Trump lidera sanções contra facções criminosas na América Latina
Em um movimento coordenado, EUA e 13 países anunciam sanções a facções criminosas na América Latina, classificadas como “narco-terroristas”. Essa decisão se dá em meio à crescente influência do narcotráfico na região, vista como uma ameaça à segurança hemisférica, diz o comunicado divulgado em 22 de setembro de 2026.
Escudo das Américas
A iniciativa, denominada Escudo das Américas, reúne 14 países liderados pelos EUA, entre eles Argentina, Chile e Colômbia, com o objetivo de enfrentar cartéis de drogas e grupos armados. A ação inclui congelamento de ativos e restrição de vistos para integrantes do PCC e CV, facções brasileiras apontadas como “narco-terroristas” desde 2025.
Essas ações alinham-se à política externa do governo Trump, que não hesita em usar a designação de terrorismo para justificar sanções mais duras e possíveis intervenções militares. O objetivo declarado é proteger interesses vitais dos EUA e reforçar seu papel como potência protetora na região.
Impactos e tensões
O Brasil, que não assinou o documento, vê com receio possíveis intervenções sob o pretexto de combate ao crime organizado. A professora de Relações Internacionais Carol Pedroso destaca que a adesão de vizinhos como Colômbia e Peru põe o país em situação delicada, politicamente isolado. As sanções podem pressionar ainda mais a segurança e a diplomacia brasileira.
Donald Trump havia advertido, em discurso na ONU, que forças militares poderiam ser usadas para assegurar “interesses vitais” na América Latina. Isso ocorre em um momento crítico, em meio à corrida eleitoral brasileira, com implicações significativas para a política externa do governo Lula.
Perspectivas futuras
Espera-se que a Organização dos Estados Americanos discuta a questão em breve, buscando uma resolução conjunta. Enquanto isso, o Brasil debate sua política externa e estratégias para mitigar riscos de isolamento. Especialistas sugerem que o cenário atual poderá influenciar futuras alianças na região e a própria eleição presidencial brasileira, com o tema de segurança nacional no centro dos debates.
Assim, a política de combate ao narcotráfico na América Latina promete novas tensões, testando a capacidade diplomática e militar da região, além de impactar diretamente as dinâmicas políticas internas dos países envolvidos.


