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Pesquisa Quaest: Lula tem 44%, Flávio sobe e 2º turno é incerto

Levantamento Nexus/BTG para 2026 mostra Lula com 44% dos votos válidos e Flávio Bolsonaro com 39%. Em eventual segundo turno, os dois aparecem em empate técnico.

29/09/2026 08:00 5 min de leitura
Pesquisa Quaest: Lula tem 44%, Flávio sobe e 2º turno é incerto
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Pesquisa Eleitoral

Nova pesquisa revela empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro para as eleições de 2026.

Lula (PT) mantém a dianteira na disputa pela Presidência, mas vê a eleição apertar no segundo turno, mostra pesquisa Nexus contratada pelo Banco BTG Pactual e divulgada nesta segunda-feira.

No cenário estimulado de primeiro turno com votos válidos, o petista soma 44% das intenções de voto, contra 39% de Flávio Bolsonaro (PL). O instituto resume: “Lula lidera o cenário estimulado de primeiro com 44% das intenções de voto, 5 pontos percentuais à frente de Flávio Bolsonaro (PL)”. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Cenário nacional aponta liderança, mas não definição

A pesquisa, feita por telefone com 2.000 eleitores de todo o país entre os dias 25 e 27 de setembro, indica um quadro nacional já bastante cristalizado. O levantamento tem nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07557/2026.

O cálculo em votos válidos, mesmo critério usado pelo TSE nas apurações oficiais, reforça a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro e deixa pouco espaço para outros nomes. Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) aparecem em patamares inferiores, sem capacidade, hoje, de romper a disputa entre PT e PL.

Empate técnico no segundo turno mantém disputa aberta

Nas simulações de segundo turno, a vantagem de Lula encolhe. No confronto direto com Flávio Bolsonaro, o petista tem 46% das intenções de voto, contra 44% do adversário. “Em simulação de segundo turno entre Lula e Flávio, o petista vai a 46%, enquanto o candidato do PL chega a 44%, configurando um empate técnico dentro da margem de erro”, registra o instituto.

Os outros cenários testados repetem a fotografia de equilíbrio. Lula aparece em empate técnico com Ronaldo Caiado e à frente de Romeu Zema, Renan Santos e Augusto Cury. Ainda assim, a diferença numérica, combinada à margem de erro de 2 pontos, impede qualquer leitura de vitória antecipada. O recado central é que a eleição permanece competitiva e que a reta final de campanha pode definir detalhes decisivos.

Eleitor consolidado limita espaço para viradas

Os dados sobre decisão de voto ajudam a explicar o cenário. De acordo com a Nexus, “87% dos eleitores brasileiros afirmam que a decisão de voto para presidente já foi tomada e não vão mais mudar”. Entre eles, “75% mencionam que o voto do primeiro turno foi decidido mais de seis meses atrás”.

O contingente disposto a rever a escolha é minoritário: apenas 12% dizem que ainda podem mudar de voto. Dentro desse grupo, 34% consideram baixa a chance de mudança e 26% avaliam que a possibilidade é alta. Na prática, a campanha fala hoje para um país majoritariamente decidido, com uma faixa pequena, porém estratégica, ainda aberta à persuasão.

Entre os eleitores que admitem a troca de candidato, a pesquisa mostra um mapa importante para as campanhas. Lula é citado como segunda opção por 18% desse segmento, seguido de perto por Augusto Cury e Flávio Bolsonaro, ambos com 17%. Esse equilíbrio na “segunda preferência” indica que qualquer erro de cálculo na reta final pode deslocar pontos valiosos num universo reduzido de eleitores voláteis.

Mercado vê menor risco, mas não descarta incerteza

O fato de a pesquisa ter sido contratada por um grande banco reforça a atenção de investidores ao quadro político. A liderança consistente de Lula, somada à alta proporção de eleitores já decididos, tende a ser lida por parte do mercado como um sinal de menor risco de mudança brusca de cenário.

Ao mesmo tempo, o empate técnico no segundo turno com Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e outros adversários impede qualquer sensação de conforto. A mínima oscilação de 2 ou 3 pontos, dentro da margem de erro, pode reconfigurar projeções sobre política econômica, reformas e condução da agenda fiscal nos próximos anos.

Dentro dos partidos, os números alimentam dois movimentos simultâneos. No PT, a ordem é manter o engajamento e evitar um clima de “já ganhou”, sob o risco de desmobilizar a base. No PL, a proximidade de Flávio Bolsonaro em todos os cenários de segundo turno funciona como estímulo para intensificar viagens, alianças regionais e presença em redes sociais, mirando especialmente o eleitor que ainda admite mudar de voto.

Estratégias na reta final e próximos passos

A poucos dias do primeiro turno, a pesquisa Nexus/BTG funciona como um balizador para ajustes finos nas campanhas. As equipes de marketing e coordenação política de Lula, Flávio Bolsonaro, Caiado, Zema, Renan Santos e Augusto Cury tendem a cruzar esses dados com seus próprios levantamentos internos para decidir onde concentrar tempo e recursos.

Estados com disputas locais apertadas e grande número de eleitores ainda voláteis devem concentrar esforços redobrados. A guerra por apoios de prefeitos, lideranças regionais e influenciadores digitais também ganha novo fôlego, diante da percepção de que poucos pontos podem decidir o acesso ao segundo turno ou a margem de vantagem na arrancada final.

A sucessão de novas pesquisas até o fim da semana deve mostrar se o quadro captado pelo Nexus é estável ou se há espaço para movimento de última hora. Por enquanto, o que se vê é um país dividido entre dois projetos, com protagonismo de Lula e Flávio Bolsonaro, e um grupo reduzido de eleitores que ainda carrega o poder de inclinar a balança.

O que mostra a pesquisa Nexus/BTG para presidente em 2026?

A pesquisa Nexus/BTG, registrada no TSE sob o número BR-07557/2026, mostra Lula com 44% dos votos válidos no primeiro turno, contra 39% de Flávio Bolsonaro, e um cenário de empate técnico no segundo turno, em que o petista tem 46% e o candidato do PL aparece com 44% das intenções de voto.

Quantos eleitores já decidiram o voto para presidente?

O levantamento Nexus/BTG aponta que 87% dos eleitores dizem já ter decidido o voto para presidente e não pretendem mudar, 12% afirmam que ainda podem mudar a escolha e 1% não sabe ou não respondeu, indicando um eleitorado amplamente consolidado e pouco espaço para grandes viradas na reta final.


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