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Lançamentos de IA

Mintive capta US$ 11 mi para controlar agentes de IA nas empresas

Mintive, fundada por veteranos de Google Brain e Coursera, capta US$ 11 milhões e lança plataforma para controlar identidades, acessos e custos de agentes de IA em empresas.

Mintive capta US$ 11 mi para controlar agentes de IA nas empresas

Inteligência Artificial

Startup liderada por ex-Google Brain e Coursera levanta US$ 11 milhões para gerenciar agentes de IA corporativos.

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A Mintive, startup criada pelos engenheiros Jiquan Ngiam e Vijay Vasudevan, está ganhando espaço no mercado global de tecnologia corporativa ao oferecer uma plataforma para gerenciar identidades, permissões e monitorar agentes de inteligência artificial usados por empresas, enquanto anuncia uma captação total de US$ 11 milhões para acelerar a expansão.

Plataforma foca em governança e simplicidade

A empresa nasceu para atacar um problema que cresce na mesma velocidade que o uso de IA nas companhias: como dar poderes a agentes inteligentes sem perder o controle sobre o que eles podem acessar, fazer e gastar em serviços na nuvem.

A solução da Mintive reúne em um só ambiente funções que, hoje, muitas empresas precisam integrar manualmente. Há um gateway compatível com o padrão MCP para que equipes de TI autorizem, com granularidade, quais serviços em nuvem cada agente de IA pode acessar e quais ações pode executar. Um segundo gateway, voltado para modelos de linguagem, faz o roteamento entre diferentes LLMs e estabelece tetos de custo para evitar surpresas na conta.

A plataforma também gerencia identidades e autorizações específicas dos agentes — que podem ser diferentes das permissões dos funcionários que eles atendem — e concentra o monitoramento de todos os agentes corporativos em um painel único. Outra frente é a automação de tarefas prolongadas, permitindo que empresas configurem agentes para executar fluxos de trabalho de longa duração de forma pró-ativa.

Segundo Jiquan Ngiam, CEO da Mintive, o diferencial está em esconder a complexidade técnica de quem opera. “I think what our customers look at and they are a bit shocked at, is how quick it is and easy to deploy”, afirma. Ele explica que a equipe pensou o produto para que a configuração se resolva em poucos cliques, enquanto a infraestrutura por trás cuida de detalhes como ambientes isolados e gerenciamento de memória.

Entenda o contexto

À medida que empresas de tecnologia, finanças, saúde e educação passam a usar agentes de IA para automatizar rotinas, acessar dados sensíveis e acionar sistemas críticos, cresce a pressão por governança, segurança e previsibilidade de custos. Sem uma camada de controle, esses agentes podem virar um ponto cego para times de segurança e conformidade.

É nesse espaço que a Mintive atua: ao permitir que TI e segurança definam, auditem e ajustem o que cada agente pode fazer, a plataforma busca reduzir riscos operacionais, facilitar a adoção em larga escala e evitar que equipes precisem lidar diretamente com a complexidade de integrações, sandboxes e ferramentas de baixo nível.

A startup enfrenta concorrência pesada de gigantes como Amazon e Microsoft, além de outras empresas especializadas em observabilidade, infraestrutura e orquestração de agentes, além de dezenas de startups focadas em soluções semelhantes. A aposta da Mintive está na combinação de governança robusta com implantação rápida e interface mais amigável para times corporativos.

Investimento de US$ 11 milhões e mais de 50 clientes

A Mintive soma agora US$ 11 milhões em capital levantado, sendo US$ 7 milhões em rodada seed liderada pela Cowboy Ventures. Também participam fundos como Coatue, Operator Collective e Hustle Fund, além de anjos como Frederic Kerrest, cofundador da Okta, Jeff Dean, ex-chief scientist do Google, e Andrej Karpathy, cofundador da OpenAI.

A gestora Aileen Lee, managing partner da Cowboy Ventures, destaca que a tese de investimento passa tanto pela necessidade de infraestrutura para IA quanto pelo perfil dos fundadores. “AI is going to be able to power incredible things, but we need more infrastructure that’s going to give us governance and visibility and control”, afirma.

Ela também elogia a postura conservadora da Mintive no tamanho das rodadas, em um cenário em que startups de agentes levantam cifras muito maiores logo no início. “I feel really lucky to have won the chance to work with him. He is a grown-up and so he was not a person chasing a ‘vanity’ round”, diz Aileen sobre Ngiam. Para ela, “I think a lot of companies are being set up for failure by chasing round size, rather than, ‘how much do I need to actually really move the needle for the company?’”.

Desde o lançamento do produto, a Mintive afirma ter conquistado mais de 50 clientes empresariais. Entre eles estão a farmacêutica digital Ro, a fintech Modern Treasury, a Universidade de Michigan, a plataforma de educação Coursera, o fundo Apax e a desenvolvedora de modelos Stability AI.

Com o novo aporte, a expectativa é que a empresa amplie a base de clientes e acelere o desenvolvimento de recursos que mantenham sua vantagem em governança e facilidade de uso, em um mercado pressionado por grandes fornecedores de nuvem e por outras startups que disputam o papel de camada-padrão para controle de agentes de IA dentro das corporações.