Wandrd lança alça magnética para câmeras que suporta 90 kg
Wandrd apresenta Magnetic Camera Strap, sistema de alça magnética com âncoras Torus Links e trava de segurança, que promete mais agilidade e proteção para fotógrafos.

Tecnologia
Nova alça magnética da Wandrd oferece segurança e praticidade para fotógrafos em movimento.
Leia também: 4 formas que seu número cai em listas de spam e como evitar hoje
A Wandrd lançou nesta semana o Magnetic Camera Strap, sistema de alça magnética para câmeras que aposta em conexões rápidas e mais seguras com âncoras chamadas Torus Links e um mecanismo de trava que tenta aposentar de vez as tiras tradicionais incluídas pelos fabricantes.
Como funciona a nova alça magnética da Wandrd
O coração do sistema são as Torus Links, pequenas âncoras circulares em formato de “donut” que ficam presas nos olhais da câmera e suportam até 198 libras de carga, o suficiente para segurar com folga praticamente qualquer conjunto de corpo e lente. É nelas que entra o CoreLock, mecanismo magnético na ponta da alça que se encaixa no orifício central da peça.
Na prática, os ímãs guiam o CoreLock até a posição certa, tornando o encaixe quase automático, inclusive com uma mão só. Uma vez preso, a trava mecânica entra em ação para impedir que a câmera se solte apenas com um puxão, problema comum em soluções magnéticas simples.
Para remover a alça, o usuário precisa acionar um sistema de pinça dupla, apertando a peça por cima e por baixo para liberar o encaixe. A combinação de ímãs e trava física busca equilibrar velocidade e segurança: rápida na hora de conectar, resistente a desligamentos acidentais.
O desenho das âncoras também inclui uma espécie de “sinal de desgaste”: se o cordão que prende o Torus Link começar a abrir, primeiro aparece a cor amarela sob o revestimento preto, indicando que é hora de trocar a peça; se surgir vermelho, o recado é parar de usar imediatamente. A Wandrd oferece dois anos de garantia para o sistema.
Conforto, materiais e ausência de metal
A alça usa um nylon tubular customizado que a marca batizou de “liquid nylon”, desenvolvido ao longo de dois anos para ficar mais macio nas bordas e dispensar acolchoamento extra. A promessa é reduzir a sensação de a tira “cortar” o pescoço ou o ombro após muitas horas de uso.
Outro ponto de destaque é a ausência de partes metálicas expostas em todo o conjunto, o que reduz o risco de arranhões no corpo da câmera ou nas lentes — um temor comum de quem carrega equipamentos caros pendurados no ombro.
O sistema ainda conta com o Torus Loop, um recurso que permite transformar a alça em uma sling de ponto único. Nesse modo, o fotógrafo mantém a tira cruzada no corpo, e apenas um conector magnético fica preso na câmera. Ao desacoplar o equipamento para fotografar com mais liberdade, a alça continua no lugar, sem escorregar do ombro.
Preços e kit para adaptar outras alças
Além dos conjuntos completos, a Wandrd tenta atrair quem já tem uma alça preferida oferecendo um kit DIY por US$29. Com ele, é possível instalar o sistema CoreLock magnético nas pontas de uma tira já existente, sem precisar aposentá-la.
Para quem optar pelas soluções prontas, a linha chega em três formatos: pulseira por US$39, versão Lite de 15 mm por US$49 e modelo padrão de 30 mm por US$69.
Entenda o contexto
As alças que acompanham câmeras novas costumam ter fixação simples, pouco confortável e difícil de remover com rapidez — um incômodo especial para quem alterna entre uso no pescoço, em tripés e em gimbals. Em muitos casos, fotógrafos preferem enrolar a alça na mão ou deixar o equipamento solto para ganhar agilidade, assumindo mais risco de quedas.
Nos últimos anos, sistemas de conexão rápida ganharam espaço e se tornaram praticamente padrão no mercado de acessórios, com pequenas âncoras permanentes presas à câmera e tiras que podem ser trocadas em segundos. A Wandrd entra agora nessa disputa apostando nos ímãs como diferencial de velocidade e praticidade, mas sem abrir mão de travas físicas e indicadores visuais de desgaste.
O que muda para fotógrafos na prática
Para fotógrafos de campo, que vivem alternando entre câmera pendurada no corpo, uso em tripés, movimentos com gimbal e mudanças rápidas de ângulo, cada segundo conta. A promessa da Wandrd é que o sistema magnético permita soltar e recolocar a alça quase no automático, com menos passos para pensar durante o trabalho.
A empresa afirma que o sistema já vem recebendo boa aceitação entre usuários que priorizam praticidade e segurança. Em demonstrações, a reconexão magnética mostrou-se especialmente útil ao alternar entre fotos em altura normal e ângulos muito baixos, em que a alça costuma atrapalhar ou enroscar.
“Nós somos fotógrafos, então estamos constantemente idealizando, mexendo, pensando em maneiras de melhorar as coisas”, diz Ryan Cope, cofundador da Wandrd. Para ele, os ímãs são o centro dessa mudança: “Eu amo ímãs, cara. Eu amo a simplicidade que eles criam — guiando as coisas para o lugar. Você nem sempre tem onde colocar sua câmera; eu gosto que os ímãs ajudam a guiar e são muito mais seguros, além de serem divertidos.”
Se a adoção se mantiver, a tendência é que concorrentes reforcem seus próprios sistemas de conexão rápida ou avancem para soluções magnéticas semelhantes. A Wandrd, por sua vez, deve acompanhar o feedback dos usuários, ajustar detalhes de uso em campo e, possivelmente, expandir a linha de acessórios que usam o mesmo padrão de conexão.


