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Resultado Mega Sena 3057: números e ganhadores do sorteio de hoje

Pesquisas mostram polarização na corrida ao governo de Mato Grosso e fragmentação na disputa por vagas à Câmara em Mato Grosso do Sul, com alta de indecisos.

14/09/2026 08:01 6 min de leitura
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A três semanas do primeiro turno, a corrida eleitoral em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul ganha contornos de teste decisivo para o novo desenho político do Centro-Oeste. Pesquisas recentes expõem um governo estadual em disputa voto a voto e uma eleição para a Câmara dos Deputados marcada por fragmentação e alta incerteza.

Mato Grosso vive polarização pelo governo estadual

Em Mato Grosso, sete candidatos disputam o comando de um eleitorado de 2.638.230 pessoas aptas a votar. O registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral confirma uma eleição pulverizada, mas com clara concentração de forças em dois nomes: Wellington Fagundes (PL) e Otaviano Pivetta (Republicanos).

Levantamento da AtlasIntel, com 1.209 entrevistas presenciais realizadas entre 4 e 9 de setembro e margem de erro de 3 pontos percentuais, coloca o senador Wellington Fagundes numericamente à frente. De acordo com o estudo, “Wellington Fagundes (PL) lidera a disputa numericamente com 34,4% das intenções de voto — AtlasIntel”.

O ex-vice-governador Otaviano Pivetta aparece logo atrás, com desempenho que mantém a disputa em aberto. A mesma pesquisa registra que “Otaviano Pivetta (Republicanos) registra 30,8% das intenções de voto, tecnicamente empatado com Wellington Fagundes — AtlasIntel”. A diferença, dentro da margem de erro, alimenta a expectativa de uma campanha mais agressiva nas próximas semanas.

Os demais concorrentes, entre eles Doutora Natasha (PSD), tentam furar o bloqueio da polarização com discurso de renovação e foco em temas como saúde, educação e combate à desigualdade regional. Nenhum deles, porém, se aproxima até agora do patamar dos dois líderes nas simulações divulgadas.

Segundo turno no radar e pressão por alianças

O cenário de sete candidaturas torna improvável uma vitória em primeiro turno. Se nenhum nome superar a barreira de metade dos votos válidos, os dois mais votados voltam às urnas em 25 de outubro. As simulações da AtlasIntel indicam vantagem de Wellington Fagundes em cenários de confronto direto, mas o quadro depende da migração de votos de quem ficar pelo caminho.

No bastidor, partidos menores sondam tanto Fagundes quanto Pivetta para acordos de apoio em eventual segunda etapa. A força do agronegócio, que domina a economia mato-grossense, pesa nessas conversas. Setores do campo e da logística pressionam por compromissos claros em infraestrutura, licenciamento ambiental e segurança nas áreas de fronteira.

As campanhas aproveitam a divulgação dos números para ajustar roteiros de viagens e peças de rádio, TV e redes sociais. O favoritismo numérico de Fagundes coloca o PL em posição confortável para atrair aliados, mas o desempenho de Pivetta, considerado competitivo, impede que qualquer lado se comporte como vencedor antecipado.

Mato Grosso do Sul expõe divisão na corrida à Câmara

Em Mato Grosso do Sul, o foco está na formação da bancada federal. Pesquisa do Instituto Ranking Brasil Inteligência, também de 4 a 9 de setembro, com 2.000 eleitores em 30 municípios e margem de erro de 2,2 pontos percentuais, aponta um quadro disperso na disputa para deputado federal.

Na pergunta espontânea, em que o entrevistador não apresenta lista de nomes, a liderança é pulverizada entre siglas que hoje protagonizam a política nacional e regional. No PL, “na modalidade espontânea, Mara Caseiro (PL) é a primeira colocada com 3,3% — Instituto Ranking Brasil Inteligência”. Ela é seguida de perto por Rodolfo Nogueira, com 2,9%, e Marcos Pollon, com 2,8%.

A Federação União Progressista, que reúne União Brasil e PP, também mostra presença relevante. O levantamento aponta que “Rose Modesto (Federação União Progressista) lidera com 3,6% das intenções de voto — Instituto Ranking Brasil Inteligência”, à frente de nomes tradicionais como o deputado federal Geraldo Resende, com 2,4%.

Entre as forças de esquerda, a Federação formada por PT, PV e PCdoB aparece com Camila Jara em 2% na lembrança espontânea. No campo liberal-conservador, o Republicanos emplaca Jaime Verruck com 1,6%. A lista segue com dezenas de candidatos somando frações de ponto, o que reforça a imagem de um tabuleiro aberto.

Indecisos e votos nulos podem redesenhar bancada

Mais de metade do eleitorado sul-mato-grossense ainda não se compromete com nenhum nome para a Câmara. A pesquisa mostra 25,6% de votos brancos e nulos e 34% de indecisos ou que não responderam. A soma de 59,6% evidencia um grau alto de volatilidade, raro em disputas proporcionais tão próximas da votação.

Esse contingente tem potencial para premiar quem conseguir se destacar na reta final, sobretudo em municípios médios onde lideranças locais ainda funcionam como cabos eleitorais determinantes. O quadro também favorece campanhas com maior estrutura de comunicação e capacidade de presença simultânea em várias regiões do estado.

O resultado prático, se o cenário se mantiver indefinido, é uma bancada federal sujeita a surpresas e renovação acima da média. Agricultores, industriais e representantes do setor de serviços acompanham de perto a movimentação, preocupados com a futura correlação de forças em votações sobre crédito rural, obras de integração logística e políticas de incentivo fiscal.

Com o relógio eleitoral em contagem regressiva até 4 de outubro, campanhas em ambos os estados intensificam agendas de rua e presença digital. Debates regionais, programas de TV e confrontos diretos entre candidatos tendem a ganhar temperatura, enquanto partidos articulam alianças de olho no segundo turno em Mato Grosso e na distribuição das cadeiras de Mato Grosso do Sul em Brasília.

Os próximos dias devem indicar se a polarização em torno de Fagundes e Pivetta se cristaliza ou se algum nome outsider consegue crescer no vácuo do descontentamento. Em Mato Grosso do Sul, a principal incógnita é se o enorme bloco de indecisos se dispersa entre vários candidatos ou se se concentra em poucas campanhas, alterando de forma brusca a geografia política da bancada do estado.

Quem são os candidatos a governador em Mato Grosso nas eleições de 2026?

Sete candidatos disputam o governo de Mato Grosso em 2026, entre eles Wellington Fagundes (PL), Otaviano Pivetta (Republicanos) e Doutora Natasha (PSD), registrados no Tribunal Superior Eleitoral junto com outros quatro nomes de partidos menores, compondo um cenário fragmentado e com forte tendência à polarização no primeiro turno.

Como está a disputa para deputado federal em Mato Grosso do Sul segundo a pesquisa recente?

Pesquisa do Instituto Ranking Brasil Inteligência, com 2.000 eleitores em 30 municípios e margem de erro de 2,2 pontos, mostra cenário completamente fragmentado, com lideranças na casa de 3% e mais de 59% somando brancos, nulos e indecisos, o que indica ampla volatilidade e espaço para viradas na reta final da campanha.

O que mostra a pesquisa do AtlasIntel para governador do Mato Grosso?

A pesquisa AtlasIntel, realizada entre 4 e 9 de setembro com 1.209 entrevistados e margem de erro de 3 pontos percentuais, aponta Wellington Fagundes (PL) com 34,4% das intenções de voto e Otaviano Pivetta (Republicanos) com 30,8%, em situação de empate técnico, indicando provável segundo turno e pressão por alianças regionais.


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