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Esporte

Reação de Lucas Evangelista em pênalti não marcado agita Palmeiras x Vasco

Meia do Palmeiras sinaliza possível toque de mão de Barboza em lance de pênalti pedido pelo Vasco, não marcado por Daronco nem revisto pelo VAR, e reação viraliza.

Reação de Lucas Evangelista em pênalti não marcado agita Palmeiras x Vasco

Futebol

Lucas Evangelista reage a lance polêmico em clássico entre Palmeiras e Vasco que gerou muita discussão nas redes sociais.

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Lucas Evangelista virou personagem central da polêmica de arbitragem em Palmeiras x Vasco ao reagir imediatamente ao toque de mão de Barboza na área, lance em que os vascaínos pediram pênalti no Nubank Parque, no primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil. A penalidade não foi marcada por Anderson Daronco, o VAR não chamou para revisão, o Palmeiras venceu por 1 a 0 e a atitude do meio-campista palmeirense viralizou nas redes sociais.

O lance que inflamou a semifinal

Aos 4 minutos do segundo tempo, Lescano disputou a bola com Barboza dentro da área palmeirense. No duelo, a bola desviou no braço do zagueiro do Palmeiras. Bem perto da jogada, Lucas Evangelista fez na hora uma sinalização com o braço, indicando o possível toque de mão, enquanto jogadores do Vasco cercavam o árbitro pedindo pênalti.

Daronco mandou o jogo seguir e, após checagem silenciosa, o VAR não recomendou a revisão no monitor de campo. A partida continuou, o Palmeiras administrou a vantagem construída ainda no primeiro tempo e levou para o jogo de volta a vantagem mínima de 1 a 0.

Logo após o apito final, o vídeo de Evangelista reagindo ao toque de Barboza passou a circular em massa nas redes sociais. Torcedores de Palmeiras e Vasco debateram o gesto do meia, tentando interpretar se ele apontava para o braço do companheiro ou apenas pedia atenção para a jogada.

Dirigentes do Vasco atacam arbitragem

Inconformado com a não marcação do pênalti, o Vasco deixou o gramado em clima de forte irritação com a equipe de arbitragem. O presidente Pedrinho foi visto ainda no campo conversando diretamente com Anderson Daronco, cobrando explicações sobre o lance dentro da área de Barboza.

Na zona mista, o diretor de futebol Admar Lopes endureceu o tom e classificou a atuação da arbitragem como “completamente vergonhosa”. A crítica expôs a insatisfação institucional do clube carioca com a condução da partida justamente em um duelo decisivo de semifinal.

Internamente, o entendimento no Vasco é de que o pênalti poderia ter mudado o rumo do confronto, já que o time tinha a chance de empatar fora de casa e levar um resultado mais confortável para São Januário.

Abel desabafa e diz que não falará mais de árbitros

Do lado palmeirense, Abel Ferreira foi questionado em coletiva sobre a reclamação do Vasco e sobre o toque de mão de Barboza. Visivelmente cansado do tema, o treinador fez um desabafo ao tratar de lances anteriores envolvendo o Palmeiras e decidiu adotar nova postura pública.

“Não irei mais me manifestar sobre arbitragem”, afirmou Abel, dizendo entender que comentários sobre juízes acabam respingando em sua imagem e desviando o foco do desempenho da equipe em campo.

O técnico preferiu concentrar o balanço da noite na atuação do Palmeiras, que criou chances para fazer um placar maior, mas sai com uma vantagem curta para o duelo de volta.

Entenda o contexto

O lance de mão de Barboza e a reação de Lucas Evangelista chegam em um cenário de pressão crescente sobre a arbitragem em jogos decisivos da Copa do Brasil. A não intervenção do VAR em um momento-chave da partida reacende o debate sobre critérios adotados para toques de mão na área e sobre a transparência das avaliações feitas na cabine.

Com o 1 a 0 no Nubank Parque, o Palmeiras vai ao jogo de volta jogando pelo empate para avançar à final. O Vasco precisa vencer em São Januário para reverter a desvantagem. Até lá, o episódio deve seguir em discussão entre torcedores, comentaristas e especialistas em arbitragem, enquanto a comissão de árbitros da CBF é pressionada a revisar o lance e, eventualmente, ajustar diretrizes para evitar novas controvérsias em mata-matas decisivos.