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Sprout transforma iPods antigos com Wi-Fi e streaming Apple Music

Projeto Sprout Pi Mainboard, criado em Londres, troca a placa lógica de iPods antigos e mantém o visual clássico enquanto adiciona Wi‑Fi, Bluetooth, USB‑C, microSD de até 2TB e streaming via Apple Music e Spotify.

Sprout transforma iPods antigos com Wi-Fi e streaming Apple Music

Tecnologia

Atualize seu iPod clássico com recursos modernos como Wi-Fi e streaming de música via Apple Music e Spotify.

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Um estúdio de Londres está desenvolvendo a Sprout Pi Mainboard, uma nova placa lógica que substitui o interior de iPods antigos, preserva a tela e a click wheel originais e adiciona funções atuais como Bluetooth, Wi‑Fi, USB‑C, microSD de até 2TB e até streaming por Apple Music e Spotify, num movimento que empolga fãs do player clássico às vésperas dos 25 anos do aparelho.

O que é a Sprout Pi Mainboard

A Sprout Pi Mainboard é uma placa que entra no lugar da eletrônica original de alguns modelos de iPod, mas mantém o corpo, o visor e o controle circular que marcaram a identidade do dispositivo. Na prática, o usuário abre o aparelho, remove a placa antiga e instala o novo “cérebro”, que passa a comandar tudo.

Segundo os criadores, “o Sprout logic board foi projetado com tudo isso em mente, e embora rode uma interface que se parece muito com a do iPod original, está cheio de recursos modernos”. A ideia é oferecer a experiência visual clássica, porém com comportamento de um player atual.

O projeto prevê duas versões da placa: uma focada em quem só quer tocar arquivos armazenados localmente e outra com Wi‑Fi, voltada para quem pretende usar streaming de música e recursos como AirPlay.

Quais modelos de iPod serão compatíveis

Nesta fase, a compatibilidade é restrita. A Sprout Pi Mainboard foi desenhada para funcionar com o 1º e o 2º iPod mini, além do 3º e do 4º iPod. Modelos populares como iPod classic, nano e os iPods originais com tela colorida ficam de fora por enquanto.

Isso significa que, para entrar na onda, o interessado precisa já ter um desses aparelhos guardados em casa ou ir atrás de unidades usadas no mercado de segunda mão, algo que pode sair caro dependendo do estado de conservação e da raridade do modelo.

Entenda o contexto

O aniversário de 25 anos do iPod, celebrado em outubro, reacendeu a nostalgia em torno do aparelho que ajudou a definir a era da música digital portátil. A Apple descontinuou toda a linha há algum tempo e, oficialmente, o iPod saiu de cena, mas comunidades de fãs seguem ativas em fóruns, grupos e canais de vídeo, restaurando e modificando unidades antigas.

Até agora, as modificações mais comuns envolviam trocar o disco rígido por armazenamento em flash, instalar baterias maiores e renovar carcaças riscadas. Isso aumentava a autonomia e a confiabilidade, mas deixava intocados o software e as limitações de conexão: nada de streaming e, na maioria dos casos, sem Bluetooth para usar fones sem fio recentes.

Mesmo aparelhos mais novos da família, como o último iPod nano com Bluetooth e Wi‑Fi ou o iPod touch de 7ª geração, esbarram hoje em sistemas desatualizados. O iPod touch mais recente só chega até o iOS 15, incapaz de rodar muitos apps modernos de streaming, e o nano nunca aceitou instalação de aplicativos.

O que a placa nova adiciona aos iPods antigos

Ao trocar a placa inteira, o Sprout consegue ir além dos upgrades tradicionais. A solução promete Bluetooth para fones e caixas sem fio, Wi‑Fi, DAC hi‑fi para áudio em alta qualidade, porta USB‑C para recarga e transferência de dados, além de um slot microSD que suporta cartões de até 2TB.

O grande salto, porém, está na promessa de suporte a streaming nativo por Apple Music e Spotify, recurso que só existia de forma limitada em alguns iPods touch. Se for entregue como anunciado, o iPod clássico de bolso volta ao bolso com acesso direto às plataformas que dominam o consumo de música hoje.

Com isso, quem guardou um iPod mini ou um modelo de terceira ou quarta geração pode ganhar um player praticamente novo, preparado para o ecossistema atual de áudio, mas com o design de sempre — algo que pesa muito para colecionadores e entusiastas de tecnologia vintage.

Projeto ainda está em desenvolvimento

Apesar do entusiasmo da comunidade — o vídeo de apresentação da Sprout Pi Mainboard já passou de 1 milhão de visualizações —, os criadores reforçam que o projeto ainda não virou produto pronto. A placa segue em desenvolvimento e parte dos recursos prometidos, especialmente os ligados a streaming, ainda está sendo implementada e testada.

Os responsáveis adotam um tom cauteloso nas comunicações: “Comprar um produto baseado em uma promessa não é uma boa ideia”, afirmam. A campanha de financiamento coletivo, que deve definir preço, prazos e primeiras entregas, ainda não foi lançada.

Enquanto isso, interessados podem apenas se inscrever para receber atualizações por e‑mail na página oficial do projeto. Não há pré-venda aberta nem estimativa oficial de quanto cada placa vai custar.

Mercado de mods e impacto para fãs do iPod

O sucesso inicial de audiência mostra o tamanho da base de fãs que ainda enxerga valor nos iPods, mesmo anos após o fim da produção. Para esse público, a Sprout Pi Mainboard oferece algo além da restauração: a chance de colocar o aparelho para competir, em funcionalidades, com players de áudio modernos sem abandonar o visual icônico.

A iniciativa também reforça uma tendência de prolongar a vida útil de eletrônicos via mods, em vez de substituí-los assim que ficam ultrapassados. Na prática, isso pode reduzir descarte de aparelhos e alimentar um nicho de acessórios, peças e serviços de personalização.

Por outro lado, o recorte limitado de modelos compatíveis e o provável custo somado de placa mais iPod usado indicam que o Sprout deve permanecer como solução de nicho, voltada a colecionadores, audiófilos e entusiastas de tecnologia retrô. A Apple, que não participa do projeto, assiste de fora enquanto o legado cultural do iPod é reescrito por mãos independentes.