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Protestos em Madri exigem reformas na legislação de habitação

29/09/2026 06:11 2 min de leitura
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Após o despejo de María del Carmen Abascal, 87, milhares de manifestantes ocuparam a Puerta del Sol neste fim de semana, clamando por mudanças nas leis de aluguel na Espanha.

Crise habitacional em evidência

O despejo de Maricarmen, ocorrido na quarta-feira, destacou a crescente crise de moradia em Madri. Ela foi forçada a deixar o apartamento que habitava há 70 anos devido ao término de um contrato ancestral. O evento serviu como combustível para os protestos, que reuniram cerca de 25 mil pessoas, com aproximadamente 500 acampamentos na praça central.

Os manifestantes, armados com faixas e cartazes, reivindicam desde o congelamento de aluguéis até a proteção contra despejos sem alternativas habitacionais. A insatisfação com a alta dos preços imobiliários, que subiram 12,2% em Madri no último ano, alimenta o movimento.

Impactos e reações políticas

A ação dos manifestantes gerou pressão política significativa. O presidente Pedro Sánchez prometeu buscar soluções legislativas emergenciais, mas enfrenta a resistência de partidos opositores como o Partido Popular, que propõe liberalização do mercado. No entanto, a vice-presidente Yolanda Díaz apoia medidas mais rígidas contra especuladores imobiliários.

Economistas estão divididos. Alguns sustentam que um aumento na oferta habitacional seria a solução, enquanto os sindicatos insistem em controles mais rígidos e a expropriação de propriedades de grandes fundos.

Próximas etapas e potencial de mudança

Sánchez pretende apresentar um decreto sobre habitação na próxima reunião do Conselho de Ministros. A incerteza sobre o apoio parlamentar coloca a aprovação da medida em risco. O Sindicato dos Inquilinos planeja manter o acampamento até obter compromissos concretos.

O futuro da habitação na Espanha permanece incerto, mas a mobilização sem precedentes pode ser o catalisador de reformas reais. O desfecho destes protestos ditará a direção das políticas habitacionais nos próximos tempos.

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