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Lançamentos de IA

Startup de IA ASI capta US$ 325 mi e vale US$ 3 bi

ASI Inc. levanta US$ 325 milhões em rodada Série C, passa a valer US$ 3 bilhões e consolida contratos bilionários com FAA, Exército dos EUA e setor de energia para gerir infraestrutura crítica com IA.

Startup de IA ASI capta US$ 325 mi e vale US$ 3 bi

Investimentos

ASI Inc. fortalece presença no mercado com aporte significativo e contratos estratégicos em setores essenciais.

Leia também: Anthropic leva a parlamentares dos EUA proposta de lei para travar IA de alto risco

A ASI Inc., startup americana de inteligência artificial focada em infraestrutura crítica, anunciou nesta terça-feira (20) a captação de US$ 325 milhões em uma rodada Série C que elevou a avaliação da empresa para US$ 3 bilhões, impulsionada por contratos robustos com a autoridade de aviação dos EUA, Forças Armadas e operadoras de energia.

IA para controlar infraestrutura crítica

Fundada por Phillip Buckendorf, a ASI desenvolve modelos avançados de IA capazes de simular a realidade física e prever cenários futuros em tempo real, permitindo que operadores planejem e orquestrem operações em setores como aviação, defesa e redes elétricas, onde pequenas falhas podem provocar grandes apagões ou paralisações.

A rodada foi liderada pelo fundo Spark Capital e teve participação de Citadel Securities, Craft Ventures, Meritech Capital, Energy Impact Partners e Andreessen Horowitz, todos com forte atuação em tecnologia e infraestrutura. O novo capital será usado para expandir as equipes de pesquisa e engenharia, aprofundar a atuação em aviação, defesa e energia e abrir frente em áreas como logística.

“Enquanto o ecossistema tecnológico investiu bilhões em IA para manipular palavras e gerar texto, a ASI está focada em sistemas de IA que gerenciam e controlam ativos físicos”, disse Buckendorf, que descreve a plataforma como um “sistema nervoso automatizado” para manter o país funcionando.

Contratos bilionários com a aviação dos EUA

O principal motor da nova rodada é um contrato multianual de US$ 875 milhões assinado em junho com a autoridade federal de aviação dos Estados Unidos para gerenciar o tráfego aéreo futuro do país com a plataforma de IA da ASI. O acordo, com duração de 12 anos, coloca a startup entre um grupo restrito de empresas de tecnologia que assumem contratos federais desse porte.

Pelo contrato, o software da ASI integra dados de rotas de voo, tráfego aéreo em tempo real, condições meteorológicas e escala das equipes de controle para prever congestionamentos e redesenhar rotas, reduzindo atrasos e aumentando a segurança. A primeira implementação ocorreu no Aeroporto Internacional Dulles, na região de Washington, no mês passado, e há plano de expansão para todos os principais aeroportos americanos.

Além da autoridade de aviação, companhias como United Airlines e Delta Air Lines já usam a tecnologia para planejar operações de voo, ajustando malhas aéreas com mais antecedência e visibilidade de riscos.

Defesa e energia entram na mira da IA

No setor de defesa, a ASI firmou no início de outubro um contrato de cinco anos avaliado em US$ 99 milhões com o Exército dos Estados Unidos para fornecer software de comando e controle baseado em IA, capaz de simular cenários operacionais complexos e apoiar decisões em tempo real. A empresa também atende a Força Aérea americana com sistemas semelhantes, voltados à coordenação diária de operações.

Na energia, clientes como a National Grid USA Service Company usam a plataforma para planejar a operação de redes elétricas críticas, antecipando picos de demanda, eventos climáticos extremos e falhas em ativos físicos. A promessa é reduzir o risco de apagões e aumentar a resiliência de infraestrutura que sustenta desde hospitais até centros de dados.

Com essa presença simultânea em aviação, defesa e energia, a ASI se posiciona como fornecedora estratégica de software para ativos físicos de alto risco, rivalizando com gigantes consolidados do setor que tradicionalmente dominam contratos governamentais e de utilities.

Entenda o contexto

A nova rodada consolida um movimento de migração da inteligência artificial de aplicações voltadas principalmente a texto, imagens e vídeos para sistemas que atuam diretamente sobre o mundo físico. Em vez de gerar conteúdo, a tecnologia da ASI calcula, de forma autônoma, como redes complexas devem se comportar nos próximos minutos, horas ou dias, oferecendo aos operadores caminhos mais seguros e eficientes.

O avanço da startup ocorre em meio a um esforço de modernização da infraestrutura crítica dos Estados Unidos, com agências federais e grandes empresas adotando softwares preditivos para reduzir custos, evitar falhas e responder mais rápido a crises. Essa dependência crescente de algoritmos para controlar ativos estratégicos, porém, também abre debates sobre transparência, governança e segurança cibernética, que tendem a ganhar peso à medida que a ASI amplia seu alcance para setores como logística e transporte de cargas.

Fonte: matéria original