Seleção sul-coreana estreia novo ciclo contra Equador às 8h hoje
Coreia do Sul e Equador se enfrentam hoje, às 8h, em Suwon. Amistoso marca as estreias de Robert Moreno e Marcelo Gallardo e inicia o ciclo rumo a 2030.
Futebol Internacional
Amistoso em Suwon marca o início da nova fase das seleções com técnicos estreantes.
Coreia do Sul e Equador se enfrentam na manhã desta quinta-feira (24), às 8h (de Brasília), em Suwon, em um amistoso que vale mais do que o placar. O duelo marca as estreias de Robert Moreno e Marcelo Gallardo e abre, de forma oficial, o novo ciclo das duas seleções rumo ao Mundial de Seleções de 2030.
O jogo coloca em campo dois projetos em reconstrução. De um lado, uma Coreia que transforma o fiasco recente em assunto de Estado. Do outro, um Equador que tenta se manter competitivo sem seu maior artilheiro recente e com elenco desfalcado.
Coreia tenta virar a página de crise política e esportiva
A seleção sul-coreana entra em campo pressionada por uma campanha considerada desastrosa no último Mundial de Seleções, com eliminação ainda na fase de grupos. A frustração se espalha para fora do gramado: o presidente Lee Jae-myung critica publicamente o desempenho e cobra explicações da federação. “A Coreia do Sul chegou a virar assunto de estado”, admite o próprio presidente.
O desgaste culmina na queda de Hong Myung-bo, alvo até de ameaças, e abre espaço para um nome estrangeiro. A federação aposta no espanhol Robert Moreno, técnico de perfil analítico, com passagens como auxiliar no Barcelona e na seleção espanhola. Ele assume com a missão declarada de profissionalizar processos e entregar um time competitivo até 2030.
Moreno encara em Suwon seu primeiro contato real com o elenco. “O amistoso diante do Equador será sua primeira oportunidade de observar os jogadores sul-coreanos em uma partida”, resume o treinador, ciente de que cada minuto em campo vale como teste. A Coreia chega embalada por três vitórias consecutivas, mas nenhuma sob o seu comando.
O time titular deixa claro que o novo ciclo não rompe com a velha espinha dorsal. No gol, aparece Kim Seung-Gyu. A defesa tem Seol Young-Woo, Kim Min-Jae, Lee Han-Beom e Lee Tae-Seok. O meio-campo reúne Hwang In-Beom, Paik Seung-Ho, Lee Kang-In e Hwang Hee-Chan, enquanto o ataque fica com Son Heung-min e Oh Hyeon-Gyu.
Gallardo estreia na seleção e redesenha ataque do Equador
O Equador inicia em Suwon uma experiência inédita: Marcelo Gallardo, ídolo continental pelo trabalho em clubes, estreia no comando de uma seleção nacional. “Marcelo Gallardo fará sua estreia no comando de uma seleção nacional”, reforça o próprio argentino, que assina contrato até 2030 e ganha carta branca para redesenhar o projeto.
A missão não é simples. A equipe vem de desempenho irregular, com apenas uma vitória nos últimos cinco jogos, e sofre com um problema crônico no ataque. Na última participação no Mundial de Seleções, o Equador marcou apenas 2 gols em 4 partidas. A situação se agrava com a aposentadoria do centroavante Enner Valencia da seleção.
O novo ciclo começa também com uma lista de desfalques. Ficam fora por lesão o zagueiro Piero Hincapié, o também defensor Joel Ordóñez, o volante Moisés Caicedo e os atacantes Gonzalo Plata e Kevin Rodríguez. Gallardo precisa montar seu plano ofensivo sem algumas das principais referências recentes.
Mesmo assim, o treinador preserva parte da base que disputou o Mundial. Hernán Galíndez assume o gol. A defesa tem Ángelo Preciado, Félix Torres, Willian Pacho e Pervis Estupiñán. No meio, Pedro Vite, Alan Franco e Jordy Alcívar formam o trio de sustentação. O ataque vem com John Yeboah, Nilson Angulo e Jordy Caicedo, principal candidato a herdar o papel de centroavante.
Laboratório tático em campo e impacto fora dele
A bola rola às 8h (de Brasília) no Suwon World Cup Stadium, com arbitragem do argentino Facundo Tello. A partida não tem transmissão anunciada para o Brasil, o que limita o alcance do jogo entre torcedores locais, mas não reduz o peso interno para coreanos e equatorianos. Nas arquibancadas, o julgamento é imediato: os novos técnicos já são medidos por postura, ideias e sinais de mudança.
O caráter de laboratório aparece desde a escalação. Moreno precisa encontrar equilíbrio entre a liderança de Son Heung-min e a necessidade de abrir espaço para nomes mais jovens. A ideia na federação é clara: usar a janela até 2030 para fortalecer a estrutura, da base à seleção principal, em um ambiente politicamente sensível.
No Equador, os olhos se voltam sobretudo para o ataque. Sem Enner Valencia, o time busca alternativas para recuperar o instinto goleador. Gallardo traz a promessa de uma equipe mais organizada com a bola, capaz de produzir mais do que os 2 gols vistos nas quatro partidas do último Mundial. A estreia serve para o técnico mapear quem estará no núcleo duro de convocações.
O mercado de apostas capta o momento de transição e aponta leve favoritismo dos anfitriões. A vitória da Coreia do Sul aparece a 2.37, o empate a 3.25 e o triunfo equatoriano a 3.10. A expectativa de gols também chama atenção. “A vitória equatoriana aparece a 3.10, enquanto ambos marcarem está a 1.09”, registra um operador, espelhando a sensação de jogo aberto, mas imprevisível.
Quem ganha com o amistoso e o que vem pela frente
O saldo prático do amistoso vai muito além da estatística de vitórias. Cada minuto em campo ajuda a definir hierarquias internas, derrubar intocáveis e projetar novos protagonistas. Uma boa atuação sul-coreana tende a aliviar a pressão sobre a federação e sobre Moreno, num ambiente ainda marcado por críticas duras e inquéritos internos sobre planejamento e decisões técnicas.
No Equador, Gallardo joga pela aceitação do vestiário e da torcida. Uma equipe organizada, mesmo com desfalques importantes, consolida a narrativa de que o novo comando já produz efeito. Um desempenho fraco, em contrapartida, alimenta dúvidas sobre a adaptação do treinador ao calendário e às particularidades do futebol de seleções.
O amistoso em Suwon funciona como um ponto de partida simbólico para os dois projetos até 2030. A médio prazo, as federações precisam transformar o discurso em investimento em infraestrutura, formação de atletas e gestão. No campo, o que se vê hoje em Coreia do Sul x Equador dá o primeiro desenho de como cada país pretende chegar ao próximo Mundial de Seleções: com cicatrizes recentes, mas disposto a recomeçar.
Coreia do Sul x Equador onde assistir?
O amistoso Coreia do Sul x Equador, disputado hoje às 8h (horário de Brasília) no Suwon World Cup Stadium, não tem transmissão anunciada para o Brasil, o que obriga o torcedor brasileiro a acompanhar o jogo por tempo real em sites esportivos, redes sociais oficiais das seleções e aplicativos de placar ao vivo.
Qual o palpite para Coreia do Sul x Equador?
O amistoso Coreia do Sul x Equador, marcado para as 8h de hoje em Suwon, tem leve favoritismo da seleção sul-coreana nas casas de apostas, com odds de 2.37 para vitória, 3.25 para empate e 3.10 para triunfo equatoriano, cenário que indica equilíbrio e faz muitos analistas projetarem um empate com gols como resultado mais provável.


