos, 48,92% dos válidos. Lula soma 469 votos, ou 34,82%. A votação em consulados e embaixadas acompanha o horário local, mas a divulgação oficial dos resultados se concentra no início da noite, pelo horário de Brasília, junto com os dados do território nacional.

Figuras públicas nas urnas e recado do Judiciário

O clima de dia decisivo também passa pela movimentação de autoridades e personalidades nos colégios eleitorais. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Luiz Edson Fachin, vota em Brasília e faz uma defesa enfática do sistema eletrônico. “Eleições periódicas, íntegras, seguras, transparentes e auditáveis são o motor da democracia”, afirma.

O ministro Dias Toffoli também vota na capital federal. Em São Paulo, o vice-presidente e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin, registra o voto por volta do fim da manhã, depois de acompanhar Lula e Fernando Haddad em seus locais de votação. Em Brasília, Michelle Bolsonaro comparece pela manhã à seção onde está cadastrada.

No ABC paulista, Lula vota em uma escola estadual em São Bernardo do Campo, cercado por aliados e pela bandeira do Brasil. No Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro cumpre o ritual em uma seção na zona norte da cidade. Pelo país, candidatos a governos estaduais e ao Senado também transformam o ato de votar em gesto de campanha de última hora.

Casos inusitados, infrações e exemplos de participação

O dia de votação registra episódios que ajudam a desenhar o clima da disputa. Em Santarém, no Pará, câmeras de segurança gravam uma van lançando grande quantidade de santinhos em uma via pública. A prática é proibida, classificada como poluição gráfica e propaganda irregular, sujeita a multa e outras sanções.

Em Minas Gerais, o uso de celular na cabine por um candidato à Presidência, Romeu Zema, chama atenção. Ele afirma não ter sido impedido por mesários. O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais lembra que violar o sigilo do voto é crime e informa que o episódio será apurado, caso haja representação do Ministério Público.

Histórias pessoais também marcam o dia. No Jaguaré, zona oeste de São Paulo, Carmelina Alves Nogueira, de 106 anos, faz questão de ir ao colégio eleitoral acompanhada da neta. No Rio Grande do Sul, Monique Possebon Rech comemora os 16 anos votando pela primeira vez e transforma o aniversário em rito de passagem cívico.

Em Natal, dois jovens com síndrome de Down, Frederico Augusto da Silva de Carvalho Filho, de 25 anos, e Gabriel Santiago, atuam como mesários em seção eleitoral. A presença deles simboliza uma Justiça Eleitoral mais inclusiva e reforça a mensagem de que o processo pertence a todos.

Igreja pede reconciliação, e país olha para possível 2º turno

Neste domingo, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulga uma nota em que pede proteção à pátria e um “Brasil reconciliado”. O texto circula em meio à polêmica recente em torno de um projeto atribuído a Flávio Bolsonaro, que discutia o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida, tema sensível para católicos.

Além da presidência, os eleitores escolhem governadores, senadores e deputados federais e estaduais ou distritais. O mandato dos eleitos passa a valer a partir do início do próximo ano, dentro do calendário constitucional. Quem não comparece às urnas precisa justificar a ausência pelo e-Título ou pelos demais canais da Justiça Eleitoral; cada turno exige uma justificativa específica.

Se nenhuma candidatura à Presidência ou aos governos estaduais alcançar mais de 50% dos votos válidos, haverá segundo turno em 25 de outubro, novamente com apuração iniciada às 17h. Até lá, a fotografia política que começa a se formar neste domingo guiará alianças, recuos e novas estratégias para a reta final.

Quando sai o resultado oficial do 1º turno?

O resultado oficial do primeiro turno começa a ser divulgado às 17h, no horário de Brasília, assim que a votação encerra em todo o país e os boletins de urna passam a ser transmitidos ao Tribunal Superior Eleitoral; a conclusão da apuração não tem horário fixo e depende da velocidade de envio dos dados pelos municípios.

Quem lidera entre os brasileiros que votam no exterior?

Flávio Bolsonaro lidera entre os brasileiros que votam no exterior, com 29.743 votos somados até agora, contra 13.710 de Luiz Inácio Lula da Silva; ele constrói essa vantagem principalmente no Japão, onde obtém 24.601 votos, equivalentes a 71,59% dos válidos, além de vitórias em países como Emirados Árabes Unidos e Israel.

O que acontece se houver segundo turno para presidente?

Se nenhum candidato à Presidência alcançar mais de 50% dos votos válidos, o segundo turno será realizado em 25 de outubro, com votação entre os dois mais votados, nova campanha concentrada nessas candidaturas e apuração iniciada novamente às 17h, no horário de Brasília, seguindo as mesmas regras de votação e de divulgação de resultados.


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