Pênalti no jogo Vasco x Palmeiras provoca revolta e polêmica hoje
Palmeiras vence o Vasco por 1 a 0 no Nubank Parque pela ida da semifinal da Copa do Brasil, mas pênalti não marcado em Barboza e expulsão de Saldivia colocam arbitragem no centro da bronca vascaína.

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Arbitragem controversa marca a semifinal da Copa do Brasil entre Vasco e Palmeiras, gerando críticas e debates acalorados.
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O Palmeiras vence o Vasco por 1 a 0 no Nubank Parque e larga em vantagem na semifinal da Copa do Brasil, mas deixa São Paulo sob forte questionamento pela arbitragem: um pênalti não marcado em toque de mão de Barboza e a expulsão de Saldivia, já na reta final, inflamaram dirigentes, comissão técnica e torcedores vascaínos e colocaram Anderson Daronco e o VAR no centro da bronca.
O gol da vitória palmeirense foi marcado por Maurício. O resultado dá ao time paulista a vantagem do empate no jogo de volta, no próximo domingo, em São Januário, enquanto o Vasco precisa vencer por dois gols para avançar sem disputa de pênaltis.
Qual foi o lance polêmico de pênalti no jogo Vasco x Palmeiras?
O lance polêmico acontece aos 4 minutos do segundo tempo, quando Lescano é lançado na área, a bola sobe e desvia no braço aberto de Barboza, já dentro da área do Palmeiras, em jogada que poderia dar ao Vasco um pênalti no futebol considerado claro pelos críticos da arbitragem.
Barboza salta, passa da bola e estica o braço para trás, atrás do corpo, desviando a trajetória da bola e interrompendo a posse vascaína. Daronco está bem posicionado, vê o toque, mas manda o jogo seguir, entendendo que não houve infração. O árbitro de vídeo Rodrigo D’Alonso Ferreira checa rapidamente o lance e decide não chamar o campo para revisão, mantendo a decisão de campo.
Para quem reclama do lado vascaíno, o toque de mão dentro da área, com o braço em posição considerada antinatural pelas orientações atuais, enquadra-se naquilo que a regra define como pênalti de bola na mão — independentemente de intenção. “Pênalti. Mesmo sem intenção, ele desvia a trajetória e tira a possibilidade da posse de bola do Vasco. Infelizmente, são as novas ‘orientações’. Temos a ferramentas e gastamos milhões, mas não vamos usá-las”, critica o árbitro Guilherme Ceretta, que hoje atua no futebol dos Estados Unidos.
Ex-árbitro e comentarista, Carlos Eugênio Simon também é categórico ao falar em pênalti para o Vasco: “Foi pênalti. O Barboza salta, passa da bola e deixa o braço aberto de forma antinatural”. Já Alfredo Loebeling discorda, defendendo Daronco e o VAR: “Para mim, não é pênalti. O Barboza está de costas e não vê. Ele não foi nem imprudente de levantar o braço porque está de costas. Quando você pula e está de costas, é natural que seu braço saia do lado. O VAR checou, inclusive, e concordou com o Daronco”.
Na prática, a não marcação mantém o 1 a 0 para o Palmeiras e tira do Vasco uma grande chance de empatar o jogo cedo no segundo tempo, o que poderia mudar o ritmo da partida e a estratégia dos dois times na semifinal da Copa do Brasil.
Por que Pedrinho reclamou do árbitro Daronco no jogo do Vasco?
Pedrinho, presidente do Vasco, reclama de Daronco justamente por entender que o toque de mão de Barboza é pênalti para o Vasco e que o árbitro falha ao ignorar a jogada, mesmo com o auxílio da tecnologia.
Depois do apito final, ainda no túnel de acesso aos vestiários do Nubank Parque, o dirigente aborda o árbitro gaúcho e reproduz o gesto de Barboza com o braço, numa tentativa de reforçar que o movimento é antinatural. A cena resume a indignação vascaína com o que o clube vê como erro grave de arbitragem em confronto decisivo.
A irritação não se limita ao lance do pênalti. Aos 31 minutos do segundo tempo, em contra-ataque do Palmeiras, Saldivia puxa o adversário e comete falta no meio-campo. Daronco interpreta o lance como ação para matar o contra-golpe, aplica o segundo cartão amarelo e expulsa o zagueiro vascaíno, deixando o time com um jogador a menos em plena reta final do jogo de ida.
Novamente, a decisão divide opiniões. Ceretta considera a expulsão um exagero: “Daronco parece um árbitro jovem apitando. Não marca a falta: tem que saber ler o jogo como um todo… Segue o jogo. Expulsar um jogador por uma falta dessa é muita falta de sabedoria”. Emídio Marques segue a mesma linha: “Foi só uma falta normal de jogo, sem a necessidade de advertência e apresentação do segundo cartão amarelo”.
No campo, a vantagem numérica facilita a administração do resultado para o Palmeiras, que consegue segurar o 1 a 0 até o fim e levar a vantagem para São Januário. Do lado palmeirense, o técnico Abel Ferreira prefere não entrar na polêmica. Questionado sobre o pênalti não marcado para o Vasco, ele se recusa a comentar o lance que beneficia sua equipe.
O que ex-árbitros disseram sobre o pênalti não marcado em Palmeiras x Vasco?
Entre ex-árbitros e comentaristas, não há consenso sobre o pênalti para o Vasco. A discussão expõe a dificuldade na aplicação uniforme das regras de mão na bola e o uso do VAR em lances de pênalti jogo.
Em um grupo, Guilherme Ceretta, Carlos Eugênio Simon e Emídio Marques consideram que o toque de mão de Barboza configura infração e deveria ter sido marcado. Ceretta destaca as atuais orientações da arbitragem, que valorizam a posição do braço e o desvio da bola, mais do que a intenção. Simon enxerga claramente o braço em posição antinatural, aberto, aumentando a área de bloqueio, e define o lance como pênalti claro.
Do outro lado, Alfredo Loebeling sai em defesa da equipe de arbitragem ao ressaltar a postura corporal do zagueiro. Para ele, Barboza está de costas, o braço acompanha o movimento do salto e não há imprudência nem ampliação deliberada do espaço. A visão de Loebeling é a que prevalece em campo com Daronco e no vídeo com Rodrigo D’Alonso, que decidem manter a bola rolando.
O debate também passa pelas regras de decisão por pênaltis e pelas orientações mais recentes sobre toques de mão: no Brasil e em outras ligas, a recomendação tem sido punir braços abertos que alterem a trajetória da bola, independentemente de intenção, o que alimenta a sensação de incoerência quando lances parecidos recebem decisões diferentes em jogos de grande repercussão.
Entenda o contexto
O 1 a 0 deixa o Palmeiras em posição confortável para o duelo de volta da semifinal, em São Januário, no próximo domingo. Com a vantagem, o time paulista pode jogar pelo empate para chegar à decisão da Copa do Brasil. O Vasco, por sua vez, precisa reverter o placar em casa, carregando a frustração por um pênalti não assinalado e pela expulsão de Saldivia na ida.
As decisões de Daronco e do VAR já geram cobrança por maior transparência da CBF na divulgação dos áudios e dos protocolos aplicados no jogo. A atuação da arbitragem entra na pauta da semana, com expectativa de novos posicionamentos de dirigentes vascaínos e de debates nas próximas partidas da competição.


