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Entretenimento

Patrick Stewart, Professor Xavier, morre aos 86 após Alzheimer

Ator britânico de Star Trek e X-Men morreu aos 86 anos em casa, em Los Angeles, após breve batalha contra Alzheimer e demência por corpos de Lewy, cercado pela família.

Patrick Stewart, Professor Xavier, morre aos 86 após Alzheimer

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Morre o ator britânico conhecido pelo papel icônico em X-Men, após luta contra Alzheimer e demência.

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Patrick Stewart, o ator britânico que marcou gerações como o Professor Charles Xavier em “X-Men” e o capitão Jean-Luc Picard em “Star Trek”, morreu aos 86 anos em sua casa em Los Angeles, após uma breve batalha contra a doença de Alzheimer e a demência por corpos de Lewy. O falecimento ocorreu na quarta-feira (28) e foi anunciado em comunicado nas redes sociais do artista nesta quinta (29), destacando que ele estava cercado pela esposa Sunny, familiares e amigos.

Família fala em “jornada comovente” contra Alzheimer

No texto publicado em suas redes, os familiares afirmam: “Anunciamos com grande tristeza o falecimento de Sir Patrick Stewart, ontem, na sua casa em Los Angeles, sob os cuidados carinhosos da sua amada esposa Sunny, após uma breve e comovente jornada com a doença de Alzheimer e demência de Corpos de Lewy”.

O comunicado detalha os últimos momentos do ator, descritos como um encontro íntimo e afetuoso: “Esteve amparado pelo abraço caloroso de familiares e amigos, cercado por música ao vivo, orações, lágrimas, risos e o tipo de emoção profunda que só ele conseguia inspirar após uma vida inteira de dedicação a todos nós”. A família diz ainda que vai guardar “a serenidade e reflexão no seu rosto, uma recordação duradoura da sua graça invencível”.

A esposa, Sunny, e os parentes decidiram tornar pública a luta de Stewart contra as doenças neurodegenerativas, o que deve impulsionar debates sobre cuidado com idosos, saúde mental e apoio a pacientes de Alzheimer e demência por corpos de Lewy.

Quem foi Patrick Stewart, o ator que interpretou o Professor Xavier em X-Men?

Patrick Stewart foi um ator britânico de formação clássica, que se tornou um dos rostos mais conhecidos da cultura pop ao unir teatro, televisão e grandes franquias de cinema. Aos 86 anos, ele acumulava mais de seis décadas de carreira, que começou nos palcos do teatro britânico e se espalhou por produções de TV, cinema e streaming.

Antes de conquistar o público mundial, Stewart passou por montagens teatrais e ganhou visibilidade na televisão com trabalhos como a minissérie “I, Claudius” e o papel de Gurney Halleck na adaptação de “Dune”. Em seguida, veio o personagem que o transformaria em ícone da ficção científica: o capitão Jean-Luc Picard, de “Star Trek: A Nova Geração”, série que se estendeu por 7 temporadas e gerou filmes derivados e, mais recentemente, a produção “Star Trek: Picard”, que retomou o protagonista já idoso.

No cinema comercial, Stewart se consolidou como o Professor Charles Xavier na franquia “X-Men”, interpretando o líder dos mutantes ao longo de 7 produções. A combinação de voz marcante, presença serena e autoridade moral fez com que seu Xavier se tornasse referência definitiva do personagem para uma geração inteira de fãs.

O reconhecimento oficial veio também da monarquia britânica: em 2010, ele foi nomeado Cavaleiro do Império Britânico pela rainha Elizabeth II, passando a usar o título de Sir Patrick Stewart. Com o tempo, construiu a imagem de artista que transitava com naturalidade entre Shakespeare, a ficção científica televisiva e o cinema de super-heróis.

Qual foi a causa da morte de Patrick Stewart, o Professor Xavier?

Patick Stewart morreu em consequência de complicações da doença de Alzheimer e da demência por corpos de Lewy, segundo o comunicado oficial da família. As duas são condições degenerativas que atacam o cérebro e levam à perda progressiva de funções mentais, como memória, raciocínio e percepção.

A demência por corpos de Lewy é caracterizada pelo acúmulo de proteínas anormais nas células nervosas, especialmente na região do córtex cerebral, responsável por pensamento, linguagem e percepção. Entre os sintomas comuns estão oscilações bruscas entre alerta e sonolência, alucinações visuais detalhadas e dificuldades motoras semelhantes às da doença de Parkinson, além de perda de memória e desorientação, quadro que se aproxima do Alzheimer.

Ao mencionar a “breve e comovente jornada” do ator com essas doenças, os familiares sugerem que o diagnóstico foi recente em relação à sua morte, e que o período final foi acompanhado de perto pela família, em casa. A opção por divulgar os nomes das enfermidades tende a ampliar a visibilidade dessas condições e pode estimular campanhas de conscientização e apoio a pacientes, cuidadores e pesquisadores.

Como colegas de elenco reagiram à morte de Patrick Stewart?

A notícia provocou imediata comoção entre colegas de trabalho, especialmente dos universos “X-Men” e “Star Trek”. Hugh Jackman, que viveu Wolverine nos cinemas, e Ian McKellen, o Magneto, usaram as redes para lamentar a morte e lembrar a generosidade do amigo nos bastidores, reforçando a imagem de Stewart como mentor e parceiro de cena.

Kevin Feige, produtor e presidente da Marvel Studios, divulgou um comunicado emocionado sobre o ator. “Jamais me esquecerei da primeira vez que vi Sir Patrick Stewart no set do primeiro X-Men”, afirmou. Ele contou que, após anos acompanhando o trabalho do britânico como o “inimitável Capitão Picard”, ficou impactado ao conhecê-lo pessoalmente: “Ele se mostrou tudo o que eu tinha visto na tela e muito mais: brilhante, charmoso, afetuoso, generoso, com uma força e gravidade discretas”.

Feige lembrou ainda do senso de humor do ator fora de cena. “Longe das câmeras, ele era ainda mais notável, com um senso de humor maravilhosamente afiado”, disse, destacando que o legado de Stewart permanece não só nas décadas de trabalho, mas também nas “muitas, muitas pessoas que ele orientou”.

Nomes ligados a “Star Trek” também publicaram homenagens, agradecendo pela convivência e pela forma como Stewart ajudou a redefinir o protagonismo em séries de ficção científica para TV. Fãs organizam vigílias, sessões especiais e maratonas de episódios e filmes, enquanto canais e plataformas já preparam retrospectivas da carreira do ator.

Entenda o contexto

Ao morrer, Patrick Stewart ainda tinha uma participação aguardada em “Vingadores: Doutor Destino”, previsto para estrear em 16 de dezembro, onde voltaria a interpretar o Professor Xavier. A morte do ator deve obrigar o estúdio a rever planos de divulgação e eventuais cenas adicionais, além de decidir como homenageá-lo nos créditos e no material promocional.

A ausência de Stewart abre uma lacuna em duas das maiores franquias de ficção científica e super-heróis da cultura pop contemporânea. A indústria agora discute como preservar seu legado — seja por meio de tributos em produções futuras, seja pela possível aposentadoria definitiva de versões de seus personagens ou pelo uso cuidadoso de tecnologia digital para cenas póstumas, caso já tenham sido gravadas.

Ao tornar pública sua luta contra Alzheimer e demência por corpos de Lewy, a família do ator também contribui para a discussão sobre envelhecimento e saúde mental de artistas veteranos, tema cada vez mais sensível em um mercado que mantém astros e estrelas em atividade por décadas. O legado de Patrick Stewart se estende, assim, para além da tela: está na forma como ele ajuda a iluminar, mesmo após a morte, debates sobre cuidado, dignidade e memória.