VAR anula pênalti bizarro e Mirassol vira sobre o Coritiba
Mirassol vence o Coritiba por 2 a 1, de virada, no Couto Pereira, em jogo marcado por pênalti bizarro anulado pelo VAR no último lance e mudança na tabela.
Futebol
Virada emocionante no Couto Pereira com decisão do VAR que anulou pênalti no final da partida.
O Mirassol vence o Coritiba por 2 a 1, de virada, na manhã deste domingo (6), no Couto Pereira, pela 26ª rodada do Brasileirão. A partida termina sob forte tensão, com um pênalti marcado para o Coxa no último lance e rapidamente anulado pelo árbitro de vídeo.
Virada em jogo direto contra o Z4
O resultado mexe na parte baixa da tabela e freia o embalo do Coritiba Foot Ball Club. O Mirassol Futebol Clube chega a 28 pontos, assume a 16ª posição e abre três de vantagem para o Vasco, primeiro time dentro da zona de rebaixamento. O Coxa, que defende sequência de quatro jogos sem derrota e mira o G5, estaciona nos 37 pontos, cai para sétimo e vê o Bahia, quinto colocado, abrir seis pontos.
O jogo em Curitiba reúne interesses opostos, mas igualmente urgentes. O Mirassol entra pressionado para não terminar o fim de semana no Z4. O Coritiba tenta aproveitar o bom momento para se aproximar dos times que brigam por vagas em torneios continentais e consolidar a reação na Série A.
Primeiro tempo morno, segundo tempo elétrico
A manhã no Couto Pereira começa arrastada. O Coritiba ronda mais a área adversária, troca passes, mas pouco cria. O Mirassol se fecha e espera contra-ataques, sem acertar o alvo com perigo. A melhor chance sai só na reta final, quando Pedro Rocha recebe de Sebas Gómez na meia-lua e finaliza por cima, rente ao travessão.
O intervalo muda o roteiro. As duas equipes voltam mais soltas, e o jogo ganha velocidade. O Mirassol quase surpreende logo no início, com Eduardo ganhando divididas na área e batendo na saída de Pedro Morisco. Jacy salva o Coritiba em cima da linha e adia a festa paulista.
O lance acorda o estádio e abre o caminho para a sequência de gols. A defesa dos dois lados passa a sofrer com a troca de passes mais rápida e com espaços nas laterais. O placar, até então travado, desanda em poucos minutos.
Lei do ex e virada paulista no Couto
O Coritiba enfim transforma posse em vantagem aos 15 minutos do segundo tempo. JP Chermont desce pela direita e cruza. A bola atravessa a área, encontra Fabinho livre do outro lado, e o meia bate cruzado. Pedro Rocha aparece na pequena área e só completa para o gol. “O Coritiba saiu na frente com Pedro Rocha, mas não conseguiu sustentar a vantagem no segundo tempo”, escreve Guto Marchiori, do ge.
A alegria dura três minutos. O Mirassol empata com roteiro conhecido do torcedor coxa-branca. Gustavo Mosquito, formado no Coritiba, se antecipa à zaga após chute fraco de Igor Formiga e, sozinho na pequena área, toca para o fundo da rede. Pedro Morisco ainda desvia, mas não evita o 1 a 1. “O Mirassol se aproveitou da lei do ex, venceu o Coritiba por 2 a 1, de virada, no Couto Pereira, e abriu três pontos de vantagem para o Z4 neste momento”, registra o UOL Esporte.
O empate desequilibra o Coxa. A equipe tenta responder em bola parada ensaiada, em jogada que lembra a seleção argentina de 2022, mas para na marcação do Mirassol. O time paulista cresce, ganha confiança e passa a mandar no contra-ataque.
A virada vem com Bruno Santos. O atacante recebe aberto pela direita, avança com liberdade, entra na área e finaliza cruzado para vencer Pedro Morisco. É o segundo gol dele pelo clube paulista e a senha para uma vitória que o Mirassol não conquista como visitante há quatro meses.
Pênalti em choque entre companheiros e intervenção relâmpago do VAR
O desfecho da manhã, porém, não vem do pé de nenhum atacante, mas do apito de André Luiz Skettino. Aos 52 minutos do segundo tempo, em uma das últimas bolas levantadas na área do Mirassol, o árbitro vê Rodrigo Moledo cair e aponta de imediato para a marca da cal, sob protestos generalizados dos visitantes.
As imagens mostram outra cena. O choque é entre dois jogadores do próprio Coritiba, Bruno Melo e Moledo, dentro da área. “A jogada aconteceu já nos acréscimos, quando Bruno Melo e Rodrigo Moledo estavam dentro da área do Coritiba. Os dois jogadores do time da casa se chocaram durante a disputa, e Skettino apontou para a marca da cal pela queda de Moledo, ainda sem perceber que quem o toca é Bruno Melo”, descreve Guto Marchiori, do ge.
O árbitro de vídeo Michel Patrick Costa Guimarães chama Skettino ao monitor. A revisão dura poucos segundos. “O árbitro André Luiz Skettino marcou um pênalti a favor do Coritiba no último lance da derrota por 2 a 1 para o Mirassol, neste domingo, no Couto Pereira, pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro. A decisão, porém, durou poucos segundos. Chamado pelo VAR, o juiz reviu o lance e anulou a marcação após perceber que o choque havia acontecido entre dois jogadores do próprio Coxa”, completa Marchiori.
Skettino assiste à jogada uma vez, retorna ao gramado, cancela o pênalti e encerra a partida na sequência. O episódio expõe, em poucos instantes, a fragilidade da percepção em campo e a força da tecnologia em lances decisivos.
Impactos na tabela e nos vestiários
O triunfo em Curitiba dá ao Mirassol um respiro raro numa temporada de aperto. Com 28 pontos e em 16º lugar, o time paulista garante que não termina a rodada dentro do Z4, mesmo que Internacional, 18º com 25 pontos, ou Remo, 19º com 23, pontuem mais tarde. A distância para o Vasco, primeiro na zona de rebaixamento, sobe para três pontos e muda o clima no clube.
No Coritiba, o impacto é de freada brusca. “A derrota parou o embalo do Coritiba. A equipe vinha de quatro jogos sem perder e buscava colar no G5. Agora, o Coxa é o sétimo colocado, com 37 pontos, seis a menos que o Bahia, atual 5° colocado”, observa o UOL Esporte. A perda da invencibilidade em casa, somada ao gol do ex e à trapalhada de arbitragem no fim, pesa no ambiente e cobra resposta rápida da comissão técnica.
A polêmica com o VAR também atinge o setor de arbitragem. O lance vira combustível imediato para debates sobre critério, preparo e dependência da tecnologia. A correção é correta e rápida, mas expõe um erro grosseiro no campo, exatamente no tipo de jogada que alimenta a desconfiança de torcedores e dirigentes.
Próximos passos: clássico, decisão e mais pressão
A semana não dá muito tempo para luto ou celebração. O Coritiba volta a campo já na sexta-feira, às 21h, novamente no Couto Pereira, para enfrentar o Athletico no clássico local pela 27ª rodada. A derrota para o Mirassol aumenta a pressão por uma atuação sólida, capaz de recolocar o time na trilha do G5 e estancar as oscilações exibidas neste domingo.
O Mirassol recebe o Vitória no domingo, às 16h, em partida que pode consolidar a reação e ampliar a distância para a zona de rebaixamento. A vitória em Curitiba, com lei do ex, virada e polêmica no apito, injeta confiança num elenco que convive com o risco constante de queda.
O Campeonato entra em sua reta decisiva com distâncias curtas e margens pequenas para erro. Para Coritiba e Mirassol, o jogo deste domingo fica como retrato da temporada: cada vacilo custa caro, cada intervenção do VAR pode redesenhar a tabela, e cada rodada passa a parecer eliminatória numa corrida que ainda tem 12 capítulos pela frente.
O que aconteceu no pênalti anulado em Coritiba x Mirassol?
No último lance, o árbitro marcou pênalti ao ver Rodrigo Moledo cair na área. As imagens mostraram choque com o companheiro Bruno Melo, sem falta do Mirassol. O VAR chamou revisão, e a marcação foi anulada.
Como ficou a classificação de Coritiba e Mirassol após o jogo?
O Mirassol chegou a 28 pontos, é o 16º e abriu três pontos para o Vasco, primeiro time no Z4. O Coritiba caiu para 7º, com 37 pontos, seis atrás do Bahia, quinto colocado.
Quando são os próximos jogos de Coritiba e Mirassol?
O Coritiba enfrenta o Athletico na sexta-feira, às 21h, no Couto Pereira. O Mirassol recebe o Vitória no domingo, às 16h. Ambos os jogos são pela 27ª rodada do Brasileirão.


